4 de janeiro de 2012

de tempos muito longínquos


Há muitos, muitos, muitos anos atrás, eu era uma grande maluca e até saia bastante para a night. A rotina era sempre a mesma: 4a feira Ladys Night no W, 6a feira Ladys Night no Docks, e sábado nos Templários para ver Hi5.
E lembro-me que de todas as noites que sai, uma ficou-me na memória: naquele ano os feriados do 1 e do 8 de Dezembro calharam ambos a uma 5a feira, por isso na noite da 4a feira anterior o W estava à pinha. Não cabia mais uma vivalma lá dentro, o ambiente era quente, abafado, sensual, electrizante, inesquecível.
Lembro-me que o numa das pontas da pista de dança do W havia uma pequena plataforma, onde costumavam estar duas meninas em trajes menores a bambolearem-se (e sim, em tempos aureos muito idos, também eu estive lá em cima a dançar...).
Mas naquela noite, no meio daquela gente toda, subiu ao palco um dos Drag Queens do saudoso Alcântara Mar. Um homem super alto, cabeça rapada, com tatuagens tribais nas pernas, braços e até na nunca. Vestia uns mini calções de cabedal e um corpete. E umas botas de plataforma com uma altura de fazer inveja á Lady Gaga. E dançou esta música como ninguém.





E eu vivi aquela noite como se fosse a última.

(a meio da noite, no meio daquele mar de gente, passam por mim duas caras super conhecidas: Will.I.Am e Taboo, dos Black Eyed Peas que no dia seguinte iam dar um concerto na capital. Concerto esse que por acaso também fui. Concerto esse para o qual me tinham oferecido bilhete para o backstage e onde pude conhecer toda a banda. Concerto esse onde ganhei um CD autografado por todos os elementos da banda...)

29 de junho de 2009

das outras danças

Quase dois anos depois, voltei a um dos meus ex-sítios do costume, onde passei muitas noites memoráveis a dançar e dançar, e cortar na casaca, e a rir, e ver passar estrelas, e a dançar, e rir, e curtir, e a rir, e a dançar.

Gostei claro, gostei da música (embora já tenha ouvido bem melhor!), gostei de abanhar o capaçete, gostei de sair á noite.

Voltei de maneira diferente, com companhia diferente, com acompanhamento diferente.

E senti-me diferente.