Uma pessoa está de férias, a tentar esquecer a vida real, mas depois recebe um email que diz: 5600€+iva pela renovação de um misero wc.
MAS ESTA GENTE TÁ DOIDA?!?! É apenas para colocar 3 canos, tirar uma banheira e colocar uma base de chuveiro, não é para revestir a coisa a ouro!
Asério, tou a um bocadinho assim (-) de pegar na porcaria de um martelo e fazer eu a porcaria das obras...
VÃO MAS É ROUBAR PARA OUTRO LADO!
(ainda por cima foi de alguem que veio altamente recomendado, que era super profissional, o melhor que já tinham visto, bla bla bla... até pode ser isso tudo, mas antes de mais, é um careiro de primeira!)
(repito, alguém conheça um canalizador que não me queira levar á falência? É que estou a começar a ficar desesperada...)
20 de abril de 2011
do lado de baixo equador
- baratas do tamanho de bolas de berlim que sobem pelas paredes acima
- tá tanto calor lá fora que quando se sai á rua os óculos embaciam-se (mesmo assim está menos do que o ano passado quando cá estive)
- lagostas e caranguejos para o jantar
- ar condicionado a bombar no máximo
- humidade perto dos 100%
- trânsito infernal, e quando chove a cidade simplesmente pára
- praia com água super quente, e eu sou a mais branquelas que está na praia, e que se besunta com protector 50
- relâmpagos que iluminam o céu á noite como se fosse dia
- tudo é estupidamente caro (mas mesmo muito muito caro...)
- conjutivite aqui chama-se zap (que o nome da ZON aqui por estes lados, e tem um logotipo com um olho a piscar...), e ter com zap é razão para não e ir trabalhar
- parte chata é que o tempo está nublado e a chover, o que é complicado quando o objectivo principal é ir á praia...
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do outro lado do equador
15 de abril de 2011
Quando se diz que abaixo do equador a coisa funciona de maneira diferente, é mesmo verdade
Menina a desenhar um mini-site especial para os festivias de música que vão acontecer nas praias de um certo país abaixo do equador. O unico pedido que a menina recebe é que o mini-site seja azul, muito azul! Menina faz um cabeçalho para o mini-site em azul e laranja, para lembrar a praia, e espeta com umas palmeiras para lhe dar o ar tropial.
Tudo aprovado, excepto o cabeçalho, porque pelos vistos naquele país abaixo do equador não existem palmeiras nas praias (coisa estranha!). Pedem para substituir as ditas por umas "barracas de comida onde eles fazem grelhados e vendem bebidas" (ou seja, uma barraca de madeira, com meio-bidon cortado ao meio onde fazem os grelhados, e umas grades de cerveja ali pelo chão).
Menina dá a volta á coisa, e substitui por uns chapéus de praia, e a coisa fica resolvida.
No dia seguinte, o site principal desse mesmo país abaixo do equador fez 3 anos, e para celebrar tão "grande" data, a equipa decide fazer um vídeo para mostrar ao mundo quem é que trabalha nesse site. E qual é a primeira imagem que aparece?
Três jornalistas nativas do país tropical em questão, a cantarem os "Parabéns" na praia.
E o que é que elas têm atrás delas?
Uma palmeira.
I rest my case.
14 de abril de 2011
dá para esticar o tempo?
Tenho tanta, mas tanta, mas mesmo tanta coisa para fazer nas próximas 48h, antes de entrar finalmente num avião a caminho do outro lado do equador, que acho que vou precisar de um clone para conseguir despachar tudo!
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do outro lado do equador
coisas que me dão um gozo gigantesco
Estacionar a nave num lugar super pequeno e apertado, á primeira tentativa, com apenas duas ou três manobras, mesmo em frente a um bando de homens das obras, que estavam na sua pausa do trabalho.
Ver a cara de gozo deles no inicio das minhas manobra (vamos ter espectáculo de borla, a gaja nunca vai conseguir estacionar ali!), a passar gradualmente para uma cara de espanto (eh lá, a miúda até sabe manobrar a coisa...), dá-me a mim um gozo do caraças (ora tomem lá a prova de como as gajas até sabem conduzir!).
13 de abril de 2011
Tenho uma nova profissão
Burro de carga.
(a quantidade de tralha que os progenitores estão a pedir para eu levar para a áfricas é tal, que se eu conseguir enfiar um bikini e um tshirt para mim dentro da mala, já é um bónus!)
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do outro lado do equador
acho que vou vender um rim
E repente, sou confrontada com um numero grande e redondo: 3200. E aseguir, em letras pequeninas "mais iva". O que dá outro numero quase redondo: 4000.
E eu que sou branca, fiquei transparente.
E a seguir respirei fundo, e fechei o olhos. E cai para o lado.
E eu que sou branca, fiquei transparente.
E a seguir respirei fundo, e fechei o olhos. E cai para o lado.
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da casa azul
11 de abril de 2011
actos e consequências
Uma pessoa passa metade da noite a chorar desalmadamente, adormece com lágrimas nos olhos, e de manhã acorda com umas olheiras que lhe chegam até ás orelhas.
9 de abril de 2011
notas mais que soltas
- anda-se a 1000 á hora, com preocupações que fazem aparecer mais cabelos brancos todos os dias.
- a operação "corpinho de sereia até á Páscoa" falhou redondamente, e parece até que estamos maiores do que quando começamos com estas coisas. Já não se corre há mais de duas semanas, metade falta de tempo metade falta de vontade, e não se consegue resistir a comida alguma que aparece á frente. E uma mulher enervada é uma mulher desesperada, e a combinação torna-se ainda mais explosiva quando aparece comida á frente.
- anda-se a tratar de arranjar a casa-de-banho da casa das paredes azuis. Espera-se pacientemente e ansiosamente por orçamentos que não levem a dona da casa á falência.
- anda-se ás voltas com três empregos para ver se as economias se equilibram, mas a balança está tão perra que teima em não cair para o lado do saldo positivo.
- e vindo do nada, sabemos coisas que nos fazem dar valentes gargalhadas durante mais de vinte minutos. A maior ameaça de todas virou cordeiro manso, e só me apetece dizer: ao menos só se estraga uma casa! E eu fiquei três toneladas mais leve e com um sorriso do tamanho do mundo.
- faltam oito dias para entrar outra vez num avião, voar oito horas, e aterrar do lado de baixo do equador. A lista de tralhas a levar é tão grande que a hipótese de alugar um contentor já quase que está em cima da mesa.
- continua-se perdida, cada minuto é vivido de cada vez, e o futuro, tirando algumas peças essenciais, é cheio de incertezas. E por estes lados, a força motora que nos caracterizava está desaparecida em combate, e só apetece é meter a cabeça na almofada e acordar quando tudo já estiver resolvido. Mas infelizmente a realidade vem munida de um despertador estridente, que toca todos os minutos de forma violenta, e que não deixa ninguém sonhar com melhorias nem que seja só um pouco. Precisa-se de sorte, muita sorte. Ou então de uma vida nova.
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notas soltas
5 de abril de 2011
agora sim, um pedido urgente!
Cenário: casa-de-banho da casa das paredes azuis que simplesmente deu as ultimas. Banheira velha e decandente que não vaza, sifão para lá de entupido, canalizações partidas, grande possibilidade de infiltração no tecto da vizinha de baixo...
Precisa-se: canalizador jeitoso, bom e barato.
Problema: É preciso substituir canalizações descritas como "primitivas" (ainda em metal), e para isso é preciso partir chão, levantar lavatório, sanita, etc... Num cenário ainda mais á frente, é preciso partir tudo e mais alguma coisa, tirar banheira e substituir por chuveiro, mudar sanita, bidé e lavatório de sitio.
Notas a ter em conta: orçamento muito muito muito mas muito limitado (praticamente inexistente!).
Timing: Com grande urgência!
Pedido: Alguém tem o contacto de um canalizador jeitoso que possa recomendar? Obrigada!
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da casa azul
4 de abril de 2011
á pois é bébé!!!
Com uma casa mais que cheia, em que não cabia mais uma cabeça de alfinete; com um público que cantou todas as músicas em plenos pulmões; com a música dos Muse que será sempre minha; com um ambiente que estava ao rubro, assim foi a despedida dos Hi-Five. Que acabou com pessoas de lágrima no canto do olho. E um público a aplaudir de pé oito anos de concertos inesquecíveis.
E no fim, em tom de despedida, 3 gajas ex-malucas ainda gritaram em plenos pulmões "á pois é bébé!".
Foi o fim de uma era em grande.

Hi-five - Muse - Nina Simone - Felling Blue
operação doce de abóbora
Finalmente a mega abóbara desapareceu, depois de cinco fornadas de doce, e mais dois sacos de congelação cheio, que estão no congelador à espera de virar sopa ou algo assim do género.
No final, tenho 22 frascos cheios de doce de abóbora. E uma bimba que já estava a ficar amarela de tanto doce que fez.
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da cozinha
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