5 de março de 2012
doses moderadas
Tenho certas pessoas na minha vida que as considero "amigas", mas que apenas as posso ter em doses pequenas e moderas na minha vida.
Pouco tempo de cada vez, assim muito de vez em quando.
Porquê?
Porque embora quando esteja com elas, para quem vê de fora, parecemos super hiper mega amigas, aqui dentro as coisas passam-se de maneira diferente, e eu saio sempre de ao pé delas com um nó na garganta e um peso no estômago.
A A. é um exemplo. Grande amigas na faculdades, íamos para todo o lado, eu passava quase mais tempo em casa dela do que na minha. Mas sempre houve da minha parte a sensação de que para ela, eu nunca era suficientemente boa. Os anos passaram, e acabamos até por comprar casa no mesmo bairro. E eu sempre com aquela sensação de que era sempre menos do que deveria ser.
Até que voltas da vida nos levaram a não falar tanto, todos os dias... e eu acabei por fazer um esforço para que esses dias se transformassem em semanas, meses e anos.
Acabaram por se passar dois anos desde a última vez que falamos, até que agora nos voltamos a reencontrar. Voltamos a falar muito, voltamos a parecer enormes amigos para quem vê de fora, mas aquela sensação estranha continua sempre cá.
Mas agora já sei como lidar com a coisa: doses pequenas e espaçadas. Até que um dia, talvez, haja de novo um corte dos grandes.
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dos amigos
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