24 de abril de 2012
mentes perversas
Cenário: sábado á noite, jantar em casa de amigo solteiro, 6 adultos já bem regados, decidem jogar Party para animar a coisa. O jogos que arrancou mais gargalhadas foi o das palavras proibidas, em que um dos jogadores vai dizendo coisas para que outro jogador acerte numa palavra especifica, mas o primeiro jogador está proibido de dizer certas e determinadas palavras que sejam semelhantes á que se pretende.
Primeira situação:
Jogador UM (que por acaso era gaja): Ora bem, tás a ver o Kamasutra?
Jogador DOIS (que também era gaja): Sim sim.
Jogador UM: então pronto, qual é a posição mais básica básica de todas?
Jogador DOIS: 69!
(a palavra que se procurava era Missionário)
Segunda situação:
Jogador UM (gajo): ora bem, é um conjunto de jovens adultos...
Jogador DOIS e TRÊS interrompem imediatamente (gajos, pois tá claro): Orgia!!!!!!
(a palavra que se procurava era Escuteiros)
O mundo está perdido...
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dos amigos
23 de abril de 2012
branquelas é aquela que:
- mesmo colocando factor 50 duas vezes ao dia, e que toda a gente goza com ela por estar sempre a colocar creme, ainda assim apanha escaldão nas costas.
- que numa manhã para lá de nublada em que não se via uma pontinha de sol em lado nenhum, vai dar um passeio de 1h de barco, e quando chega á noite é que repara que tem um super mega hiper escaldão novamente nas costas.
- que quando vê fotografias do fim das férias, e em que pensa que já está super morena, quando vê outras pessoas ao lado é que se apercebe que afinal continua branca que nem uma lula.
enfim...
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do outro lado do equador
20 de abril de 2012
toda a noite que eu chego em casa, a barata da vizinha está na minha cama!
Ao fim de uma semana em terras africanas, ele ainda não tinha visto nenhuma barata do tamanho de bola de berlim, por isso começou a dizer que eu andei a fazer publicidade enganosa. Até que um dia estavamos sentados no sofá e ele começou a sentir qualquer coisa na perna. E reparou que tinha o quê? Uma barata a subir-lhe pela perna acima, pois tá claro!
Barata essa que correu pelo sofá, comigo aos gritinhos do outro lado do sofá, e fugiu sala fora à velociade da luz, para se ir esconder debaixo do aparador da sala.
Depois desse dia, todos os dias encontravamos pelo menos 2 baratas em casa, fora as que matamos na rua á noite. Todas claro, tamanho king size.
Publicidade enganosa uma ova!
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do outro lado do equador
abaixo do equador, parte 3
aconteceu tudo de mau:
- faltou a água durante 2 dias ( que não faltava desde Novembro)
- faltou a luz durante um dia inteiro (que não faltava desde Dezembro, e ainda bem que existem geradores!)
- cada vez há mais baratas e maiores (e o que eu odeio baratas!)
- calor, muito calor (e viva os ares condicionados!)
- o trânsito é de uma confusão infernal que é impossível descrever, só mesmo estando lá e vendo as infracções que aquela gente faz para acreditar.
- para além de os candongeiros serem cada vez mais e conduzissem cada vez pior, há cada vez mais motinhas, que se metem por todo o lado, incluindo sentidos contrários, passeios, passadeiras e tudo o resto por onde puderem ir.
- as estradas têm cada vez mais buracos, ou melhor, existe um bocadinho de estrada á volta dos buracos.
- os policias, quando os há, é para mandar parar brancos ou candongueiros, para ganharem a sua dose diária de "gasosa" (por outras palavras, suborno).
- tudo continua para lá de caro (um panhaché custa 900 kuanzas, o equivalente a 8 euros, porque é 500kuanzas de uma cerveja importada + 400 kuanzas de um gasosa).
- compra-se um carro novo numa sexta-feira, e enquanto acima do equador a preocupação principal é "onde vamos dar uma volta para experimentar o carro novo", abaixo do equador a preocupação principal é "chumbar" os retrovisores e piscas à carroçaria do carro, para impedir que sejam roubados. Quando se demora uns dias a mais a fazer isso, é certo e sabido que os ditos desaparecem. No nosso caso, os retrovisores demoraram só uma semana a desaparecerem do carro novo.
- ir passar o fim-de-semana da Páscoa ao Lobito/Benguela, e combinar ficar em casa de familiares que vivem lá, que nos emprestavam a casa porque eles próprios iam passar o fim-de-semana fora. Mas depois de fazer 600km, chegousse á porta de casa e a empregada tinha trancado portas que não eram suposto estarem fechadas, por isso não se conseguiu entrar em casa e teve que se descobrir um hotel á ultima da hora, numa cidade super cheia de gente que decidiu toda ir passar o fim-de-semana a Benguela. Acabou-se por se descobrir hotel, mas claro, mais caro que um qualquer hotel 5 estrelas em algumas capitais europeias, mas claro, com menos de metade das comodidades.
- em dia de Páscoa uma pessoa vai á praia e fica contente por não estar quase ninguém. Mas acaba o dia numa clínica local a pagar uma pequena fortuna, porque ele decidiu correr atrás de dois "locais" que tinham acabado de roubar o saco de praia de mommy dear. E correr de chinelos não dá muito jeito, por isso o ele acabou por se espatifar no alcatrão, arranhando joelhos, cotovelos e arrancando uma unha do pé. Foi sangue por todo o lado, dois "locais" ganharam uma toalha de praia e um bronzeador, ele ganhou uma razão para dizer que nunca jamais irá para lá trabalhar e férias lá só talvez daqui a dois anos, e eu ganhei um susto de morte e a vontade de voltar o mais rapidamente para cima do equador.
mas também aconteceu tudo de bom:
- descobriu-se que o vizinho de cima é simpático (ou ignorante...) e tem a sua internet wireless sem password... portanto todo e qualquer gato pingado se pode pendurar na net do vizinho á pala. Obviamente que fiz isso durante duas semanas, o que permitiu continuar ligada ao mundo...
- as praias continuam lindas e maravilhosas, a água super quente e cristalina, e passa-se horas dentro de água sem correr o risco de hipotermia.
- fora de Luanda encontram-se paisagem fantásticas, tudo é "grande e vasto", o céu continua de um azul único e os pôr-de-sol são de se tirar o fôlego.
- a fruta tropical continua do melhor que há, e as mangas são de se babar.
- a coca-cola angola é diferente, tem muito menos gás e açúcar, e eu bebi mais coca-cola em duas semanas do que no resto do ano todo.
- ir passar o fim-de-semana ao Mussulo tornou-se paragem obrigatória, e andar de barco, aquelas praias, aquela água e aquelas paisagens, fazem esquecer a cidade caótica que está mesmo em frente.
- reencontrou-se amigos dos bons, e conheceu-se amigos novos, gente gira, fashion, divertida, e mais que hospitaleiros, que nos levaram a sítios giros e fashion que nos fizeram esquecer que estávamos abaixo do equador. Ok, também me fizeram guiar à noite, um carro sem direcção assistida e sem piscas por sítios por onde eu nunca tinha ido, por estradas onde andam gajos escuros vestidos de escuro em motinhas sem luzes, a dar instruções tipo "na rotunda viras na segunda", mas afinal a segunda já era fora da rotunda, mas se consegui conduzir ali e sobreviver e não matar alguém, estou pronta para a Fórmula 1! No fim ficou a sensação de pena por ser pouco o tempo que passamos juntos, e claro, uma inveja tremenda por não poder assistir aquele que vai ser O casamento/evento social do ano por aquelas bandas (miss Feijão, quero fotos, muitas fotosss!!!!).
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do outro lado do equador
cala-te e dorme!
Eu gosto muito de criancinhas, eu gosto mesmooo muitooo de criancinhas, sou aquela pessoa que assim que vê um bébé a meio quilometro de distância se derrete toda e mete o seu sorriso maternal numero 34, mas....
.... fazer um voo de 7h30 durante a noite, no fim de uma semana louca de trabalho, num avião pra lá de cheio, e em que 1/3 dos passageiros são criancinhas com idades abaixo dos 5 anos, que se recusam a dormir por tudo e por nada, que passam metade da noite a gritar com birra de sono, e quando finalmente todas se calam e uma pessoa tenta dormir o sacana do piloto decide anunciar em altos berros que vamos passar uma zona de turbulência, por isso metam os cintos de segurança, isto ás 4h30 da manhã, claro que tudo o que é criancinha acorda e volta a berrar o resto da noite toda...
... é nestas alturas que eu digo "as pu**as das criancinhas" e filhos jamais!
(e depois vejo mais uma bébé pequenino e passa-me tudo)
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do outro lado do equador
de volta á civilização
Depois de duas semanas em terras africanas, a visitar os papis pela terceira vez, a única coisa que eu posso dizer é: gosto tanto, mas tanto, mas TANTO de viver acima do equador!
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