- as obras que iam durar uns 4 dias, afinal vão durar quase duas semanas. O que vale é que me mudei com armas e bagagem para a casa vazia da mommy dear, por isso não tenho que estar a levar com pó o tempo todo.
- O que começou com um "vamos só mudar aqui dois tubinhos", rapidamente se transformou num "vamos partir aqui esta parede que vai dar á cozinha, e mudar a canalização toda".
- A banheira que estava entupida e que iniciou esta saga toda, afinal era de ferro fundido e pesava duas toneladas e meia. O chão afinal é mais forte do que se estava á espera, mas as paredes nem por isso.
- anda tudo devagarinho, mas anda. Já temos alguns tubos, as curvas estranhas das paredes já desapareceram e como bónus extra vou ficar com uma base de duche maior.
- aguarda-se cenas de próximos capítulos.
29 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo - dia 8
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da casa azul
como eu sei que ele até gosta de mim
Enquanto viamos uma comédia romântica carregadinha de gente conhecida, ás tantas aparece a Sarah Jessica Parker a correr pelas ruas fora, e ele sai-se com:
ele - Sabes aquelas vezes em que tu dizes que estás gorda?
eu- sim...?
ele- garanto-te, tu NÃO ESTÁS! Esta mulher é esquelética que até faz confusão. E eu gosto de ter coisas onde agarrar.
eu - (...)
Ele é um querido e eu derreti-me toda.
26 de junho de 2012
pior que tortura chinesa
A pior coisa que me pode acontecer, é eu estar a morrer de sono a querer adormecer desalmadamente, e estar um calor daqueles que parece que estamos dentro de um forno e para brinde, andar um cabr*o de um mosquito a passear-se alegramente pelo quarto a fazer zzzzzzzzzz mesmo em cima dos nossos ouvidos.
Ontem foi uma dessas noite...
(estou cá com umas olheiras e um mau humor e uma soneira que só visto!)
Ontem foi uma dessas noite...
(estou cá com umas olheiras e um mau humor e uma soneira que só visto!)
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dos desabafos
21 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo - dia 1
Antes de tudo começar, com as coisas mais ou menos no sitio.
Já apenas com o que seria para destruir.
E agora completamente explodida.
E o pó que anda no ar senhores? Credooooo...
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da casa azul
20 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo
Depois de muitooooo adiar, planear, escolher, voltar a escolher, planear, fazer contas, escolher, voltar a escolher, pesquisar e mais pesquisar e sei lá mais o quê... as obras do WC arrancaram finalmente hoje.
E quando digo arrancaram, digo literalmente arrancaram, porque segundo o empreiteiro que me telefonou á pouco, já não há loiças, a parede da direita também já desapareceu, e está uma poeirada no ar que só visto.
Ainda bem que me mudei para a casa da minha mãe por estes dias e que selei/forrei as portas de todas as divisões todas e mais algumas. Mas esperam-me semanas pela frente de limpezas.
Onde é que eu me fui meter....
E quando digo arrancaram, digo literalmente arrancaram, porque segundo o empreiteiro que me telefonou á pouco, já não há loiças, a parede da direita também já desapareceu, e está uma poeirada no ar que só visto.
Ainda bem que me mudei para a casa da minha mãe por estes dias e que selei/forrei as portas de todas as divisões todas e mais algumas. Mas esperam-me semanas pela frente de limpezas.
Onde é que eu me fui meter....
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da casa azul
16 de junho de 2012
E já que abrimos a caixa de Pandora
Alguém recomenda um bom seguro de saúde que cubra todas aquelas coisas de parto e afins?
Agradecida.
Agradecida.
Ser ou não ser, eis a questão
Quando eu era pequena, costumava dizer que eu nunca iria ser mãe. A relação com os meus pais nunca foi a melhor (o facto de eles agora morarem noutro continente ajudou um pouco á coisa), eu jurava a pés juntos que nunca seria igual a minha mãe.
Com o passar dos anos, foi mais que notório para outras pessoas a minha adoração por crianças, o meu derretimento e o meu sorrido babado quando via um bebé.
Eu sou aquela que faz os bebés dos outros sorrir, sou aquela que consegue pegar em bebés que não vão para o colo ninguém sem ser dos pais, sou aquela que brinca, que sorri, que fala língua de bebés e adora.
Portanto ao longos tempos acabei por mudar a minha opinião, e sim, agora já gostava de ter filhos, logo dois, que para ser filho único já basta cá a je.
No entanto, isto de gostar de miúdos e de ter jeito para miúdos é giro e tal, mas não deixam de ser miúdos dos outros. Quando choram, quando estão doentes, quem fica acordado até tarde são os paizinhos, enquanto eu fico só com a parte gira da brincadeira.
E este palavreado todo é porquê mesmo?
Porque o tempo não pára nem anda para trás, e o meu relógio biológico anda a gritar em altos berros já à algum tempo, e eu a tentar cala-lo á força toda.
Se antes calava o meu relógio biológico com argumentos como "não tenho estabilidade monetária, profissional ou emocional", o meu relógio agora risse na minha cara e manda-me dar uma volta ao bilhar grande.
Porque, na teoria já tenho isso tudo.
E agora é o meu relógio a dizer-me "olha a idade!". Sim, estou á beira dos 33, mas será que já sou assim tão velha?
E depois vem a pressão social: é a amiga casada que pergunta quando vem a criança, é a mãe/tia/avó/sogra que pergunta pela criança, no fundo toda a gente pergunta pela criança.
E aí surge o medo, o pânico.
Se há dias em que quero avançar com convicção, 5segundos depois bate a realidade e digo que nem pensar.
Valerá mesmo a pena? Gostarei eu assim tanto de crianças, principalmente quando forem minhas? Será que tenho mesmo as condições necessárias para criar uma criança? Será que alguma vez terei? Será que vou conseguir educar um ser humano? Será que já estou preparada para trocar as saídas de Santos e as viagens a Frankfurt por uma coisa pequenina que vai depender de mim para o resto da vida? Que berra durante metade da noite? Que me vai amar e odiar em iguais proporções?
Não sei.
E quanto mais penso, menos sei.
(help?)
Com o passar dos anos, foi mais que notório para outras pessoas a minha adoração por crianças, o meu derretimento e o meu sorrido babado quando via um bebé.
Eu sou aquela que faz os bebés dos outros sorrir, sou aquela que consegue pegar em bebés que não vão para o colo ninguém sem ser dos pais, sou aquela que brinca, que sorri, que fala língua de bebés e adora.
Portanto ao longos tempos acabei por mudar a minha opinião, e sim, agora já gostava de ter filhos, logo dois, que para ser filho único já basta cá a je.
No entanto, isto de gostar de miúdos e de ter jeito para miúdos é giro e tal, mas não deixam de ser miúdos dos outros. Quando choram, quando estão doentes, quem fica acordado até tarde são os paizinhos, enquanto eu fico só com a parte gira da brincadeira.
E este palavreado todo é porquê mesmo?
Porque o tempo não pára nem anda para trás, e o meu relógio biológico anda a gritar em altos berros já à algum tempo, e eu a tentar cala-lo á força toda.
Se antes calava o meu relógio biológico com argumentos como "não tenho estabilidade monetária, profissional ou emocional", o meu relógio agora risse na minha cara e manda-me dar uma volta ao bilhar grande.
Porque, na teoria já tenho isso tudo.
E agora é o meu relógio a dizer-me "olha a idade!". Sim, estou á beira dos 33, mas será que já sou assim tão velha?
E depois vem a pressão social: é a amiga casada que pergunta quando vem a criança, é a mãe/tia/avó/sogra que pergunta pela criança, no fundo toda a gente pergunta pela criança.
E aí surge o medo, o pânico.
Se há dias em que quero avançar com convicção, 5segundos depois bate a realidade e digo que nem pensar.
Valerá mesmo a pena? Gostarei eu assim tanto de crianças, principalmente quando forem minhas? Será que tenho mesmo as condições necessárias para criar uma criança? Será que alguma vez terei? Será que vou conseguir educar um ser humano? Será que já estou preparada para trocar as saídas de Santos e as viagens a Frankfurt por uma coisa pequenina que vai depender de mim para o resto da vida? Que berra durante metade da noite? Que me vai amar e odiar em iguais proporções?
Não sei.
E quanto mais penso, menos sei.
(help?)
Das coisas que não se está á espera
- ele ganhou um concurso de programação.
O prémio? Uma viagem e entrada numa conferência de programação em Frankfurt.
O que vai mesmo acontecer? NÓS vamos a Frankfurt.
- durante um almoço de trabalho, o chefinho diz que no mês de julho vamos receber o subsidio de férias. O quê? Que é isso? Vai ser a primeira vez na minha vida que vou receber tal coisa!
- Sofrer durante o ano todo com impostos e ivas e irs e afinal vou receber uma batelada de dinheiro de reembolso.
Maravilha!
O prémio? Uma viagem e entrada numa conferência de programação em Frankfurt.
O que vai mesmo acontecer? NÓS vamos a Frankfurt.
- durante um almoço de trabalho, o chefinho diz que no mês de julho vamos receber o subsidio de férias. O quê? Que é isso? Vai ser a primeira vez na minha vida que vou receber tal coisa!
- Sofrer durante o ano todo com impostos e ivas e irs e afinal vou receber uma batelada de dinheiro de reembolso.
Maravilha!
Coisas que me surpreendem sempre quando as oiço
"a tua casa é tãããooo gira e tem a tua cara!"
"é impressionante a tua capacidade de organização e de enfiar moveis nos sítios mais impressionantes!"
(eu não vejo nada disso, mas se calhar sou eu que estou errada e preciso de óculos novos)
"é impressionante a tua capacidade de organização e de enfiar moveis nos sítios mais impressionantes!"
(eu não vejo nada disso, mas se calhar sou eu que estou errada e preciso de óculos novos)
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da casa azul
Da vida social
- Á conta dos jogos do Europeu de Futebol, acabaram por aterrar lá em casa á ultima da hora 6 pessoas (olha o casalinho mode!). Frango assado, batatas fritas, queijinhos, uma sobremesa feita por ele que foi um sucesso estrondoso e muitaaaaaa caipiblack (Portugal perdeu, tínhamos que afogar as magoas) e um joguinho de Party para acabar a noite. A ultima pessoa saiu lá de casa porque foi expulsa ás 4h da manhã. Mas foi tãããooo fixe!
- para continuar o modo casalinho, os 4 casais reuniram-se de novo nos Santos (a Vila Berta é liiiiinda). Foi bifana, foi chouriço, foi entremeada, foi sardinha, foi caldo verde, foi balde de meio litro de cerveja, foram dois copos de sangria que fizeram muiiiiitos estragos (lá se foi a minha reputação de linda menina), foi bailarico até ás tantas (quem é o gostosão aqui? Sou eu sou eu sou euuuu!). Para terminar a noite em grande, vai de ir a pé para casa. Foi lindo e temos de repetir.
- para continuar o modo casalinho, os 4 casais reuniram-se de novo nos Santos (a Vila Berta é liiiiinda). Foi bifana, foi chouriço, foi entremeada, foi sardinha, foi caldo verde, foi balde de meio litro de cerveja, foram dois copos de sangria que fizeram muiiiiitos estragos (lá se foi a minha reputação de linda menina), foi bailarico até ás tantas (quem é o gostosão aqui? Sou eu sou eu sou euuuu!). Para terminar a noite em grande, vai de ir a pé para casa. Foi lindo e temos de repetir.
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da vida social
De ser casamenteira
A menina decidiu apresentar duas amigas dela a dois amigos dele.
Resultado?
Três meses depois, temos dois novos casais, a darem-se maravilhosamente.
A menina gostou e a menina acha que vai repetir a experiência.
(mas também já avisei: se a coisa correr bem, lembrem-se de mim para madrinha. Se a coisa correr mal, à e tal temos pena, não sei, não existo, não estou cá)
(antes que sobre para mim...)
Resultado?
Três meses depois, temos dois novos casais, a darem-se maravilhosamente.
A menina gostou e a menina acha que vai repetir a experiência.
(mas também já avisei: se a coisa correr bem, lembrem-se de mim para madrinha. Se a coisa correr mal, à e tal temos pena, não sei, não existo, não estou cá)
(antes que sobre para mim...)
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dos amigos
Problemas de primeiro mundo
- porque é que a Zara à duas semanas atrás tinha roupa tão gira que aparecia trazer tudo e mais alguma coisa, e ontem quando lá entrei não vi nada de jeito?
- porque é que a Seaside só vende sapatos para lá de super altos? Cheios de plataformas á frente e com saltos no mínimo com uns 20cm de altura? E todos com ar de menina que trabalha numa casa de alterne agarrada a um varão? E por acaso alguém consegue andar com aquilo na bela da calcada portuguesa? Só se tiver dotes de equilibrista/alpinista!
- a semana passada disseram-me (um gajo!!) as palavras mágicas "estás mais magra!". A verdade é que me sinto uma baleia, mas entro na mesma naquelas que são as minhas "calças de magra" (estão a modos que super apertadas, mas pronto). Aproveitei a onda e fui á Lanidor espreitar os saldos. Experimentei um vestido 36, que me serviu, e sai de lá nas nuvens. Entrei logo a seguir na Zara, e só consegui caber numas calças tamanho 40, e cai logo na realidade em modo estrondoso.
6 de junho de 2012
de menina a mãe em 5 segundos
Sempre tive ar de miúda.
Não sei se é das bochechas rechonchudas, de ser branquelas, dos óculos, das sardas, de não usar roupas clássicas e sapatos de salto alto, e de insistir em usar calças de ganga, tshirt e tennis como vestuário para o dia. O facto de não ter cabelos brancos (tenho e são cada vez mais, mas estão escondidos!) e de ter herdado a pele fantástica da minha mãe (em compensação, as ancas largas e a celulite veio toda!) também deve ajudar á coisa.
Por isso, mesmo á beirinha dos 33 anos, ainda passo por uma vinteja.
No outro dia estava a almoçar com os pais de uma amiga, e vira-se o pai dela para mim, com ar de galã:
-"Então que idade é que tem? Uns 24 anos, não?"
Eu toda rejubilei de orgulho:
-" Era bom era bom, mas não, já estou quase nos 33."
Respondem-me ambos os pais que não pareço nada que tenho a idade que tenho, que pareço bem mais nova.
E pergunta imediatamente a seguir a mãe da minha amiga
-"Então e bébés???"
Ora expliquem-me lá como é que eu passei de uma miúda novinha para material maternal em apenas 5 segundos?
desculpem-me a presunção
Sabem aquele medo que temos, do dia em que por mero acaso encontramos um ex algures na rua acompanhado pela sua gaja actual, e rezamos a pés juntos para nós estarmos bem melhor do que eles e sermos bem mais giras do que a gaja?
Pronto, ontem foi o meu dia.
E só tenho uma coisa a dizer: eu sou tão, mas tão, mas tããããããoooo gira que até dói.
(na realidade foi dia de ver fotos da ex dele vestida de noiva. Mas o conceito aplica-se na mesma. E eu volto a dizer: eu sou gira que até dói.)
(Šaяa tás proibida de comentar!)
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