1 de julho de 2009

reais versus virtuais

Dou por mim num almoço de aniversário, com duas raparigas que não conheço sentadas ao meu lado.
Falam sobre o Hi5, o FaceBook, o MSN e mails.
Que viram tal pessoa online no MSN, logo é porque não devia ter muito trabalho.
Que pelas fotos do HI5 de outra pessoa, dava para ver que ela estava mais gorda.
Que adoravam fazer os questionários do FaceBook.
Que um amigo andava a enganar a namorado pelo HI5, porque tinha "solteiro" no seu perfil.
Falavam com se o mundo delas rodasse à volta de um virtual real, que dependia de alguém estar online, de alguém colocar fotos, de alguém escrever qualquer coisa...

E dei por mim a pensar "ainda bem que eu já não sou assim".

Sim, porque eu admito, houve uma altura na minha vida, que o que era virtual era bem mais importante do que real.
Eu respirava blogs, eu sonhava com comentários, eu debatia durante horas a fio aquele ponto final que aquela pessoa tinha escrito naquela frase daquele blog...

Até que chegou a uma altura, e eu estoirei.

Estoirei da pior maneira, é verdade, fui ao fundo, mas voltei ao de cimo.

Continuo com MSN, mas é mais vezes que está desligado do que ligado, e volta e meia dá-me a mania das limpezas, e lá se vão mais um ou 10 contactos de pessoas com quem não falo à 20 anos.
Tenho Sapo Messenger por questões de trabalho, tenho Skype para falar com o meu pai que está em outro continente, e tenho GTalk, onde ás vezes até falo com algumas amigas...
Não tenho FaceBook, nem quero ter, e já nem me lembro da última vez que actualizei o meu HI5. E no outro dia estive a olhar muito seriamente para o botão que dizia "delete", e um dia destes, é mesmo nele que vou carregar.
Dos vários blogues que tinha pela blogosfera fora, 99% deles foram apagados, do mais importante deles simplesmente desapareci sem deixar rasto, e sobra apenas este... a quem dedico muito pouco tempo e atenção.

Confesso que vejo mais de 200 blogs/sites todos os dias... mas eu, eu mesma, estou apenas presente em um ou dois... e de forma muito ao de leve...

Tento apagar a minha presença pessoal virtual o mais possível, excepção feita claro, a nível de trabalho.

E confesso que me fez imensa confusão as conversas virtuais daquelas duas raparigas.

Hoje prefiro mil vezes um sms, um telefonema, uma cafézada, um jantar ou uma ida ao cinema.

Não há avatar que consiga reproduzir um sorriso ou uma lágrima verdadeira.

E não há nada melhor que um abraço bem apertado.

Daqueles bem reais.

1 comentário:

Inês disse...

Kat, mas às vezes o que é apenas virtual passa a real com boas surpresas :) Este domingo vou tomar café com uma pessoa que conheci através desta coisa dos blogs e que se calhar não teria conhecido doutra forma.
Para quê fechar portas? ;) O virtual só é mau quando impede o real...