23 de abril de 2012

branquelas é aquela que:

  • mesmo colocando factor 50 duas vezes ao dia, e que toda a gente goza com ela por estar sempre a colocar creme, ainda assim apanha escaldão nas costas.
  • que numa manhã para lá de nublada em que não se via uma pontinha de sol em lado nenhum, vai dar um passeio de 1h de barco, e quando chega á noite é que repara que tem um super mega hiper escaldão novamente nas costas.
  • que quando vê fotografias do fim das férias, e em que pensa que já está super morena, quando vê outras pessoas ao lado é que se apercebe que afinal continua branca que nem uma lula.


enfim...

20 de abril de 2012

toda a noite que eu chego em casa, a barata da vizinha está na minha cama!


Ao fim de uma semana em terras africanas, ele ainda não tinha visto nenhuma barata do tamanho de bola de berlim, por isso começou a dizer que eu andei a fazer publicidade enganosa. Até que um dia estavamos sentados no sofá e ele começou a sentir qualquer coisa na perna. E reparou que tinha o quê? Uma barata a subir-lhe pela perna acima, pois tá claro!
Barata essa que correu pelo sofá, comigo aos gritinhos do outro lado do sofá, e fugiu sala fora à velociade da luz, para se ir esconder debaixo do aparador da sala.
Depois desse dia, todos os dias encontravamos pelo menos 2 baratas em casa, fora as que matamos na rua á noite. Todas claro, tamanho king size.

Publicidade enganosa uma ova!

abaixo do equador, parte 3


aconteceu tudo de mau:
  • faltou a água durante 2 dias ( que não faltava desde Novembro)
  • faltou a luz durante um dia inteiro (que não faltava desde Dezembro, e ainda bem que existem geradores!)
  • cada vez há mais baratas e maiores (e o que eu odeio baratas!)
  • calor, muito calor (e viva os ares condicionados!)
  • o trânsito é de uma confusão infernal que é impossível descrever, só mesmo estando lá e vendo as infracções que aquela gente faz para acreditar.
  • para além de os candongeiros serem cada vez mais e conduzissem cada vez pior, há cada vez mais motinhas, que se metem por todo o lado, incluindo sentidos contrários, passeios, passadeiras e tudo o resto por onde puderem ir.
  • as estradas têm cada vez mais buracos, ou melhor, existe um bocadinho de estrada á volta dos buracos.
  • os policias, quando os há, é para mandar parar brancos ou candongueiros, para ganharem a sua dose diária de "gasosa" (por outras palavras, suborno).
  • tudo continua para lá de caro (um panhaché custa 900 kuanzas, o equivalente a 8 euros, porque é 500kuanzas de uma cerveja importada + 400 kuanzas de um gasosa).  
  • compra-se um carro novo numa sexta-feira, e enquanto acima do equador a preocupação principal é "onde vamos dar uma volta para experimentar o carro novo", abaixo do equador a preocupação principal é "chumbar" os retrovisores e piscas à carroçaria do carro, para impedir que sejam roubados. Quando se demora uns dias a mais a fazer isso, é certo e sabido que os ditos desaparecem. No nosso caso, os retrovisores demoraram só uma semana a desaparecerem do carro novo.
  • ir passar o fim-de-semana da Páscoa ao Lobito/Benguela, e combinar ficar em casa de familiares que vivem lá, que nos emprestavam a casa porque eles próprios iam passar o fim-de-semana fora. Mas depois de fazer 600km, chegousse á porta de casa e a empregada tinha trancado portas que não eram suposto estarem fechadas, por isso não se conseguiu entrar em casa e teve que se descobrir um hotel á ultima da hora, numa cidade super cheia de gente que decidiu toda ir passar o fim-de-semana a Benguela. Acabou-se por se descobrir hotel, mas claro, mais caro que um qualquer hotel 5 estrelas em algumas capitais europeias, mas claro, com menos de metade das comodidades.
  • em dia de Páscoa uma pessoa vai á praia e fica contente por não estar quase ninguém. Mas acaba o dia numa clínica local a pagar uma pequena fortuna, porque ele decidiu correr atrás de dois "locais" que tinham acabado de roubar o saco de praia de mommy dear. E correr de chinelos não dá muito jeito, por isso o ele acabou por se espatifar no alcatrão, arranhando joelhos, cotovelos e arrancando uma unha do pé. Foi sangue por todo o lado, dois "locais" ganharam uma toalha de praia e um bronzeador, ele ganhou uma razão para dizer que nunca jamais irá para lá trabalhar e férias lá só talvez daqui a dois anos, e eu ganhei um susto de morte e a vontade de voltar o mais rapidamente para cima do equador. 



mas também aconteceu tudo de bom:
  • descobriu-se que o vizinho de cima é simpático (ou ignorante...) e tem a sua internet wireless sem password... portanto todo e qualquer gato pingado se pode pendurar na net do vizinho á pala. Obviamente que fiz isso durante duas semanas, o que permitiu continuar ligada ao mundo...
  • as praias continuam lindas e maravilhosas, a água super quente e cristalina, e passa-se horas dentro de água sem correr o risco de hipotermia.
  • fora de Luanda encontram-se paisagem fantásticas, tudo é "grande e vasto", o céu continua de um azul único e os pôr-de-sol são de se tirar o fôlego.
  • a fruta tropical continua do melhor que há, e as mangas são de se babar.
  • a coca-cola angola é diferente, tem muito menos gás e açúcar, e eu bebi mais coca-cola em duas semanas do que no resto do ano todo.
  • ir passar o fim-de-semana ao Mussulo tornou-se paragem obrigatória, e andar de barco, aquelas praias, aquela água e aquelas paisagens, fazem esquecer a cidade caótica que está mesmo em frente.
  • reencontrou-se amigos dos bons, e conheceu-se amigos novos, gente gira, fashion, divertida, e mais que hospitaleiros, que nos levaram a sítios giros e fashion que nos fizeram esquecer que estávamos abaixo do equador. Ok, também me fizeram guiar à noite, um carro sem direcção assistida e sem piscas por sítios por onde eu nunca tinha ido, por estradas onde andam gajos escuros vestidos de escuro em motinhas sem luzes, a dar instruções tipo "na rotunda viras na segunda", mas afinal a segunda já era fora da rotunda, mas se consegui conduzir ali e sobreviver e não matar alguém, estou pronta para a Fórmula 1! No fim ficou a sensação de pena por ser pouco o tempo que passamos juntos, e claro, uma inveja tremenda por não poder assistir aquele que vai ser O casamento/evento social do ano por aquelas bandas (miss Feijão, quero fotos, muitas fotosss!!!!). 

cala-te e dorme!


Eu gosto muito de criancinhas, eu gosto mesmooo  muitooo de criancinhas, sou aquela pessoa que assim que vê um bébé a meio quilometro de distância se derrete toda e mete o seu sorriso maternal numero 34, mas....

.... fazer um voo de 7h30 durante a noite, no fim de uma semana louca de trabalho, num avião pra lá de cheio, e em que 1/3 dos passageiros são criancinhas com idades abaixo dos 5 anos, que se recusam a dormir por tudo e por nada, que passam metade da noite a gritar com birra de sono, e quando finalmente todas se calam e uma pessoa tenta dormir o sacana do piloto decide anunciar em altos berros que vamos passar uma zona de turbulência, por isso metam os cintos de segurança, isto ás 4h30 da manhã, claro que tudo o que é criancinha acorda e volta a berrar o resto da noite toda...

... é nestas alturas que eu digo "as pu**as das criancinhas" e filhos jamais!


(e depois vejo mais uma bébé pequenino e passa-me tudo)

de volta á civilização


Depois de duas semanas em terras africanas, a visitar os papis pela terceira vez, a única coisa que eu posso dizer é: gosto tanto, mas tanto, mas TANTO de viver acima do equador!

30 de março de 2012

update à necessidade de um camião TIR

Coube tudo e mais alguma coisa nas malas.
Inclusive os 10 pares de sapatos.
E tudo dentro do limite de peso.
Só tenho pena das pessoas que tiverem que acartar com as malas.


29 de março de 2012

Como perder peso rapidamente em 3 passos:

  1. tentar enfiar toneladas de coisas em apenas 3 miseras malas, sem ultrapassar os 70kg de peso máximo.
  2. Gerir uma equipa de designers na semana anterior a antes de ir de férias, e nos últimos dois dias receber mais trabalhos que no mês todo anterior (o que inclui receber e responder a um email a cada 10minutos).
  3. Andar a 1000 à hora, não comer nada de jeito e não dormir na noite anterior à viagem, para tentar deixar tudo pronto, e enfiar as coisas todas nas ditas malas.


Simples, não é?

(andava eu preocupada que ia fazer más figuras dentro de um bikini... prakê!?!?!)

precisa-se camião tir


Daqui a 24h vou estar a preparar-me para entrar num avião, para passado 8h aterrar abaixo do equador, em terras africanas, para visitar pela terceira vez a terra dos progenitores.
A problemática no entanto é a quantidade de coisas que mommy dear pediu á menina para levar, já que abaixo do equador ou não existe nada, ou é caro como o raio.
Portanto a lista inclui: uma iogurteira, camisas, t-shirts, um casaco, 5pares de sapatos, uma manta para a cama, papel prata, chocolate de culinárias, batatas fritas, mini-tostas, bacalhau, queijos, queijo da serra, uma capa para a tábua de engomar, uma capa para o colção, um colção insuflável, wc pato, tinta para o cabelo, desodorante, bolos, encharpes, placas de lasanha, escovas de dentes, frascos de alho em pó, palmilhas, tâmaras, sultanas, medicamentos, café nespresso, caldos knorr...
Como o gajo também vai desta vez (está a tremer por todos os lados, mas isso  é uma outra história), temos direito a 70kg de bagagem de porão, mais 16kg de bagagem de mão. Se no entanto pensarmos que as coisinhas para mommy dear pesam "só" quase 50kg... sobram uns míseros 20kg para a minha roupa e a roupa dele.

Algo me diz que já não posso levar os 10 pares de sapatos que estava a pensar levar. Ou isso ou a iogurteira vai ter que ficar.

10 de maio de 2011

acho que me vou começar a barrar com auto-bronzeador

Depois de passar duas semanas abaixo do equador a trabalhar arduamente para se vir com uma ligeira cor (estou preta), depois de se passar horas infindáveis a virar o bacalhau de um lado para o outro, para ver se vimos com algumas sardas na cara (pareço uma casa-de-banho das moscas!), basta uma semana em terras do pólo norte, e todo e qualquer vestígio dessas árduas horas de trabalho começam a rapidamente a desaparecer.

Ás vezes odeio ser tão branca...

3 de maio de 2011

sardanisca de volta ao polo norte

Depois de 15 dias com temperaturas médias de 28 graus, voltasse a aterrar em aterrar lusas.
Chegasse ás 6h da manhã depois de uma noite inteira em viagem (quem disse que dormir no avião era fácil está muito enganado! É que nem deitada ao comprido nos bancos a coisa foi fácil. Principalmente porque os bancos são mais rijos que pedra mármore!), toma-se um banhinho, muda-se de roupa e ala pró trabalho que se faz tarde.
Para trás ficaram 15 dias de calor semi-intenso; de ar condicionado a bombar no máximo; de alguma fruta; de praias lindas e água mais quente que no esquentador; de conhecer gente nova daquelas bem fixes (e que não paravam de pedir para eu também me mudar para lá!); de conduzir um mini-jeep em ruas cheias de buracos e de candongueiros e pessoas a vender tudo e mais alguma coisa e carros podres e motinhas em contra-mão; de tudo estupidamente para lá de caro; e um passeio de barco até uma ilha que encheu todas as medidas.
Para trás ficaram 15 dias que pouco mais se fez do que praia. E ver alguma televisão. E dormir. Muito.
Desta vez não foi tão intenso como a viagem do ano passado, mas deu para ter uma ideia mais definida de como seria "morar" abaixo do equador.

Na bagagem trás-se apenas um mega bronze (dentro da brancura com que se foi), e sardas, muitas sardas na cara.

De lá de baixo ficam as saudades das praias e do calor. Mas de cá de cima, ficam as saudades das pessoas e no "meu canto". E por enquanto, o cá de cima continua a bater aos pontos ao lá de baixo.

20 de abril de 2011

do lado de baixo equador

  • baratas do tamanho de bolas de berlim que sobem pelas paredes acima
  • tá tanto calor lá fora que quando se sai á rua os óculos embaciam-se (mesmo assim está menos do que o ano passado quando cá estive)
  • lagostas e caranguejos para o jantar
  • ar condicionado a bombar no máximo
  • humidade perto dos 100%
  • trânsito infernal, e quando chove a cidade simplesmente pára
  • praia com água super quente, e eu sou a mais branquelas que está na praia, e que se besunta com protector 50
  • relâmpagos que iluminam o céu á noite como se fosse dia
  • tudo é estupidamente caro (mas mesmo muito muito caro...)
  • conjutivite aqui chama-se zap (que o nome da ZON aqui por estes lados, e tem um logotipo com um olho a piscar...), e ter com zap é razão para não e ir trabalhar
  • parte chata é que o tempo está nublado e a chover, o que é complicado quando o objectivo principal é ir á praia...

14 de abril de 2011

dá para esticar o tempo?

Tenho tanta, mas tanta, mas mesmo tanta coisa para fazer nas próximas 48h, antes de entrar finalmente num avião a caminho do outro lado do equador, que acho que vou precisar de um clone para conseguir despachar tudo!

13 de abril de 2011

Tenho uma nova profissão

Burro de carga.


(a quantidade de tralha que os progenitores estão a pedir para eu levar para a áfricas é tal, que se eu conseguir enfiar um bikini e um tshirt para mim dentro da mala, já é um bónus!)

30 de março de 2011

e ainda por cima eu vou lá passar férias...

Mas as coisas abaixo do equador funcionam de modo diferente, é? Cambada de gente incompetente, chiça!


(e o facto de trabalhar com eles todo o santo dia também não ajuda nada...)

24 de fevereiro de 2011

mais uma vez, do lado errado do equador

Eu na capital deste país à beira mar plantado, passo o fim-de-semana entre dar aulas (a malta está cada vez mais pobre, e tem que voltar a ter 2 empregos a tempo inteiro para conseguir comer até ao final do mês), limpar a casa das paredes azuis, aturar famelga e talvez descansar um bocado.

Os progenitores passam o fim-de-semana em Capetown na África do Sul, onde foram ver um concerto dos U2 (ficaram nas bancadas mesmo em cima do palco, e os gajos cantaram muitas mais músicas do que cá!), passear, ir á praia e fazer compras.

Algo me diz que preciso de mudar de continente...

28 de janeiro de 2011

algo me diz que estou do lado errado do equador

Eu estou de pijama polar e casaco polar, debaixo de um edredon, com o aquecimento ligado, a beber chá quente, e mesmo assim estou com o nariz e os pés gelados, porque são 9h da noite e estão 7º.

Os progenitores estão do outro lado do equador em trajes menores de Verão, com o ar condicionado ligado, a beber água com gelo, e mesmo assim ainda estão cheios de calor, porque são 9h da noite e estão 27º.