19 de julho de 2011

do programa da comida que já estreou

Depois de ter aparecido 2 segundos no trailer, mais 5 segundos no primeiro episódio e ainda mais 5 segundos no segundo episódio, a conclusão a que chego é:
  • a televisão engorda assim pró bués. É que nem ter ido com um vestido preto ajudou! Parecia uma baleia/cachalote/bisonte/elefante e pronto.
  • a televisão faz crescer o cabelo. Eu só pus um bocadinho de espuma para ficar com uns quantos caracóis, mas afinal parecia que tinha uma enorme cabeleira afro!
  • não sou gira o suficiente para aparecer em primeiro plano, mas dou uma excelente actriz secundária!

(eu foi olhar para todos os lados, eu foi agarrar-me a outros gajos e a desejar-lhes Parabéns porque passaram, eu foi emprestar arroz a gajos que se esqueceram de levar metade das compras...)

8 de julho de 2011

2 segundos de fama

Estreia finalmente amanhã, ás 21h, na RTP1.




E eu pareço no trailer durante 2 segundos no meio daquele stress todo, sem saber literalmente para que lado me virar.

31 de maio de 2011

no dia em que fiquei no top 100

Foi um dia longo, stressante, super quente, mas que passou a correr.

O dia em que entrei num estúdio de televisão pela primeira vez, e que fiquei na frente de câmaras, em que coloquei o meu melhor sorriso, em que apoiei desconhecidos nos seus sonhos, tais como eles me apoiaram a mim.
O dia em que o facto de ter levado meia casa atrás deu os seus frutos e emprestei arroz a alguém que lhe salvou o seu prato.
O dia em que uma estrela de televisão viu as fotos dos meus bolos e adorou.
O dia em que fotos dos meus bolos foram gravadas para um dia aparecerem na televisão.

O dia em que lutei contra um forno eléctrico e uma placa de indução, e perdi a batalha (meu rico fogão a gás!).
O dia em que fui um pouco ambiciosa com o prato que levei, e que não correu muito bem (Abóbora gratinada recheada com camarão, tamboril e molho de coco, acompanhada com arroz basmati aromatizado com limão, anis e cardamomo, e salada de verdes).
A abóbora não cozinhou, falhei nos temperos e o tempo passou demasiado a correr. Depois como isto é televisão, as gravações da sala dos júris estavam atrasadas, e a minha comida ainda ficou uma hora á espera de ser provada, o que ainda aumentou o desastre da coisa.

Em três júris, recebi três nãos. Falhei nos temperos e o tamboril e o camarão estavam demasiado cozidos. Mas gostaram muito da minha energia e louraram a minha ambição em levar um prato complexo de sabores.
E ainda recebi um convite para ir visitar a cozinha profissional de um dos júris, e passar uma semana com ele, para ver como as coisas funcionam.

Sai de cabeça erguida, de sorriso nos lábios, e com a alma mais que cheia.

Desta aventura levo grandes lições de culinária, levo os meus horizontes mais abertos, e percebi que ainda tenho um longo caminho pela frente de aprendizagem. Tenho que cozinhar mais, tenho que desenvolver o meu palato, tenho que investigar mais, tenho que me aventurar mais.

E só por isso, o saldo foi mais que positivo!

PS: e percebi que tenho um grande grupo de amigos que me apoiou desde o primeiro minuto. E que só por isso, me encheu o coração.

27 de maio de 2011

estou aqui a hiperventilar

São quase duas da manhã, e em vez de estar no meu sono de beleza, estou com o coração aos pulos e o estômago a dar voltas.

Porquê?

Porque manhã, ás 8h da manhã, vou participar num dos castings finais do programa da comida.
Em frente a câmaras de televisão, vou ter que executar um prato em 50m, e depois tenho 10m para impressionar um painel de três júris do mais alto gabarito. Um prato que infelizmente não tive tempo para treinar, embora já o tenha feito anteriormente.
Sim, vou mesmo à campeã, como me disseram...

Desejem-me sorte, muita sorte... porque m***a eu acho que já vou fazer!

18 de maio de 2011

do programa da comida

Dizem que me inscrevi via site num domingo à tarde.
Dizem que recebi um telefonema terça-feira de manhã, a dizer que tinha sido seleccionada para o casting na semana seguinte, e que tinha que levar um prato principal de comida frio para um chef provar.
Dizem que passei a semana toda com os nervos a flor da pele, a devorar livros de culinária atrás de livros, até finalmente ter decidido que receita fazer.
Dizem que passei o fim-de-semana todo a cozinhar.
Dizem que na segunda-feira fui ao casting, que o chef provou da comida e por acaso até gostou.
Dizem que passei à segunda fase, e que fiz uma entrevista gravada.
E dizem que agora estou à espera a ver se recebo mais telefonema maravilha na semana que vem, em que me vão dizer se passo á terceira fase.
Terceira fase essa que já inclui gravações e desafios de comida.

E dizem que já não tenho quase unhas de tanto roer á espera do dito telefonema....

(antes que perguntei, levei duas mini tartes salgadas com base de broa de milho com chouriço, uma delas de bancon e cebolinho, e a outra de espinafres, cogumelos, salmão fumado e queijo chevre, acompanhadas por arroz basmati aromatizado com limão, e salada de verdes com frutos secos temperada com vinagre balsâmico. Tudo empratado num prato giraço que comprei de propósito e tudo)