2014 não foi um bom ano.
Estaria a mentir se dissesse o contrário.
Teve os seus momentos altos, mas também teve momentos baixos. Muito baixos.
Olho para a minha mão esquerda, e vejo um anel no dedo anelar a brilhar. Esse foi sem duvida o ponto alto. O momento em que me senti verdadeiramente feliz, completa e amada. É a prova que encontrei a pessoa certa. E que aconteça o que acontecer, tudo irá correr bem. Sabem aqueles momentos em que nos cai uma pestana, e alguém apanha e diz "pede um desejo!", e acabamos sempre por dizer "só quero ser feliz..."?
Pronto. Já tive o meu momento de felicidade pura.
E também tive o meu momento de terror puro e duro. A frase "não estou a gostar disto" dito por uma médica durante uma ecografia morfológica nunca é algo bom. E a partir dai foi sempre a descer.
Olho em volta e vejo amigos. Dos bons. Daqueles que se pudessem, arrancavam o seu próprio coração para me darem.
E alguns este ano fizeram isso mesmo. Ampararam-me, abraçaram-me, secaram-me lágrimas. E trouxeram-me de volta à vida.
Como é que em 365 dias conseguem acontecer tantas coisas boas e tantas coisas más?
Acabo o ano com um sentimento agridoce. E com uma constipação, um nariz entupido, com tosse e um torcicolo para completar o ramalhete. Dói-me o corpo e doí-me a alma. Acho que resume bem o meu ano.
Que venha 2015, e que traga pontos médios.
Não quero altos nem baixos, só quero pontos médios.
Não quero altos nem baixos, só quero pontos médios.
Boas Entradas!
