25 de janeiro de 2012

Come on, come on Put your hands into the fire

Thirteen Senses - Into The Fire

Para aquelas amigas que ligaram, enviaram email, enviaram sms´s e falaram comigo no msn


Tenho saúde, tenho família e amigos, tenho um emprego "estável" com oportunidades de crescer e evoluir, tenho um tecto para me proteger, tenho alguém que me ama ao meu lado.

Então porque não estou bem?

Por não gosto de mim. Porque não acredito em mim. Porque não acredito no meu trabalho. Porque não acredito que o meu trabalho tem qualidade. Porque sou especialista em sabotar o meu próprio sucesso. Porque desisto á mínima contra partida, porque perdi a minha garra, a minha sede de procura de conhecimento. Porque virei uma coisa amorfa e fraca.
Porque embirrei que não sei desenhar coisas para web. Que só gosto de papel. Mas depois tenho oportunidade de fazer coisas para papel, e também não as faço.
Porque enquanto as coisas são em tom de brincadeira, tudo corre bem, assim que começa a ficar sério, fujo, ignoro, empurro com a barriga para frente, tapo o sol com a peneira, à espera que a coisa se auto-resolva e desapareça para eu não ter que lidar com isso.

Porque sou expert em me sabotar, não perco uma oportunidade para resolver os problemas dos outros e ignoro os meus. Porque não sei dizer que não. Porque sou uma excelente actriz e sei-me vender muito bem, mas depois de bem espremido, o que sai cá de dentro é nada. Porque acabo por desiludir os outros, e principalmente a mim mesma.

Porque nunca acredito que vai correr bem, porque vejo sempre o copo meio vazio, o lado errado da coisa.

E o pior que tudo?

Porque quando olho para os sonhos que fiz lá atrás, não era nada disto que imaginava para mim.

E a culpa é da vida. E minha. Porque não gosto da minha vida. Mas também não consigo fazer nada para a mudar.

(there, the cat is out of the box...)



PS: E sim, já ando a tentar mudar coisas. Já tenho ajuda profissional. Já tenho um namorado querido em pânico. Já tenho colegas e amigos preocupados. Mas nem isso me faz conseguir andar para frente e parar de sentir que quero chorar a toda a hora e todo o instante.

eu devia era estar a dormir



 Natalie Merchant - Leave Your Sleep - If No One Ever Marries Me

loucura é

São quase 3h da manhã, estou a morrer de sono e só me apetece é ir deitar-me.
Mas em vez disso estou a beber um red-bull, para ver se consigo abrir a pestana e ter ideias fantabulásticas.
Isto porque um cliente lembrou-se ás 9h30 da noite de hoje que queria para amanhã de manhã "várias maquetes" de um Citroen C3 decorado.
E ainda tenho que dar uns toques no layout do site do mesmo cliente, e nos cartões pessoais também.Tudo para amanhã, claro.

E eu que hoje até tinha uma encomenda de um bolo para fazer (algo que agora só faço mesmo por pedido muito especial)...


Mas porque é que eu me meto nestas coisas?
Porque é que não segui o meu primeiro instinto à 4 meses atrás e não disse que não a esta coisa de aturar clientes?!?!?


eu quero a minha cama...

24 de janeiro de 2012

só faço é merda

Odeio-me tanto neste momento, que se desaparecesse da face da terra neste instante, estaria a fazer um enorme favor à humanidade.

11 de janeiro de 2012

de viver a dois


Se eu dormir sozinha, de manhã a cama parece que lhe passou um furacão, e os lençóis estão todos revirados, há almofadas no chão, e só falta mesmo eu acordar com os pés para a cabeceira e a cabeça no fundo da cama.

Se ele dormir sozinho, de manhã a cama parece que não dormiu lá ninguém, com os  lençóis praticamente no mesmo sitio, esticadinhos e direitinhos.

9 de janeiro de 2012

da (falta de) crise


Aproveitei a hora do almoço para ir á Zara do Saldanha trocar uma blusa que me tinham oferecido no Natal (blusa gira, mas no tamanho errado)
E mal entrei na loja, mal podia acreditar no que os meus olhos viam: loja para além de cheia de gente, roupa por todo o lado amontoada em modo pior que feira, e pelo menos uma fila de 20 mulheres em cada uma das duas caixas para pagar, e cada uma levava entre duas a três peças de roupa.
Bem sei que estamos em época de saldos, mas mesmo assim, não é suposto estarmos em crise? Em contenção? A cortar nos excessos e a poupar?

Sério que não compreendo...

a 5 mãos



Somebody That I Used to Know - Walk off the Earth (Gotye - Cover)

4 de janeiro de 2012

um ano em NY



James Vincent McMorrow - We Don't Eat

Karma é lixado...

Dizer assim baixinho, que ainda faltam 2 dias para o ano terminar...
E contrariamente o que é normal por estas épocas do ano, não estou doente/constipada/uma carrispana do caraças, nem tenho nenhum torcicolo ou mau jeito em nenhuma parte do corpo...


Duas horas depois de escrever este texto, e de o ter deixado nos rascunhos para o publicar quando o chegasse a casa, dei uma queda daquelas de plantar uma figueira e ver estrelas e passarinhos á vonta da cabeça. A queda foi tal, que hoje passado uma semana ainda tenho uma nódoa negra do tamanho da Austrália no joelho esquerdo, crostas por todo o lado, e o pulso direito e esquerdo a queixarem-se quando faço certos e determinados movimentos.

de viver a dois


Uma pessoa encontra alguém.
Uma pessoa começa a namorar com alguém.
Uma pessoa está feliz com alguém.
Uma pessoa começa a viver com alguém.
Uma pessoa apresenta alguém à família.
Uma pessoa começa automaticamente a ouvir comentários da família sobre casamentos e filhos.
Desde quando é que pelo facto de ter alguém, e estar a viver com alguém, e estar feliz com alguém, é logo obrigatório casar e ter filhos?

Cambada de apressados....

ocupada a viver

Se nos anos anteriores publiquei exactamente o mesmo numero de posts, este último ano o numero desceu para quase metade, e praticamente todos arrancados a ferros para verem o a luz do dia.

Se antes escrevia sobre tudo e sobre nada, agora tenho que fazer um esforço e quase uma obrigação para escrever.

Como as coisas mudam...

de viver a dois

Deixei de ser convidada para os jantares de "encalhados" que os amigos organizam...

de tempos muito longínquos


Há muitos, muitos, muitos anos atrás, eu era uma grande maluca e até saia bastante para a night. A rotina era sempre a mesma: 4a feira Ladys Night no W, 6a feira Ladys Night no Docks, e sábado nos Templários para ver Hi5.
E lembro-me que de todas as noites que sai, uma ficou-me na memória: naquele ano os feriados do 1 e do 8 de Dezembro calharam ambos a uma 5a feira, por isso na noite da 4a feira anterior o W estava à pinha. Não cabia mais uma vivalma lá dentro, o ambiente era quente, abafado, sensual, electrizante, inesquecível.
Lembro-me que o numa das pontas da pista de dança do W havia uma pequena plataforma, onde costumavam estar duas meninas em trajes menores a bambolearem-se (e sim, em tempos aureos muito idos, também eu estive lá em cima a dançar...).
Mas naquela noite, no meio daquela gente toda, subiu ao palco um dos Drag Queens do saudoso Alcântara Mar. Um homem super alto, cabeça rapada, com tatuagens tribais nas pernas, braços e até na nunca. Vestia uns mini calções de cabedal e um corpete. E umas botas de plataforma com uma altura de fazer inveja á Lady Gaga. E dançou esta música como ninguém.





E eu vivi aquela noite como se fosse a última.

(a meio da noite, no meio daquele mar de gente, passam por mim duas caras super conhecidas: Will.I.Am e Taboo, dos Black Eyed Peas que no dia seguinte iam dar um concerto na capital. Concerto esse que por acaso também fui. Concerto esse para o qual me tinham oferecido bilhete para o backstage e onde pude conhecer toda a banda. Concerto esse onde ganhei um CD autografado por todos os elementos da banda...)