9 de abril de 2011

notas mais que soltas

  • anda-se a 1000 á hora, com preocupações que fazem aparecer mais cabelos brancos todos os dias.
  • a operação "corpinho de sereia até á Páscoa" falhou redondamente, e parece até que estamos maiores do que quando começamos com estas coisas. Já não se corre há mais de duas semanas, metade falta de tempo metade falta de vontade, e não se consegue resistir a comida alguma que aparece á frente. E uma mulher enervada é uma mulher desesperada, e a combinação torna-se ainda mais explosiva quando aparece comida á frente.
  • anda-se a tratar de arranjar a casa-de-banho da casa das paredes azuis. Espera-se pacientemente e ansiosamente por orçamentos que não levem a dona da casa á falência.
  • anda-se ás voltas com três empregos para ver se as economias se equilibram, mas a balança está tão perra que teima em não cair para o lado do saldo positivo.
  • e vindo do nada, sabemos coisas que nos fazem dar valentes gargalhadas durante mais de vinte minutos. A maior ameaça de todas virou cordeiro manso, e só me apetece dizer: ao menos só se estraga uma casa! E eu fiquei três toneladas mais leve e com um sorriso do tamanho do mundo.
  • faltam oito dias para entrar outra vez num avião, voar oito horas, e aterrar do lado de baixo do equador. A lista de tralhas a levar é tão grande que a hipótese de alugar um contentor já quase que está em cima da mesa.
  • continua-se perdida, cada minuto é vivido de cada vez, e o futuro, tirando algumas peças essenciais, é cheio de incertezas. E por estes lados, a força motora que nos caracterizava está desaparecida em combate, e só apetece é meter a cabeça na almofada e acordar quando tudo já estiver resolvido. Mas infelizmente a realidade vem munida de um despertador estridente, que toca todos os minutos de forma violenta, e que não deixa ninguém sonhar com melhorias nem que seja só um pouco. Precisa-se de sorte, muita sorte. Ou então de uma vida nova.

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