31 de maio de 2011

cabe o meu amor


A banda mais bonita da cidade - Oração


esta é a ultima oração
para salvar seu coração
coração não é tão simples quanto pensa
nele cabe o que não cabe na despensa
cabe o meu amor
cabem três vidas inteiras
cabe uma penteadeira
cabe nós dois
cabe até o meu amor

no dia em que fiquei no top 100

Foi um dia longo, stressante, super quente, mas que passou a correr.

O dia em que entrei num estúdio de televisão pela primeira vez, e que fiquei na frente de câmaras, em que coloquei o meu melhor sorriso, em que apoiei desconhecidos nos seus sonhos, tais como eles me apoiaram a mim.
O dia em que o facto de ter levado meia casa atrás deu os seus frutos e emprestei arroz a alguém que lhe salvou o seu prato.
O dia em que uma estrela de televisão viu as fotos dos meus bolos e adorou.
O dia em que fotos dos meus bolos foram gravadas para um dia aparecerem na televisão.

O dia em que lutei contra um forno eléctrico e uma placa de indução, e perdi a batalha (meu rico fogão a gás!).
O dia em que fui um pouco ambiciosa com o prato que levei, e que não correu muito bem (Abóbora gratinada recheada com camarão, tamboril e molho de coco, acompanhada com arroz basmati aromatizado com limão, anis e cardamomo, e salada de verdes).
A abóbora não cozinhou, falhei nos temperos e o tempo passou demasiado a correr. Depois como isto é televisão, as gravações da sala dos júris estavam atrasadas, e a minha comida ainda ficou uma hora á espera de ser provada, o que ainda aumentou o desastre da coisa.

Em três júris, recebi três nãos. Falhei nos temperos e o tamboril e o camarão estavam demasiado cozidos. Mas gostaram muito da minha energia e louraram a minha ambição em levar um prato complexo de sabores.
E ainda recebi um convite para ir visitar a cozinha profissional de um dos júris, e passar uma semana com ele, para ver como as coisas funcionam.

Sai de cabeça erguida, de sorriso nos lábios, e com a alma mais que cheia.

Desta aventura levo grandes lições de culinária, levo os meus horizontes mais abertos, e percebi que ainda tenho um longo caminho pela frente de aprendizagem. Tenho que cozinhar mais, tenho que desenvolver o meu palato, tenho que investigar mais, tenho que me aventurar mais.

E só por isso, o saldo foi mais que positivo!

PS: e percebi que tenho um grande grupo de amigos que me apoiou desde o primeiro minuto. E que só por isso, me encheu o coração.

27 de maio de 2011

estou aqui a hiperventilar

São quase duas da manhã, e em vez de estar no meu sono de beleza, estou com o coração aos pulos e o estômago a dar voltas.

Porquê?

Porque manhã, ás 8h da manhã, vou participar num dos castings finais do programa da comida.
Em frente a câmaras de televisão, vou ter que executar um prato em 50m, e depois tenho 10m para impressionar um painel de três júris do mais alto gabarito. Um prato que infelizmente não tive tempo para treinar, embora já o tenha feito anteriormente.
Sim, vou mesmo à campeã, como me disseram...

Desejem-me sorte, muita sorte... porque m***a eu acho que já vou fazer!

20 de maio de 2011

caiu, partiu-se, caiu


Margarida Pinto - Apontamento

18 de maio de 2011

do programa da comida

Dizem que me inscrevi via site num domingo à tarde.
Dizem que recebi um telefonema terça-feira de manhã, a dizer que tinha sido seleccionada para o casting na semana seguinte, e que tinha que levar um prato principal de comida frio para um chef provar.
Dizem que passei a semana toda com os nervos a flor da pele, a devorar livros de culinária atrás de livros, até finalmente ter decidido que receita fazer.
Dizem que passei o fim-de-semana todo a cozinhar.
Dizem que na segunda-feira fui ao casting, que o chef provou da comida e por acaso até gostou.
Dizem que passei à segunda fase, e que fiz uma entrevista gravada.
E dizem que agora estou à espera a ver se recebo mais telefonema maravilha na semana que vem, em que me vão dizer se passo á terceira fase.
Terceira fase essa que já inclui gravações e desafios de comida.

E dizem que já não tenho quase unhas de tanto roer á espera do dito telefonema....

(antes que perguntei, levei duas mini tartes salgadas com base de broa de milho com chouriço, uma delas de bancon e cebolinho, e a outra de espinafres, cogumelos, salmão fumado e queijo chevre, acompanhadas por arroz basmati aromatizado com limão, e salada de verdes com frutos secos temperada com vinagre balsâmico. Tudo empratado num prato giraço que comprei de propósito e tudo)

os homens e as doenças

Sábado passado, festinha dos 3 anos da sobrinha pirralha nº2.
Para manter a tradição, tia babada levou o bolo, com uma Hello Kitty e um Panda, conforme o pedido da sobrinha pirralha.
Casa cheia de adultos, casa ainda mais cheia de miúdos, porque de ano para ano os adultos trazem cada vez mais anexos dos pequenos.
Sobrinha pirralha nº2 entre o fascinada com a festa e o murcho, o que deixa mãe da sobrinha um pouco preocupada. Principalmente porque na semana anterior, andou um surto de varicela na escolinha da miúda, e ai meu Deus que a miúda está a ficar com pintinhas!
Fim da festa, e é mais que óbvio que sobrinha pirralha nº2 está adoentada com a doença das pintas, mãe da sobrinha em pânico por ter exposto o resto das crianças, mas todos dramatizam a coisa, está tudo bem, tudo calmo, pode acontecer a qualquer um.
No entanto, olho para o lado e vejo que ele está com ar de pânico.
Porquê? Ele nunca teve varicela.
E naquela cabeça de homem já estão a passar todos os cenários e mais alguns que envolvem dores, pintas, comichão, dores e mais dores.
E eu só me ria.
E ele cada vez mais em pânico só dizia que se queria ir embora.
E eu ria-me.

No final, lá se acalmou quando percebeu que afinal não esteve assim tão exposto ás pintas, que afinal não está a passar por nenhum perigo de morte, e que se um dia ele próprio quiser ter anexos dos mais pequenos, vai ter que passar por isso e por muito mais.

Os gajos são tão medricas, credo!

"das coisas muito estranhas" ou "como a casa das paredes azuis está um pandemónio"

Algures entre sábado e hoje, perdi uma sabrina no meu quarto. Já espreitei debaixo da cama, já revirei tudo, e nada de aparecer.

A semana passada foram os óculos, que estiveram desaparecidos durante três dias, até os encontrar debaixo da cama.

Começo a pensar que a casa das paredes azuis tem buracos negros.

Ou isso, ou está a precisar seriamente de uma grandessissima arrumação.

(infelizmente é mais a segunda hipótese...)

é impressão minha

ou o preço dos champô e dos gel de banho andam pela hora da morte?!?!?

5/7 euros por um frasco de 250ml de champô!?!?

Acho que vou começar a tomar banho com sabão azul e branco...

10 de maio de 2011

Where Is My Mind? Where Is My Mind? Where Is My Mind?


Pixies - Where Is My Mind?

e continuando a falar em culinária

Perdi a cabeça, ganhei coragem, e inscrevi-me no MasterChefPortugal.



(acho que enlouqueci de vez!)

acho que já está a começar a virar doença

Foi-se mais uma vez á Feira do Livro de Lisboa. E de todos os livros que lá estavam, de todos os géneros e feitios, quais foram aqueles que chamaram mais a atenção?

Livros de culinária.

Tanto que dos 4 que se trouxe para casa, 3 são de receitas. Um deles assim para o gigante.

E ainda ficaram lá mais dois que estão aqui entalados.

help...

acho que me vou começar a barrar com auto-bronzeador

Depois de passar duas semanas abaixo do equador a trabalhar arduamente para se vir com uma ligeira cor (estou preta), depois de se passar horas infindáveis a virar o bacalhau de um lado para o outro, para ver se vimos com algumas sardas na cara (pareço uma casa-de-banho das moscas!), basta uma semana em terras do pólo norte, e todo e qualquer vestígio dessas árduas horas de trabalho começam a rapidamente a desaparecer.

Ás vezes odeio ser tão branca...

relógio de ponto

Todos os dias, independentemente da hora que se deita, independentemente da quantidade de horas que se dorme, independentemente da quantidade de cansaço que se tem, independentemente do dia da semana que é, ás 7h45 da manhã a pestana abre automaticamente.

Seca......

ontem foi um dia de trabalho para esquecer

Ontem recebi mais de 40 emails e enviei mais de 20 emails.

Tudo em trabalho.

Até me doem a ponta dos dedos.

6 de maio de 2011

3 de maio de 2011

é triste

Acho ridículo ter que andar a "mendigar" para me pagarem o que me devem.


(uma pessoa recebe um telefonema numa sexta-feira ás 5h da tarde, a pedirem-lhe encarecidamente para no dia seguinte, sábado, ir dar formação ás 10h da manhã. E uma pessoa até é simpática e aceita. E o que é que recebe em troca? Fica sem fim-de-semanas durante mais de meio ano, e tem que mandar emails atrás de emails a pedir encarecidamente que lhe paguem as horas de formação que já deu. Tipo dois meses de atraso. Isto quando todos os formandos têm que pagar á cabeça o curso completo. Valor esse que tem assim 4 digitos dos altos. E depois venham-me cá dizer que não têm dinheiro para pagarem aos formadores...)


(e afinal bastou um email com um tom mais ameaçador a dizer que ou pagam ou eu não dou mais formação para a coisa se resolver. No entanto, não deixou de ter que ser preciso eu quase me chatear e eu ter que mendigar... triste, muito triste...)

sardanisca de volta ao polo norte

Depois de 15 dias com temperaturas médias de 28 graus, voltasse a aterrar em aterrar lusas.
Chegasse ás 6h da manhã depois de uma noite inteira em viagem (quem disse que dormir no avião era fácil está muito enganado! É que nem deitada ao comprido nos bancos a coisa foi fácil. Principalmente porque os bancos são mais rijos que pedra mármore!), toma-se um banhinho, muda-se de roupa e ala pró trabalho que se faz tarde.
Para trás ficaram 15 dias de calor semi-intenso; de ar condicionado a bombar no máximo; de alguma fruta; de praias lindas e água mais quente que no esquentador; de conhecer gente nova daquelas bem fixes (e que não paravam de pedir para eu também me mudar para lá!); de conduzir um mini-jeep em ruas cheias de buracos e de candongueiros e pessoas a vender tudo e mais alguma coisa e carros podres e motinhas em contra-mão; de tudo estupidamente para lá de caro; e um passeio de barco até uma ilha que encheu todas as medidas.
Para trás ficaram 15 dias que pouco mais se fez do que praia. E ver alguma televisão. E dormir. Muito.
Desta vez não foi tão intenso como a viagem do ano passado, mas deu para ter uma ideia mais definida de como seria "morar" abaixo do equador.

Na bagagem trás-se apenas um mega bronze (dentro da brancura com que se foi), e sardas, muitas sardas na cara.

De lá de baixo ficam as saudades das praias e do calor. Mas de cá de cima, ficam as saudades das pessoas e no "meu canto". E por enquanto, o cá de cima continua a bater aos pontos ao lá de baixo.