Isto é tãooooo bom!
(a culpa é dele, que quis comprar, e agora sou eu que não consigo para de comer isto... ás colheradas!)
30 de março de 2012
de viver a dois
Ele leva a roupa toda dele no trolley de cabine, o que equivale a 8kg de roupa.
Eu levo a minha roupa toda numa mala grande de porão, o que equivale a 20kg de roupa (e também levo os produtos de casa-de-banho, e os 5 protectores solares, e os sapatos dos dois!)
update à necessidade de um camião TIR
Coube tudo e mais alguma coisa nas malas.
Inclusive os 10 pares de sapatos.
E tudo dentro do limite de peso.
Só tenho pena das pessoas que tiverem que acartar com as malas.
Inclusive os 10 pares de sapatos.
E tudo dentro do limite de peso.
Só tenho pena das pessoas que tiverem que acartar com as malas.
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do outro lado do equador
29 de março de 2012
Como perder peso rapidamente em 3 passos:
- tentar enfiar toneladas de coisas em apenas 3 miseras malas, sem ultrapassar os 70kg de peso máximo.
- Gerir uma equipa de designers na semana anterior a antes de ir de férias, e nos últimos dois dias receber mais trabalhos que no mês todo anterior (o que inclui receber e responder a um email a cada 10minutos).
- Andar a 1000 à hora, não comer nada de jeito e não dormir na noite anterior à viagem, para tentar deixar tudo pronto, e enfiar as coisas todas nas ditas malas.
Simples, não é?
(andava eu preocupada que ia fazer más figuras dentro de um bikini... prakê!?!?!)
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do outro lado do equador
precisa-se camião tir
Daqui a 24h vou estar a preparar-me para entrar num avião, para passado 8h aterrar abaixo do equador, em terras africanas, para visitar pela terceira vez a terra dos progenitores.
A problemática no entanto é a quantidade de coisas que mommy dear pediu á menina para levar, já que abaixo do equador ou não existe nada, ou é caro como o raio.
Portanto a lista inclui: uma iogurteira, camisas, t-shirts, um casaco, 5pares de sapatos, uma manta para a cama, papel prata, chocolate de culinárias, batatas fritas, mini-tostas, bacalhau, queijos, queijo da serra, uma capa para a tábua de engomar, uma capa para o colção, um colção insuflável, wc pato, tinta para o cabelo, desodorante, bolos, encharpes, placas de lasanha, escovas de dentes, frascos de alho em pó, palmilhas, tâmaras, sultanas, medicamentos, café nespresso, caldos knorr...
Como o gajo também vai desta vez (está a tremer por todos os lados, mas isso é uma outra história), temos direito a 70kg de bagagem de porão, mais 16kg de bagagem de mão. Se no entanto pensarmos que as coisinhas para mommy dear pesam "só" quase 50kg... sobram uns míseros 20kg para a minha roupa e a roupa dele.
Algo me diz que já não posso levar os 10 pares de sapatos que estava a pensar levar. Ou isso ou a iogurteira vai ter que ficar.
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do outro lado do equador
de outro lado (22)
(ou como eu decidi dar tempo ao tempo e calar o meu relógio biológico)
Por vezes vou lendo ou ouvindo pessoas por aí a questionarem-se : "será que devo ter filhos, será que a minha vida vai mudar muito? será que estou preparada(o)?" E a minha resposta a questões do tipo e por ordem de chegada é: só tu é que deverás saber, vai mudar muito, não, não estás preparada(o).
Na primeira semana após ter o meu filho em casa pensei para mim: ah...espera....isto agora vai ser sempre assim, certo? Tipo, isto não é uma experiência "a vida é bela" com prazo de validade....ah....pois....
Na verdade, e após 1 ano de experiência desta coisa fantástica que é a maternidade aquilo de que mais sinto falta é da minha liberdade. Aquela liberdade egoísta sabem, aquela que nos permite fazer aquilo que nos apetece, às horas que bem entendemos. Tenho saudades de num fim de tarde decidir ir sair com o meu rapaz, sem hora para voltar, de ver um filme do princípio ao fim, de pouco me preocupar com sopinhas e papinhas e frutinhas.
Aquilo que sempre vos disseram, pessoas que não têm filhos, de que não é fácil, sugiro-vos um exercício: ampliem essa frase na vossa cabeça ao máximo e talvez consigam entender melhor do que vos falam. Comigo foi assim, sempre me disseram isso, mas é certo que também não é fácil um primeiro dia num emprego, arrancar um dente, fazer um exame na escola, sendo assim era essa a interpretação que eu fazia dessa frase. Não ia ser fácil. Ok.
Nesta fase do texto, parece-me bem e cliché quanto baste, falar-vos das compensações. Essas de que tantos falam. De como é bom ver um sorriso dos filhos, um abraço deles, de vê-los bem e felizes. Do amor sem tamanho que se sente por estes seres pequeninos...etc...etc...etc...
Mas depois acontece algo como o que acabou de acontecer neste exacto momento em que escrevo isto....o pequenino mandou (mais uma vez) a chucha para o chão, fora as outras 78 vezes que o fez ao longo deste dia. Fora as outras coisas que atirou para o chão, fora as birrinhas que vai fazendo, fora a diarreia de ontem em que tivemos de o limpar de alto a baixo (sim...as previsões das viroses e o caneco que iria apanhar na creche deram certo, obrigada), fora a dificuldade que tem em adormecer, fora as noites mal dormidas...fora...fora...fora....
E atenção que estamos a falar de uma criança que de um modo geral nem dá muito trabalho, aguenta-se perfeitamente a brincar sozinho durante algum tempo e não chateia ninguém. Isto porque ouço histórias de algumas que são de puxar os cabelos!
Há algum tempo em conversa com uma amiga acerca deste assunto, em que ela contava o desespero de um casal amigo com um recém nascido, dizia-me ela: "Mas eles achavam o quê? Que iam ter um boneco?" Pergunta que também a mim já me fizeram (e o que eu gosto que me digam isto nem vos passa).
Ninguém pensa que vai ter um boneco, óbvio, ninguém é burro ao ponto de achar que não vai dar trabalho, o problema é que só conseguimos ter uma noção clara da realidade depois de vivermos a experiência. Ponto. E é natural que, principalmente nos primeiros meses, os pais fiquem à beira de um colapso de nervos, é normal, de repente notam que a vida mudou, deu uma volta completa.
Ser mãe é uma coisa fantástica. Juro! Assim como acredito que seja para o pai. Voltando aos clichés concordo plenamente quando se diz que não existe sentimento igual. Mas aqui é um pouco como no jogo, pagar para ver, e vocês, pessoas sem filhos, por muito que leiam e escutem a vossa experiência será única e irrepetível. Vossa! Já imaginaram a magia disto? ;)
daqui
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de outro lado
quando a menina da cidade vai passar o fim-de-semana ao campo
Passa dois dias a amassar pão caseiro, a coze-lo em forno de lenha; a fazer dúzias e dúzias de biscoitos de bicarbonato de sódio que cozem em 3 minutos em forno de lenha; mais dois pudins de ovos e mega uma baba de camelo. Pelo meio ainda leva uma abada a jogar bowling, dá uma abada a jogar flipers, e é apresentada a meia aldeia à saida da missa de domingo.
Dói-me o braço de tanto esforço.
quando o passado nos volta para nos morder nos calcanhar
Karma is a bitch.
And you can run, but you cannot hide...
And you can run, but you cannot hide...
But there was no sound, there was only me and my disgrace
"Wolf" by First Aid Kit
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das músicas
14 de março de 2012
da falta de valores
3 histórias que nada têm haver, mas que tudo têm em comum:
1.
A minha avó Maria está a ficar velhota. De dia para dia os anos começam a pesar-lhe verdadeiramente, as quatro hérnias que tem nas costas não a ajudam nada na sua movimentação diária, o ligeiro Parkison que já afecta só veio piorar as coisas, e desde que o marido de 53 anos de casamento faleceu já faz 3 anos, ela nunca mais foi a mesma, e a alegria que a caracterizava à muito que já não está tão viva quanto antes.
Chegou verdadeiramente a hora de tomar a decisão se ela continuava a trabalhar umas horinhas como costureira numa associação (mais para se enterter do que outra coisa qualquer), ou se ficava em casa. Ela negava, dizia que estava óptima (teimosa que só visto), mas era mais que notório o seu desgaste.
Até que a semana passada o impensável aconteceu: a minha avó Maria ia a andar devagarinho na rua, deu-lhe qualquer coisa que ainda hoje estamos para perceber bem o que foi, e caiu literalmente redonda no chão. Ainda consegui recuperar, mas no espaço de 200m, caiu quatro vezes. E nas quatro vezes teve que se levantar sozinha, porque embora passasem carros, táxis, pessoas, ninguem se dignou a ajudar uma senhora de idade que estava caida no chão. Só depois de ela começar a chamar alto por alguém, é que um taxista de uma praça de táxis próxima se mexeu e abandonou o seu árduo posto de trabalho e a ajudou. Escusado será dizer que neste momento a minha avó tem medo de andar sózinha na rua, e desde a semana passada nunca mais foi trabalhar. Porque ninguem a ajudou e ela sente-se desamparada.
2.
Sábado à noite fui com um grupo de amigos ver um espectáculo de comédia que decorreu no Tivoli. Era um espectáculo grátis, patrocinado por uma grande empresa farmaceutica, e em que ainda faziam um donativo para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
No final da hora e meia de espectáculo (Pedro Tochas no seu melhor!), quando estavan todos os 1000 espectadores a sairem do Tivoli, estava um sem-abrigo a tentar vender a revista Cais na multidão. E das 1000 pessoas que passaram, e que tinham acabado de ver um espectáculo de comédia grátis, e que ainda contribuiram para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, apenas um casal de jovens parou e comprou a revista. Uma única revista vendida num universo de 1000 pessoas.
3.
No último mês, mudei de lado da barreira e estive eu a tirar um curso sobre como fazer sites. Sim, é o que eu tenho feito nos últimos anos no meu emprego a tempo inteiro, mas faltava-me organizar as bases sobre HTML e CSS e um programinha que faz milagres que é o Dreamweaver, e como a empresa até patrocina formação, bora lá tirar o curso.
E das 5 pessoas que estavam a tirar o curso, eu era verdadeiramente aquela que tinha mais noção do mundo da internet que existe lá fora. Os outros quatro eram dois estudantes de artes que tinham acabado de sair da faculdade, e como lá ninguem ensina ninguém a mexer num computador, bora lá tirar um curso de como fazer sites.
Os outros dois eram miudos de outras áreas quaisquer, em que lhes disseram que fazer sites dava dinheiro/era giro, por isso bora lá tirar um cursinho.
E ao final de 15h, em que eu consegui apanhar a matéria porque afinal até já sei bem mais do que aquilo que eu própria pensava, os restantes quatro apanhavam completamente do ar, mas no entanto estavam com os olhinhos a brilhar porque o formador lhes dizia que ele próprio levava €3000 por fazer um site (como se no mercado de hoje em dia isso fosse possível, mas tá bem...).
No final do curso, sairam quatro alminhas a pensar que sabiam fazer sites sem terem uma única noção de design ou de usabilidade, sem saberem bem o que é um servidor, um dominio ou um backoffice. Principalmente o rapaz, que já falava que tinha um cliente para um restaurante de marisco, e que lhe ia cobrar pelos menos €500 por cada página. E que seria o cliente que lhe iria dar o PSD já com o design todo feito (sim sim, um cliente saber o que quer e enviar qualquer coisa de jeito, que anedota), e isto vindo de um miudo que depois de 15h de um curso de HTLM e CSS, ainda não sabia criar um ficheiro de CSS e não sabia bem a diferença entre uma Class e um ID (para quem não percebe, é o equivalente a ele no final de um curso de culinária dizer que vai abrir um restaurante gourmet de 5 estrelas Michellin, mas no entanto ainda não sabe como se liga o forno ou se estrela um ovo...).
O mundo está perdido.
Existe uma falta de valores assustadora. Todos querem tudo, aqui e agora, neste preciso instante. Já ninguem olha para o lado, já ninguem se preocupa com o próximo. Já ninguem trabalha para alcançar algo, acham que tudo lhes cai do céu e que com os minimos olimpicos vão ter direito a fama e fortuna.
Mais que uma crise económica, existe uma crise de valores.
E eu não sei qual das duas é verdadeiramente pior.
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vale a pena pensar nisto
After the rain comes sun After the sun comes rain again
Smoke City - Underwater Love
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das músicas
5 de março de 2012
doses moderadas
Tenho certas pessoas na minha vida que as considero "amigas", mas que apenas as posso ter em doses pequenas e moderas na minha vida.
Pouco tempo de cada vez, assim muito de vez em quando.
Porquê?
Porque embora quando esteja com elas, para quem vê de fora, parecemos super hiper mega amigas, aqui dentro as coisas passam-se de maneira diferente, e eu saio sempre de ao pé delas com um nó na garganta e um peso no estômago.
A A. é um exemplo. Grande amigas na faculdades, íamos para todo o lado, eu passava quase mais tempo em casa dela do que na minha. Mas sempre houve da minha parte a sensação de que para ela, eu nunca era suficientemente boa. Os anos passaram, e acabamos até por comprar casa no mesmo bairro. E eu sempre com aquela sensação de que era sempre menos do que deveria ser.
Até que voltas da vida nos levaram a não falar tanto, todos os dias... e eu acabei por fazer um esforço para que esses dias se transformassem em semanas, meses e anos.
Acabaram por se passar dois anos desde a última vez que falamos, até que agora nos voltamos a reencontrar. Voltamos a falar muito, voltamos a parecer enormes amigos para quem vê de fora, mas aquela sensação estranha continua sempre cá.
Mas agora já sei como lidar com a coisa: doses pequenas e espaçadas. Até que um dia, talvez, haja de novo um corte dos grandes.
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dos amigos
2 de março de 2012
A real human being, and a real hero
College feat. Electric Youth - A Real Hero
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das músicas
1 de março de 2012
reflexos
Eu sinto-me um mini-baleia-cachalote, com uma barriga super flácida, um rabo que quase que serve de prateleira para livros, e uns "love-handles" aqui de lado que me irritam como tudo (comer que nem uma desalmada e não fazer exercício absolutamente nenhum no último ano inteiro dá nisto).
No entanto, hoje de manhã consegui entrar nas minhas calças de "magra". Aquelas que todas as mulheres têm e sabem que se entram dentro de elas, é porque estão "no ponto".
É verdade que ainda estão um pouco apertadas, mas consigo respirar dentro delas e não se sinto a rebentar por todos os lados.
Algo me diz que a ideia que tenho de mim própria está um bocado alterada. Ou isso, ou tenho que arranjar umas novas calças de "magra".
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