28 de novembro de 2011

Ego do tamanho do monte Evareste


Normalmente corto o cabelo duas vezes por ano: uma vez por altura do Natal/Fim-do-Ano, e outra por altura do meu aniversário, em Agosto.

O meu cabelo sempre foi rebelde, encaracolado, com jeitos, remoinhos e com muito volume. Por isso, a opção cabelo muitooo comprido nunca foi opção para mim.

Até que este ano, no meio de alguma preguiça, falta de tempo e um objectivo secreto de ter um cabelo verdadeiramente comprido (aka "pelo meio das costas"), "saltei" a habitual ida ao cabeleireiro por alturas do meio do Verão.

Se havia dias em que achava que o cabelo estava fantástico, havia outros em que já estava farta daquele cobertor. Se havia dias em que me deslumbrava por conseguir fazer trancinhas, havia outros que já me chateava por ter de lavar e secar aquele monte fios despenteados por todo o lado.

Até que me fartei e fui finalmente à minha cabeleireira, dizer-lhe as palavras que ela mais gosta de ouvir "podes cortar o que quiseres".
É que até lhe brilharam os olhinhos!

E 1h depois sai bem mais leve, com menos 13 cm de cabelo.

E no dia seguinte, não houve pessoinha que não comentasse o meu corte de cabelo, principalmente os gajos do trabalho que normalmente só vêem linhas de código à frente.

"Estás mais leve!"
"Fica-te mesmo bem!"
"Estás toda gira!"
"UAU!"

Acho que vou começar a cortar o cabelo mais vezes.

5 de agosto de 2009

ajudar a malta, ó sff!!!

Preciso de encontrar, bom, bonito e barato:
  • um restaurante para jantar com a famelga no dia dos meus anos, para cerca de 20 pessoa. Pode ser um bocadinho mais carote e giraço.
  • um restaurante para o jantar com os amigos, aqui já com um numero entre os 50 a 60 pessoas (medo!). Pode, e deve, ser mais baratinho.
  • um hotel/pousada/ qualquer coisa, para passar duas noites na zona de Évora, para o fim-de-semana do 15 de Agosto.
  • vá lá, ajudem lá aqui a menina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

6 de maio de 2009

o que vale realmente a pena

Ontem, numa conversa de café, disseram-me:

"O teu trabalho é um bocado da treta, é fazer as coisas bonitas... e não tem muita visibilidade nem trás grande retorno à empresa".

Sei que não sou nenhum super médico que salva vidas a torto e a direito.
Sei que não sei escrever romances de fazer chorar as pedras da calçada.
Sei que não nunca vou descobrir a cura para o cancro, ou para a Sida.
Sei que não faço pão todos os dias para alimentar 3500 bocas esfomeadas.
Sei que não faço a mínima como cozer um par de calças, ou uma saia, ou tricotar uma camisola.
E sei que se um dia a electricidade faltar no mundo inteiro, serei uma daquelas pessoas que vai ficar sem nada para fazer, e não vai valer nada, porque não sei plantar, ou caçar ou mesmo criar animais.

E sei que não sou nenhuma técnica super especializada que faz aplicações para calcular a raiz quadrada do diâmetro da terra, mas no dia em que a luz faltar na terra, o que é que isso também vai mesmo valer?

Hoje, pela primeira vez na minha vida, tenho orgulho no trabalho que faço. Consigo utilizar a minha pequena veia criativa, a fazer umas coisas engraças e giras.

Acho que é assim que na realidade se pode classificar o meu trabalho: engraçado e giro.
E que no fundo, qualquer um pode fazer coisas bonitas. Pelo menos é o que toda a gente dizem, até claro, chegar verdadeiramente a altura de o fazer.

Mais uma vez, fui relembrada porque é que no fundo, sou tão valorizada na minha empresa como a menina brasileira que anda a empurrar um carrinho cheio de bolos e a vendê-los.

E mais uma vez, pergunto-me se tomei a decisão certa na profissão que decidi escolher.

Se valerá realmente a pena tornar as coisas "giras e bonitas".

Porque à noite deito a cabeça na almofada, e sou assolada por uma enorme sensação de tristeza e frustração, já nada parece valer a pena...

5 de abril de 2009

de estes dias

Por estes lados andasse atulhadissima de trabalho.
Por estes lados, andasse a rogar pragas a políticos e estrelas cor-de-rosa grávidas, por não saberem o que querem, e mudarem de ideias de 2 em 2 minutos. Ou por serem mesmo burros, ou por serem mesmo muito burros.

Por outro lado, ver alguém que merece e muito levar nas orelhas, até faz acreditar que afinal o mundo é redondo e juntos. Mas só ás vezes.

E pelo meio, deixasse de ter tempo, e vontade de postar.

O que torna este espaço bem mais vazio....

28 de janeiro de 2009

eu, galdéria, me confesso!

Quando eu for velha, vou ser uma daquelas velhas galdérias, todas super arranjadas, que se fartam de fazer coisas, e de viajar, e tirar cursos de tudo e mais alguma coisa, e que nunca param quietas em casa.
E acima de tudo, espero ainda ter energia para dançar assim!


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26 de janeiro de 2009

de domingo

Lisboa - Torres Vedras - Óbidos - Caldas da Rainha - Guisado - Foz do Arelho - Peniche - Praia da Consolação - Praia da Areia Branca - Lourinhã - Lisboa.

Pelo caminho 200km; um dia cheio de paisagens belíssimas; um restaurante fantástico, super acolhedor e com uma comida divinal (o truque é não comer durante uma semana e mesmo assim levar um tupperware!); uma praça cheia de produtos frescos e directamente do produtor; um mar revolto cheio de ondas altas e brancas, mas mesmo assim cheio de beleza, um vento frio de cortar; e muitos quilómetros de mão dada.

E no final do dia, um coração cheio.

Gosto. Muito.

(e ainda continua a assustar comócaraças)