26 de setembro de 2012

Onde andas tu, mulher?


A sobreviver, senhores, a sobreviver...

Porque o viver à muito que se foi embora...

16 de junho de 2012

E já que abrimos a caixa de Pandora

Alguém recomenda um bom seguro de saúde que cubra todas aquelas coisas de parto e afins?

Agradecida.

Ser ou não ser, eis a questão

Quando eu era pequena, costumava dizer que eu nunca iria ser mãe. A relação com os meus pais nunca foi a melhor (o facto de eles agora morarem noutro continente ajudou um pouco á coisa), eu jurava a pés juntos que nunca seria igual a minha mãe.
Com o passar dos anos, foi mais que notório para outras pessoas a minha adoração por crianças, o meu derretimento e o meu sorrido babado quando via um bebé.
Eu sou aquela que faz os bebés dos outros sorrir, sou aquela que consegue pegar em bebés que não vão para o colo ninguém sem ser dos pais, sou aquela que brinca, que sorri, que fala língua de bebés e adora.
Portanto ao longos tempos acabei por mudar a minha opinião, e sim, agora já gostava de ter filhos, logo dois, que para ser filho único já basta cá a je.
No entanto, isto de gostar de miúdos e de ter jeito para miúdos é giro e tal, mas não deixam de ser miúdos dos outros. Quando choram, quando estão doentes, quem fica acordado até tarde são os paizinhos, enquanto eu fico só com a parte gira da brincadeira.
E este palavreado todo é porquê mesmo?
Porque o tempo não pára nem anda para trás, e o meu relógio biológico anda a gritar em altos berros já à algum tempo, e eu a tentar cala-lo á força toda.
Se antes calava o meu relógio biológico com argumentos como "não tenho estabilidade monetária, profissional ou emocional", o meu relógio agora risse na minha cara e manda-me dar uma volta ao bilhar grande.
Porque, na teoria já tenho isso tudo.
E agora é o meu relógio a dizer-me "olha a idade!". Sim, estou á beira dos 33, mas será que já sou assim tão velha?
E depois vem a pressão social: é a amiga casada que pergunta quando vem a criança, é a mãe/tia/avó/sogra que pergunta pela criança, no fundo toda a gente pergunta pela criança.
E aí surge o medo, o pânico.
Se há dias em que quero avançar com convicção, 5segundos depois bate a realidade e digo que nem pensar.

Valerá mesmo a pena? Gostarei eu assim tanto de crianças, principalmente quando forem minhas? Será que tenho mesmo as condições necessárias para criar uma criança? Será que alguma vez terei? Será que vou conseguir educar um ser humano? Será que já estou preparada para trocar as saídas de Santos e as viagens a Frankfurt por uma coisa pequenina que vai depender de mim para o resto da vida? Que berra durante metade da noite? Que me vai amar e odiar em iguais proporções?

Não sei.

E quanto mais penso, menos sei.

(help?)

6 de junho de 2012

de menina a mãe em 5 segundos


Sempre tive ar de miúda.
Não sei se é das bochechas rechonchudas, de ser branquelas, dos óculos, das sardas, de não usar roupas clássicas e sapatos de salto alto, e de insistir em usar calças de ganga, tshirt e tennis como vestuário para o dia. O facto de não ter cabelos brancos (tenho e são cada vez mais, mas estão escondidos!) e de ter herdado a pele fantástica da minha mãe (em compensação, as ancas largas e a celulite veio toda!) também deve ajudar á coisa.
Por isso, mesmo á beirinha dos 33 anos, ainda passo por uma vinteja.

No outro dia estava a almoçar com os pais de uma amiga, e vira-se o pai dela para mim, com ar de galã:
-"Então que idade é que tem? Uns 24 anos, não?"
Eu toda rejubilei de orgulho:
-" Era bom era bom, mas não, já estou quase nos 33."
Respondem-me ambos os pais que não pareço nada que tenho a idade que tenho, que pareço bem mais nova.
E pergunta imediatamente a seguir a mãe da minha amiga
-"Então e bébés???"

Ora expliquem-me lá como é que eu passei de uma miúda novinha para material maternal em apenas 5 segundos?

29 de março de 2012

quando o passado nos volta para nos morder nos calcanhar

Karma is a bitch.

And you can run, but you cannot hide...

1 de março de 2012

reflexos


Eu sinto-me um mini-baleia-cachalote, com uma barriga super flácida, um rabo que quase que serve de prateleira para livros, e uns "love-handles" aqui de lado que me irritam como tudo (comer que nem uma desalmada e não fazer exercício absolutamente nenhum no último ano inteiro dá nisto).

No entanto, hoje de manhã consegui entrar nas minhas calças de "magra". Aquelas que todas as mulheres têm e sabem que se entram dentro de elas, é porque estão "no ponto".

É verdade que ainda estão um pouco apertadas, mas consigo respirar dentro delas e não se sinto a rebentar por todos os lados.

Algo me diz que a ideia que tenho de mim própria está um bocado alterada. Ou isso, ou tenho que arranjar umas novas calças de "magra".

25 de janeiro de 2012

Para aquelas amigas que ligaram, enviaram email, enviaram sms´s e falaram comigo no msn


Tenho saúde, tenho família e amigos, tenho um emprego "estável" com oportunidades de crescer e evoluir, tenho um tecto para me proteger, tenho alguém que me ama ao meu lado.

Então porque não estou bem?

Por não gosto de mim. Porque não acredito em mim. Porque não acredito no meu trabalho. Porque não acredito que o meu trabalho tem qualidade. Porque sou especialista em sabotar o meu próprio sucesso. Porque desisto á mínima contra partida, porque perdi a minha garra, a minha sede de procura de conhecimento. Porque virei uma coisa amorfa e fraca.
Porque embirrei que não sei desenhar coisas para web. Que só gosto de papel. Mas depois tenho oportunidade de fazer coisas para papel, e também não as faço.
Porque enquanto as coisas são em tom de brincadeira, tudo corre bem, assim que começa a ficar sério, fujo, ignoro, empurro com a barriga para frente, tapo o sol com a peneira, à espera que a coisa se auto-resolva e desapareça para eu não ter que lidar com isso.

Porque sou expert em me sabotar, não perco uma oportunidade para resolver os problemas dos outros e ignoro os meus. Porque não sei dizer que não. Porque sou uma excelente actriz e sei-me vender muito bem, mas depois de bem espremido, o que sai cá de dentro é nada. Porque acabo por desiludir os outros, e principalmente a mim mesma.

Porque nunca acredito que vai correr bem, porque vejo sempre o copo meio vazio, o lado errado da coisa.

E o pior que tudo?

Porque quando olho para os sonhos que fiz lá atrás, não era nada disto que imaginava para mim.

E a culpa é da vida. E minha. Porque não gosto da minha vida. Mas também não consigo fazer nada para a mudar.

(there, the cat is out of the box...)



PS: E sim, já ando a tentar mudar coisas. Já tenho ajuda profissional. Já tenho um namorado querido em pânico. Já tenho colegas e amigos preocupados. Mas nem isso me faz conseguir andar para frente e parar de sentir que quero chorar a toda a hora e todo o instante.

24 de janeiro de 2012

só faço é merda

Odeio-me tanto neste momento, que se desaparecesse da face da terra neste instante, estaria a fazer um enorme favor à humanidade.

28 de setembro de 2011

olha a boía

  • entre uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 6a feira para matar saudades de uma amiga e meter a cusquice em dia
  • entre uma torta de Azeitão no domingo para matar saudades com o casal mais fotógrafo da margem sul mas de cima.
  • e entre mais uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 2a feira para celebrar em grande mais um aniversário de uma coleguinha fashion...


... não há cintura que resista, e a bóia á volta dela continua a alargar a olhos vistos (eu tou para ver como é que vou entrar nas minhas calças de inverno...)

17 de agosto de 2011

vale a pena pensar nisto

Tenho a minha casa; pela primeira vez um emprego seguro, fixo e minimamente bem pago; alguém sólido ao meu lado; poucos amigos mas dos bons, por quem eu dava o meu coração; a perspectiva de um futuro.

Quando é que me cai mesmo o meteorito em cima?

28 de junho de 2011

coisas sem nexo

  • fui "chefe" durante uma semana. Adorei e odiei. Não quero repetir a experiência nos próximos tempos.
  • sobrevivi a passar a ponte Vasco da Gama em bicicleta. A pior parte foi mesmo o ataque dos mosquitos e o rabo que agora dói ao sentar.
  • voltei a ter que pedinchar que me paguem o que me devem. Odeio esta sensação de estar a ser enganada á força toda. Um dia destes bate-me o mau feitio a valer, e saio porta fora com um computador Mac debaixo do braço, como paga do que me devem.
  • Passou-se 4 dias na terra dele, a conhecer pela primeira vez a família toda e mais alguma. Se em outras alturas esta situação tinha deixado qualquer um á beira de um ataque de nervos, desta vez pareceu a coisa mais simples e natural do mundo. A menina da cidade foi á aldeia, onde andou encavalitada em cima de cerejeiras a apanhar cerejas (e a comê-las directamente da origem), amassou pão que cozeu em forno de lenha, aprendeu a fazer molotof, fez 6 litros de leite-creme, cavou batatas, apanhou coelhos e correu atrás de galinhas. Pelo caminho ganhou mais duas sobrinhas emprestadas e saiu oficialmente com o titulo de "nora".
  • Quando uma má acção nossa é consequência de uma má acção de outra pessoa em relação a nós, será que a nossa acção ainda se pode considerar uma má acção? (como a história se repete)
  • Chegou ao fim a era da ocupante do quarto do meio. Entre uma bimba matilde, vegetais e fruta da quinta, rebuçados de Madrid sem açúcar, revistas de moda e óculos de sol, vernizes de todas as cores e cremes hidratantes de maracujá, conheci a pessoa com os horários mais trocados de sempre. E um sorriso contagiante. E quem diria que do outro lado de um computador estaria alguém que um dia iria morar comigo?
  • voltou-se ao mundo da dança, sete meses depois de ter desaparecido em combate. No entanto, chegar rapidamente á conclusão que certas coisas (más) nunca mudam: as mesmas conversas de me***a, a mesma t-shirt manhosa, o mesmo ar presunçoso, as mesmas promessas vazias. Decididamente vou continuar desaparecida em combate.
  • a morte voltou a bater á porta. Desta vez foi na porta ao lado, mas foi uma porta muito próxima. Agora é continuar a viver e valorizar aqueles que ainda cá estão.
  • como um simples palavra pode alterar toda e qualquer a perspectiva que temos de um mundo: Parkinson.
  • e por fim, quando as coisas batem certas, assusta ainda mais do que quando corre tudo mal.

10 de maio de 2011

relógio de ponto

Todos os dias, independentemente da hora que se deita, independentemente da quantidade de horas que se dorme, independentemente da quantidade de cansaço que se tem, independentemente do dia da semana que é, ás 7h45 da manhã a pestana abre automaticamente.

Seca......

11 de abril de 2011

actos e consequências

Uma pessoa passa metade da noite a chorar desalmadamente, adormece com lágrimas nos olhos, e de manhã acorda com umas olheiras que lhe chegam até ás orelhas.

23 de fevereiro de 2011

energizantemente luminosa

Como hoje os níveis de energia estavam altos, nada melhor que vir de vestido azul escuro, camisola amarela e meias amarelas, a combinar com a gabardina amarela, claro!

Algo me diz que estou um bocadinho para o florescente!

11 de fevereiro de 2011

Pergunta estúpida do dia:

Porque é que eu faço mais pelos outros do que faço por mim?

(acabei de passar 4 horas a limpar uma casa literalmente de alto abaixo. Pena é que não era a minha.)

4 de fevereiro de 2011

eu em modo patinagem artística

Ai que bom que é começar o dia a mandar um ganda tralho bem no meio da nossa rua!

Assim daqueles de duas piruetas encarpadas com mortal à retaguarda, em que acabamos com o joelho a embater em todo a sua força e esplendor na bela da calçada portuguesa.
E como neste dia decidimos ir todas pipis bem vestidas com saia, claro que não há collant que aguente tal monumental embate e derrapagem, por isso agora tenho um selo no joelho esquerdo que é quase do tamanho de um pequeno país de terceiro mundo, e que me dói comócaraçás!

(isto tudo porque as p**tas dos botins que comprei na Primark super giros e baratinhos escorregam que nem manteiga, e lá fui eu pelos ares...)

13 de janeiro de 2011

notas mais que soltas

  • Passou mais um ano sem deixar saudades, com algumas recordações grandes e boas, mas no fundo, passou-se Foi um ano difícil, bravo e agreste, com alguns momentos altos (a visita ás áfricas como ponto marcante!), mas que no resumo total da coisa, custou comócaraças a passar. Mas também, qual dos últimos anos é que foi calmo e tranquilo... ?
  • Como sempre, acabei o ano doente. Um brutal torcicolo não me deixou acabar o ano a dançar loucamente, mas antes sentadinha numa cadeira a mexer os olhinhos. Porque tudo me doía. E doeu durante uma semana no lado direito (com direito a muito comprimido e claro a injecção da praxe!), e que depois migrou para o lado esquerdo durante mais uma semana, para nenhum dos lados ficar com ciumes do outro.
  • Depois de há 3 anos atrás o progenitor masculino se ter mudado para outro continente, agora é a progenitora feminina que se junta a ele, definitivamente. Finalmente vou realizar o sonho de qualquer adolescente: livrar-me dos progenitores, assim para bem longe. Pena que já não sou adolescente, e que a progenitora feminina, que antes não me deixava respirar, agora simplesmente nem sequer se lembra que tem descendência.
  • Estou cada vez mais desiludida com o mundo dos verdinhos. O mega-convite para a mega-nova-posição revelou-se um presente envenenado, e de coisas novas e giras que era suposto fazer, apenas sobram as coisas. Se antes a motivação para trabalhar era pouca, agora pouca ou nada é.
  • Fez três anos que estou a habitar sozinha na casa das paredes azuis. Neste ultimo ano não foi bem sozinha, e o quarto do meio ganhou uma habitante nova, que acima de tudo é uma fixolas.
  • Os bolos tiveram um aumento no final do ano, mas agora estão semi-parados. Há que fazer contas de novo, há que repensar objectivos, há que repensar no que se quer daqui para a frente. Eu gosto de fazer bolos. Mas os bolos podem é não gostar de mim.
  • E agora para abanar tudo e mais alguma coisa, encontrei a cara-metade. Aquela que me faz sorrir e sonhar acima de tudo. Aquela que me faz suspirar e dizer "então é isto...". E aquela que me faz fazer planos a um futuro distante.
  • Que venha dai 2011, que o futuro promete.

19 de outubro de 2010

a boia

Depois de 5 casamentos, depois de inúmeros jantares de anos, e depois de passar noites a fazer bolos atrás de bolos (e a provar um bocadinho de cada um...), claro que o perímetro circular à volta das zonas centrais deste corpo humano está um pouco maior...

6 de setembro de 2010

frase do fim-de-semana

Estás cada vez mais gira, pareces uma boneca com cara de porcelana!


(Pelos vistos os cremes anti-rugas estão a funcionar, ou então o facto de estar vestida de cor-de-rosa e com o cabelo cheio de caracóis também deve ter ajudado à coisa.)

29 de julho de 2010

a melhor companhia de todas :eu

Jantar no meu vegetariano favorito, onde comi o meu prato favorito de seitan com ananás e natas e bebi o meu chá favorito fresco, apenas acompanhada pelo meu livro do momento.

Para sobremesa, duas bolas de gelado da melhor gelataria das redondezas, sentada num banco do jardim, a simplesmente desfrutar do calor da noite.

Há coisas tão simples que nos fazem tão bem.