2 de julho de 2009

nota de rodapé ao post ali em baixo:

Eu não sou contra o mundo virtual, nem contra as amizades virtuais. Muito antes pelo contrário. Várias das minhas grandes amigas vieram através de blogs, e hoje o meu mundo é muito mais completo por ter tido uma componente virtual na minha vida.

E não, não virei contra o mundo virtual.

O que eu acho, na minha singela e pequena opinião, é que o mundo virtual deve ser um complemento ao real. É óptimo para manter vivas ligações longuínquas. Deve ser um complemento, não a base.
O que me faz confusão mesmo , é o mundo virtual ser mais importante que o real.

E era sobre isso que eu falava lá em baixo...

1 de julho de 2009

reais versus virtuais

Dou por mim num almoço de aniversário, com duas raparigas que não conheço sentadas ao meu lado.
Falam sobre o Hi5, o FaceBook, o MSN e mails.
Que viram tal pessoa online no MSN, logo é porque não devia ter muito trabalho.
Que pelas fotos do HI5 de outra pessoa, dava para ver que ela estava mais gorda.
Que adoravam fazer os questionários do FaceBook.
Que um amigo andava a enganar a namorado pelo HI5, porque tinha "solteiro" no seu perfil.
Falavam com se o mundo delas rodasse à volta de um virtual real, que dependia de alguém estar online, de alguém colocar fotos, de alguém escrever qualquer coisa...

E dei por mim a pensar "ainda bem que eu já não sou assim".

Sim, porque eu admito, houve uma altura na minha vida, que o que era virtual era bem mais importante do que real.
Eu respirava blogs, eu sonhava com comentários, eu debatia durante horas a fio aquele ponto final que aquela pessoa tinha escrito naquela frase daquele blog...

Até que chegou a uma altura, e eu estoirei.

Estoirei da pior maneira, é verdade, fui ao fundo, mas voltei ao de cimo.

Continuo com MSN, mas é mais vezes que está desligado do que ligado, e volta e meia dá-me a mania das limpezas, e lá se vão mais um ou 10 contactos de pessoas com quem não falo à 20 anos.
Tenho Sapo Messenger por questões de trabalho, tenho Skype para falar com o meu pai que está em outro continente, e tenho GTalk, onde ás vezes até falo com algumas amigas...
Não tenho FaceBook, nem quero ter, e já nem me lembro da última vez que actualizei o meu HI5. E no outro dia estive a olhar muito seriamente para o botão que dizia "delete", e um dia destes, é mesmo nele que vou carregar.
Dos vários blogues que tinha pela blogosfera fora, 99% deles foram apagados, do mais importante deles simplesmente desapareci sem deixar rasto, e sobra apenas este... a quem dedico muito pouco tempo e atenção.

Confesso que vejo mais de 200 blogs/sites todos os dias... mas eu, eu mesma, estou apenas presente em um ou dois... e de forma muito ao de leve...

Tento apagar a minha presença pessoal virtual o mais possível, excepção feita claro, a nível de trabalho.

E confesso que me fez imensa confusão as conversas virtuais daquelas duas raparigas.

Hoje prefiro mil vezes um sms, um telefonema, uma cafézada, um jantar ou uma ida ao cinema.

Não há avatar que consiga reproduzir um sorriso ou uma lágrima verdadeira.

E não há nada melhor que um abraço bem apertado.

Daqueles bem reais.

11 de maio de 2009

de certas pessoas

Estou cansada de pessoas que só olham para o seu umbigo, que se acham o fim da picada, que adoram fazer juízos de valor sobre tudo e todos à sua volta, mas que depois, quando se olham ao espelho, são mais podres que um caixote do lixo que não é lavado à mais de 6 meses.

E mais não é preciso dizer.

28 de abril de 2009

de como a idade não perdoa

Uma pessoa sabe que está a ficar a caminhar para a velhice a passos largos, quando tem que diminuir a resolução do monitor do computador, porque as letras estão demasiado pequenas, e já custam a ler comocaráças.

É o sindroma PDI a atacar em força.


Puta Da Idade...

12 de março de 2009

a viver intensamente

Dos 0 aos 10, foram os primeiros anos de descobertas, os primeiros dentes, os primeiros passos, as primeiras palavras. O primeiro gelado, era tudo simples e inocente, o colinho da mãe, o rebuçado da avó, a brincadeira com o pai, o ter de usar óculos.
Dos 10 aos 20, veio a primeira escola. Os primeiros grandes amigos. O primeiro beijo, a primeira mão dada. O ser gozada por usar óculos. As primeiras viagens ao estrangeiro.
Com os 20 anos chegou a faculdade, o ser "quase-adulta", as primeiras responsabilidades "á seria", o primeiro emprego, o primeiro ordenado, o primeiro namoro sério, a carta de condução, o primeiro carro, a primeira viagem com os amigos, a primeira quase bebedeira, as primeiras muitas saídas á noite, as primeiras loucuras em grande.
Com os 30 chegam a enorme capacidade de pré-seleccionar o que é que nos realmente interessa, a capacidade de dar atenção apenas ao que vale a pena, o corpo que já reage da mesma maneira, a barriguinha que já não encolhe, o cabelo que começa a faltar, as horas de sono que já não podem ser poucas, a primeira casa, as primeiras responsabilidades de ser "adulto", os primeiros casamentos, os primeiros filhos e os primeiros sobrinhos, as primeiras enxaquecas, a pessoa certa para estar ao nosso lado, as primeiras perdas de familiares, as primeiras vezes que dizemos "no nosso tempo é que era bom".

A isto se chama... viver.