Hoje acordei sem qualquer rumo pela frente, mas vou dormir com uma auto-estrada toda iluminada bem escarrapachada á minha frente.
Agora é carregar no acelerador e seguir em frente, a todo o vapor, para ver onde é que isto vai parar...
(quando uma porta se fecha, algures uma janela abre-se)
28 de setembro de 2012
26 de setembro de 2012
tenho um brinquedo novo
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a 2,
das prendas
Onde andas tu, mulher?
A sobreviver, senhores, a sobreviver...
Porque o viver à muito que se foi embora...
13 de agosto de 2012
25 de julho de 2012
momento nicola
Um dia digo FODA-SE no meu local de trabalho, e chamo CABRA DE MERDA a uma colega, isto tudo em altos berros.
Hoje foi o dia.
13 de julho de 2012
ó pra mim de papo para o ar
E agora para acalmar as coisas, que as últimas semanas têm sido para lá de complicadas pelas mais variadas razões, interrompemos a nossa emissão habitual para ir desfrutar de uma semana de banhos e sol.
Adeus até qualquer dia.
Adeus até qualquer dia.
o drama do pó a quanto obrigas
Quando eu digo que tenho pó por todo o lado, isso na realidade implica que tudo lá em casa tem de ser limpo. Incluindo os 352486 espanta-espiritos que tenho pendurados no tecto da cozinha. Que foram devidamente lavados e escorridos (ele ainda deu a dicar que os pôr a lavar na máquina de lavar roupa a centrifugar, mas eu achei que no final ainda ia ficar com pecinhas para limpar, por isso usei mesmo o tradicional estendal).
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da casa azul
querido, mudei o wc
Antes
Durante
Depois
Três semanas depois estamos de volta a casa.
Ainda há coisas fora do sitio, a cortina do chuveiro é provisória até eu aglomerar os €400 que custa uma divisória de vidro (raios-partam-que-é-sempre-tudo-tão-caro!), mas mais coisa menos coisa, podemos dar a obra por terminada.
Hoje de manhã foi a estreia oficial do chuveiro, que se portou maravilhosamente. Tirando o facto de ter arrasado com minha conta poupança e de já ter limpo a casa três vezes e de mesmo assim ainda haver pó por todo (TODO O LADO!), a coisa correu ma-ra-vi-lho-sa-men-te bem!
O empreiteiro foi para lá de bru-tal, super competente, fiquei mesmo super satisfeita. Por isso se algum precisar de fazer obras, diga-me qualquer coisa que eu recomendo o senhor vivamente!
(Inês, faz favor de vir cá fazeres uma visita que tu bem que sofreste com este malvado wc!)
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da casa azul
3 de julho de 2012
um dia a casa vai abaixo - dia 12
- já temos azulejos (coitados dos senhores, saiu-lhes alguém que não gosta de padrões normais, por isso desenhou o seu próprio padrão e obrigou os senhores a estarem de papelinho na mão a ver onde é que era azul e onde é que era branco... mas ficou bem giro!)
- ainda faltam as loiças, mas primeiro vão pintar os tectos para ficar tudo bonitinho.
- como bónus ainda vão pintar o corredor e o quarto do meio, porque estão todos maltratados das obras (o quarto do meio serviu de armazém e o corredor é sempre local de passagem)
- já há menos pó no ar, mas pronto, não me livro de umas boas horas de limpezas.
- já só falta um bocadinho assim <--->
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da casa azul
2 de julho de 2012
29 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo - dia 8
- as obras que iam durar uns 4 dias, afinal vão durar quase duas semanas. O que vale é que me mudei com armas e bagagem para a casa vazia da mommy dear, por isso não tenho que estar a levar com pó o tempo todo.
- O que começou com um "vamos só mudar aqui dois tubinhos", rapidamente se transformou num "vamos partir aqui esta parede que vai dar á cozinha, e mudar a canalização toda".
- A banheira que estava entupida e que iniciou esta saga toda, afinal era de ferro fundido e pesava duas toneladas e meia. O chão afinal é mais forte do que se estava á espera, mas as paredes nem por isso.
- anda tudo devagarinho, mas anda. Já temos alguns tubos, as curvas estranhas das paredes já desapareceram e como bónus extra vou ficar com uma base de duche maior.
- aguarda-se cenas de próximos capítulos.
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da casa azul
como eu sei que ele até gosta de mim
Enquanto viamos uma comédia romântica carregadinha de gente conhecida, ás tantas aparece a Sarah Jessica Parker a correr pelas ruas fora, e ele sai-se com:
ele - Sabes aquelas vezes em que tu dizes que estás gorda?
eu- sim...?
ele- garanto-te, tu NÃO ESTÁS! Esta mulher é esquelética que até faz confusão. E eu gosto de ter coisas onde agarrar.
eu - (...)
Ele é um querido e eu derreti-me toda.
26 de junho de 2012
pior que tortura chinesa
A pior coisa que me pode acontecer, é eu estar a morrer de sono a querer adormecer desalmadamente, e estar um calor daqueles que parece que estamos dentro de um forno e para brinde, andar um cabr*o de um mosquito a passear-se alegramente pelo quarto a fazer zzzzzzzzzz mesmo em cima dos nossos ouvidos.
Ontem foi uma dessas noite...
(estou cá com umas olheiras e um mau humor e uma soneira que só visto!)
Ontem foi uma dessas noite...
(estou cá com umas olheiras e um mau humor e uma soneira que só visto!)
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dos desabafos
21 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo - dia 1
Antes de tudo começar, com as coisas mais ou menos no sitio.
Já apenas com o que seria para destruir.
E agora completamente explodida.
E o pó que anda no ar senhores? Credooooo...
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da casa azul
20 de junho de 2012
é desta que a casa vai abaixo
Depois de muitooooo adiar, planear, escolher, voltar a escolher, planear, fazer contas, escolher, voltar a escolher, pesquisar e mais pesquisar e sei lá mais o quê... as obras do WC arrancaram finalmente hoje.
E quando digo arrancaram, digo literalmente arrancaram, porque segundo o empreiteiro que me telefonou á pouco, já não há loiças, a parede da direita também já desapareceu, e está uma poeirada no ar que só visto.
Ainda bem que me mudei para a casa da minha mãe por estes dias e que selei/forrei as portas de todas as divisões todas e mais algumas. Mas esperam-me semanas pela frente de limpezas.
Onde é que eu me fui meter....
E quando digo arrancaram, digo literalmente arrancaram, porque segundo o empreiteiro que me telefonou á pouco, já não há loiças, a parede da direita também já desapareceu, e está uma poeirada no ar que só visto.
Ainda bem que me mudei para a casa da minha mãe por estes dias e que selei/forrei as portas de todas as divisões todas e mais algumas. Mas esperam-me semanas pela frente de limpezas.
Onde é que eu me fui meter....
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da casa azul
16 de junho de 2012
E já que abrimos a caixa de Pandora
Alguém recomenda um bom seguro de saúde que cubra todas aquelas coisas de parto e afins?
Agradecida.
Agradecida.
Ser ou não ser, eis a questão
Quando eu era pequena, costumava dizer que eu nunca iria ser mãe. A relação com os meus pais nunca foi a melhor (o facto de eles agora morarem noutro continente ajudou um pouco á coisa), eu jurava a pés juntos que nunca seria igual a minha mãe.
Com o passar dos anos, foi mais que notório para outras pessoas a minha adoração por crianças, o meu derretimento e o meu sorrido babado quando via um bebé.
Eu sou aquela que faz os bebés dos outros sorrir, sou aquela que consegue pegar em bebés que não vão para o colo ninguém sem ser dos pais, sou aquela que brinca, que sorri, que fala língua de bebés e adora.
Portanto ao longos tempos acabei por mudar a minha opinião, e sim, agora já gostava de ter filhos, logo dois, que para ser filho único já basta cá a je.
No entanto, isto de gostar de miúdos e de ter jeito para miúdos é giro e tal, mas não deixam de ser miúdos dos outros. Quando choram, quando estão doentes, quem fica acordado até tarde são os paizinhos, enquanto eu fico só com a parte gira da brincadeira.
E este palavreado todo é porquê mesmo?
Porque o tempo não pára nem anda para trás, e o meu relógio biológico anda a gritar em altos berros já à algum tempo, e eu a tentar cala-lo á força toda.
Se antes calava o meu relógio biológico com argumentos como "não tenho estabilidade monetária, profissional ou emocional", o meu relógio agora risse na minha cara e manda-me dar uma volta ao bilhar grande.
Porque, na teoria já tenho isso tudo.
E agora é o meu relógio a dizer-me "olha a idade!". Sim, estou á beira dos 33, mas será que já sou assim tão velha?
E depois vem a pressão social: é a amiga casada que pergunta quando vem a criança, é a mãe/tia/avó/sogra que pergunta pela criança, no fundo toda a gente pergunta pela criança.
E aí surge o medo, o pânico.
Se há dias em que quero avançar com convicção, 5segundos depois bate a realidade e digo que nem pensar.
Valerá mesmo a pena? Gostarei eu assim tanto de crianças, principalmente quando forem minhas? Será que tenho mesmo as condições necessárias para criar uma criança? Será que alguma vez terei? Será que vou conseguir educar um ser humano? Será que já estou preparada para trocar as saídas de Santos e as viagens a Frankfurt por uma coisa pequenina que vai depender de mim para o resto da vida? Que berra durante metade da noite? Que me vai amar e odiar em iguais proporções?
Não sei.
E quanto mais penso, menos sei.
(help?)
Com o passar dos anos, foi mais que notório para outras pessoas a minha adoração por crianças, o meu derretimento e o meu sorrido babado quando via um bebé.
Eu sou aquela que faz os bebés dos outros sorrir, sou aquela que consegue pegar em bebés que não vão para o colo ninguém sem ser dos pais, sou aquela que brinca, que sorri, que fala língua de bebés e adora.
Portanto ao longos tempos acabei por mudar a minha opinião, e sim, agora já gostava de ter filhos, logo dois, que para ser filho único já basta cá a je.
No entanto, isto de gostar de miúdos e de ter jeito para miúdos é giro e tal, mas não deixam de ser miúdos dos outros. Quando choram, quando estão doentes, quem fica acordado até tarde são os paizinhos, enquanto eu fico só com a parte gira da brincadeira.
E este palavreado todo é porquê mesmo?
Porque o tempo não pára nem anda para trás, e o meu relógio biológico anda a gritar em altos berros já à algum tempo, e eu a tentar cala-lo á força toda.
Se antes calava o meu relógio biológico com argumentos como "não tenho estabilidade monetária, profissional ou emocional", o meu relógio agora risse na minha cara e manda-me dar uma volta ao bilhar grande.
Porque, na teoria já tenho isso tudo.
E agora é o meu relógio a dizer-me "olha a idade!". Sim, estou á beira dos 33, mas será que já sou assim tão velha?
E depois vem a pressão social: é a amiga casada que pergunta quando vem a criança, é a mãe/tia/avó/sogra que pergunta pela criança, no fundo toda a gente pergunta pela criança.
E aí surge o medo, o pânico.
Se há dias em que quero avançar com convicção, 5segundos depois bate a realidade e digo que nem pensar.
Valerá mesmo a pena? Gostarei eu assim tanto de crianças, principalmente quando forem minhas? Será que tenho mesmo as condições necessárias para criar uma criança? Será que alguma vez terei? Será que vou conseguir educar um ser humano? Será que já estou preparada para trocar as saídas de Santos e as viagens a Frankfurt por uma coisa pequenina que vai depender de mim para o resto da vida? Que berra durante metade da noite? Que me vai amar e odiar em iguais proporções?
Não sei.
E quanto mais penso, menos sei.
(help?)
Das coisas que não se está á espera
- ele ganhou um concurso de programação.
O prémio? Uma viagem e entrada numa conferência de programação em Frankfurt.
O que vai mesmo acontecer? NÓS vamos a Frankfurt.
- durante um almoço de trabalho, o chefinho diz que no mês de julho vamos receber o subsidio de férias. O quê? Que é isso? Vai ser a primeira vez na minha vida que vou receber tal coisa!
- Sofrer durante o ano todo com impostos e ivas e irs e afinal vou receber uma batelada de dinheiro de reembolso.
Maravilha!
O prémio? Uma viagem e entrada numa conferência de programação em Frankfurt.
O que vai mesmo acontecer? NÓS vamos a Frankfurt.
- durante um almoço de trabalho, o chefinho diz que no mês de julho vamos receber o subsidio de férias. O quê? Que é isso? Vai ser a primeira vez na minha vida que vou receber tal coisa!
- Sofrer durante o ano todo com impostos e ivas e irs e afinal vou receber uma batelada de dinheiro de reembolso.
Maravilha!
Coisas que me surpreendem sempre quando as oiço
"a tua casa é tãããooo gira e tem a tua cara!"
"é impressionante a tua capacidade de organização e de enfiar moveis nos sítios mais impressionantes!"
(eu não vejo nada disso, mas se calhar sou eu que estou errada e preciso de óculos novos)
"é impressionante a tua capacidade de organização e de enfiar moveis nos sítios mais impressionantes!"
(eu não vejo nada disso, mas se calhar sou eu que estou errada e preciso de óculos novos)
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da casa azul
Da vida social
- Á conta dos jogos do Europeu de Futebol, acabaram por aterrar lá em casa á ultima da hora 6 pessoas (olha o casalinho mode!). Frango assado, batatas fritas, queijinhos, uma sobremesa feita por ele que foi um sucesso estrondoso e muitaaaaaa caipiblack (Portugal perdeu, tínhamos que afogar as magoas) e um joguinho de Party para acabar a noite. A ultima pessoa saiu lá de casa porque foi expulsa ás 4h da manhã. Mas foi tãããooo fixe!
- para continuar o modo casalinho, os 4 casais reuniram-se de novo nos Santos (a Vila Berta é liiiiinda). Foi bifana, foi chouriço, foi entremeada, foi sardinha, foi caldo verde, foi balde de meio litro de cerveja, foram dois copos de sangria que fizeram muiiiiitos estragos (lá se foi a minha reputação de linda menina), foi bailarico até ás tantas (quem é o gostosão aqui? Sou eu sou eu sou euuuu!). Para terminar a noite em grande, vai de ir a pé para casa. Foi lindo e temos de repetir.
- para continuar o modo casalinho, os 4 casais reuniram-se de novo nos Santos (a Vila Berta é liiiiinda). Foi bifana, foi chouriço, foi entremeada, foi sardinha, foi caldo verde, foi balde de meio litro de cerveja, foram dois copos de sangria que fizeram muiiiiitos estragos (lá se foi a minha reputação de linda menina), foi bailarico até ás tantas (quem é o gostosão aqui? Sou eu sou eu sou euuuu!). Para terminar a noite em grande, vai de ir a pé para casa. Foi lindo e temos de repetir.
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da vida social
De ser casamenteira
A menina decidiu apresentar duas amigas dela a dois amigos dele.
Resultado?
Três meses depois, temos dois novos casais, a darem-se maravilhosamente.
A menina gostou e a menina acha que vai repetir a experiência.
(mas também já avisei: se a coisa correr bem, lembrem-se de mim para madrinha. Se a coisa correr mal, à e tal temos pena, não sei, não existo, não estou cá)
(antes que sobre para mim...)
Resultado?
Três meses depois, temos dois novos casais, a darem-se maravilhosamente.
A menina gostou e a menina acha que vai repetir a experiência.
(mas também já avisei: se a coisa correr bem, lembrem-se de mim para madrinha. Se a coisa correr mal, à e tal temos pena, não sei, não existo, não estou cá)
(antes que sobre para mim...)
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dos amigos
Problemas de primeiro mundo
- porque é que a Zara à duas semanas atrás tinha roupa tão gira que aparecia trazer tudo e mais alguma coisa, e ontem quando lá entrei não vi nada de jeito?
- porque é que a Seaside só vende sapatos para lá de super altos? Cheios de plataformas á frente e com saltos no mínimo com uns 20cm de altura? E todos com ar de menina que trabalha numa casa de alterne agarrada a um varão? E por acaso alguém consegue andar com aquilo na bela da calcada portuguesa? Só se tiver dotes de equilibrista/alpinista!
- a semana passada disseram-me (um gajo!!) as palavras mágicas "estás mais magra!". A verdade é que me sinto uma baleia, mas entro na mesma naquelas que são as minhas "calças de magra" (estão a modos que super apertadas, mas pronto). Aproveitei a onda e fui á Lanidor espreitar os saldos. Experimentei um vestido 36, que me serviu, e sai de lá nas nuvens. Entrei logo a seguir na Zara, e só consegui caber numas calças tamanho 40, e cai logo na realidade em modo estrondoso.
6 de junho de 2012
de menina a mãe em 5 segundos
Sempre tive ar de miúda.
Não sei se é das bochechas rechonchudas, de ser branquelas, dos óculos, das sardas, de não usar roupas clássicas e sapatos de salto alto, e de insistir em usar calças de ganga, tshirt e tennis como vestuário para o dia. O facto de não ter cabelos brancos (tenho e são cada vez mais, mas estão escondidos!) e de ter herdado a pele fantástica da minha mãe (em compensação, as ancas largas e a celulite veio toda!) também deve ajudar á coisa.
Por isso, mesmo á beirinha dos 33 anos, ainda passo por uma vinteja.
No outro dia estava a almoçar com os pais de uma amiga, e vira-se o pai dela para mim, com ar de galã:
-"Então que idade é que tem? Uns 24 anos, não?"
Eu toda rejubilei de orgulho:
-" Era bom era bom, mas não, já estou quase nos 33."
Respondem-me ambos os pais que não pareço nada que tenho a idade que tenho, que pareço bem mais nova.
E pergunta imediatamente a seguir a mãe da minha amiga
-"Então e bébés???"
Ora expliquem-me lá como é que eu passei de uma miúda novinha para material maternal em apenas 5 segundos?
desculpem-me a presunção
Sabem aquele medo que temos, do dia em que por mero acaso encontramos um ex algures na rua acompanhado pela sua gaja actual, e rezamos a pés juntos para nós estarmos bem melhor do que eles e sermos bem mais giras do que a gaja?
Pronto, ontem foi o meu dia.
E só tenho uma coisa a dizer: eu sou tão, mas tão, mas tããããããoooo gira que até dói.
(na realidade foi dia de ver fotos da ex dele vestida de noiva. Mas o conceito aplica-se na mesma. E eu volto a dizer: eu sou gira que até dói.)
(Šaяa tás proibida de comentar!)
22 de maio de 2012
21 de maio de 2012
Parrot Parrot... Parrot dies!*
Depois de este fim-de-semana, o mundo vai passar-se a dividir em duas partes bem distintas: quem tem pulseira que brilha ao som da música, e quem não tem pulseira.
Ou seja, quem esteve no concerto dos Coldplay no Porto, e quem ficou em casa.
Quem viu um dos melhores concertos da vida, quem apanhou uma valente molha mas não se importou, quem saltou, quem cantou até a voz doer, quem delirou com as luzes, com o fogo de artificio, com os papelinhos, com as bolas que caíram do céu, com os insufláveis, com a simpatia do Chris Martin que falava português de cada vez que podia, e claro o melhor de tudo, com as pulseiras que piscavam ao som da música, e que cada um dos espectadores tinha, e fazia um mar de luzinhas pelo estádio que criavam uma visão de cortar a respiração.
Vindo de alguém que já viu quatro concertos destes senhores este foi, decididamente, o melhor de todos!
* (ou para os mais distraídos, para-para-paradise!)
Ou seja, quem esteve no concerto dos Coldplay no Porto, e quem ficou em casa.
Quem viu um dos melhores concertos da vida, quem apanhou uma valente molha mas não se importou, quem saltou, quem cantou até a voz doer, quem delirou com as luzes, com o fogo de artificio, com os papelinhos, com as bolas que caíram do céu, com os insufláveis, com a simpatia do Chris Martin que falava português de cada vez que podia, e claro o melhor de tudo, com as pulseiras que piscavam ao som da música, e que cada um dos espectadores tinha, e fazia um mar de luzinhas pelo estádio que criavam uma visão de cortar a respiração.
Vindo de alguém que já viu quatro concertos destes senhores este foi, decididamente, o melhor de todos!
* (ou para os mais distraídos, para-para-paradise!)
14 de maio de 2012
próxima sexta feira vou cantar como nunca cantei
Renee & Jeremy - "Yellow" - Coldplay Cover
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das músicas
Puzzles 3D de um raio, ou como eu odeio ser pobre
Ás vezes odeio tanto o IKEA!
Ah e tal, desenhe a sua casa-de-banho/quarto/cozinha/casa á sua medida, mas.... dentro das medidas que nós temos!
Ando a pesquisar móveis altos e estreitos para colocar na casa de banho e assim ganhar arrumação extra para toalhas e afins. O móvel ideal seria algo com 30cm de largura, 40cm de profundidade, 2m de altura, branco, com porta branca lacado baço ou de espelho. Isto claro, sem custar uma pequena fortuna.
Simples, não é?
No entanto no maravilho mundo dos puzzles IKEA:
Há um móvel com as medidas todas certas, um preço bom... mas tem a porta de vidro, e não vai ficar bem com o móvel do lavatório.
Há um móvel exactamente da mesma linha, com um preço ainda melhor e com a porta de espelho perfeita... mas não tem profundidade suficiente.
E depois há um móvel da mesma linha do móvel do lavatório, com a cor certa, a porta certa, a altura e a profundidade perfeita... mas é largo demais! (sem falar do preço que é para o puxadote)
O ideal era juntar móvel com o tamanho perfeito, com a porta de espelho do móvel que não tem profundidade suficiente, mas adivinhem lá?!?!
Não se vendem as portas em separado!
Portanto podemos escolher entre 30 mil combinações para a cozinha, para o quarto, para o escritório, para a casa toda, mas não posso trocar o raio de uma porta de um singelo armário de casa de banho.
Raios parta os suecos e a sua publicidade enganosa...
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da casa azul
A idade dos porquês, versão casa-de-banho
Porque é que não existem móveis de casa-de-banho bons, giros, bonitos, com o tamanho certo e que não custem uma fortura e meia?
Porque é que os móveis de casa-de-banho que são giros, ou são demasiado grandes e SEMPRE demasiado caros?
Porque é que os móveis de casa-de-banho que são mais ou menos giros, e até têm um preço simpático e tamanho mais ou menos adequados, a qualidade dos materiais é SEMPRE má?
Porque é que o lavatório que escolhemos, nunca tem o tamanho que precisamos e é SEMPRE o mais caro da loja?
Porque é que se fazem móveis de casa-de-banho vermelhos, pretos, cor-de-rosa, bringela, brancos, vermelhos, verde alface, castanhos, bejes, e não se fazem AZUIS! Sim azul, aquela cor estranha que não é nada usada em azuleijos de casa-de-banho.
Porque é que já não se fazem móveis com portas de abrir para o lado e gavetas de lado para arrumar as bujigangas?
Porque é que agora maior parte dos móveis de casa-de-banho têm portas tipo do "forno", que abrem para baixo?
Porque é que agora maior parte dos móveis de casa-de-banho só têm dois gavetões grandes?
E porque é que é SEMPRE TUDO TÃO CARO?!?!?!?!
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da casa azul
3 de maio de 2012
é concorrer minha gente, é concorrer
Normalmente não faço destas coisas mas: olhó super passatempo!
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passatempos
raios partam a banheira que ainda continua entupida
Nunca pensei que escolher azulejos para uma casa de banho fosse tão difícil.
Casa de banho totalmente branca ou em tons de azul? Ou então azul, roxo, cinza e castanho tudo junto?
Azulejos grandes, médios ou pastilhas?
E preços senhores, os preços? 450€ o m2 por azulejo/pastilhas em vidro?
E o preço das sanitas que está pela hora da morta: 400€ com assento que tem amortecedores quando se baixa? Mas esta gente tá doida?
E móvel para o lavatório: castanho escuro ou branco lacado? E claro, algo que não me leve à falência e não custe 1200€ mais iva...
Sem falar no resguardo em vidro para o chuveiro, que o mais giro e moderno custa claro... 450€!
Vou ali roubar um banco e já volto...
Casa de banho totalmente branca ou em tons de azul? Ou então azul, roxo, cinza e castanho tudo junto?
Azulejos grandes, médios ou pastilhas?
E preços senhores, os preços? 450€ o m2 por azulejo/pastilhas em vidro?
E o preço das sanitas que está pela hora da morta: 400€ com assento que tem amortecedores quando se baixa? Mas esta gente tá doida?
E móvel para o lavatório: castanho escuro ou branco lacado? E claro, algo que não me leve à falência e não custe 1200€ mais iva...
Sem falar no resguardo em vidro para o chuveiro, que o mais giro e moderno custa claro... 450€!
Vou ali roubar um banco e já volto...
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da casa azul
de viver a dois
Na feira do livro, cada um de nós compra um livro para ler.
Eu trago o "Cozinhar, Celebrar, Partilhar", de Joana Roque (receitas, comida!)
Ele trás "Não sou um serial killer" de Dan Wells (sangue, suspense!)
Cada um lê aquilo que mais gosta.
Eu trago o "Cozinhar, Celebrar, Partilhar", de Joana Roque (receitas, comida!)
Ele trás "Não sou um serial killer" de Dan Wells (sangue, suspense!)
Cada um lê aquilo que mais gosta.
o fim do mundo em cuecas
Sim, eu estive lá e sobrevivi.
Aguentei estoicamente 4h no meio da maior multidão em fúria que alguma vez vi, só para pagar foram 2h30, e no fim trouxe para casa 5 sacos de hipermercado (daqueles grandes pretos marca PD), cheinhos até cima, e mais uma caixa de minis que já não cabia nos sacos.
Trouxe essencialmente bens "secos", tipo farinha, chocolate de culinária (açúcar nem vê-lo!), detergentes para a roupa e loiça, bolachas, molho de tomates, papel prata /aderente/vegetal, papel higiénico, de cozinha, pensos higiénicos, tampões, 2 frascos de nutella (o único pedido que ele tinha feito!), leite condensado, pasta de dentes, e sei lá mais o quê.
Nem me atrevi a chegar perto da carne, peixe ou congelados tal era a confusão.
No fim, trouxe o equivalente a 203€, e só paguei 99€, porque ainda usei 3 vales de descontos (se é para poupar, é para poupar a valer!).
Se valeu a pena ter perdido 4 horas da minha vida naquela confusão?
Monetariamente sim.
Se voltava a fazer o mesmo?
Provavelmente sim, e até ia mais cedo.
Mas de preferência que não aconteça já amanhã que eu ainda estou a recuperar de ontem...
(e já estou tão arrependida de não ter trazido livros de culinária e aquelas formas de silicone que ando a namorar à tanto tempo e que nunca trago porque são sempre tão caras...)
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das loucuras
24 de abril de 2012
mentes perversas
Cenário: sábado á noite, jantar em casa de amigo solteiro, 6 adultos já bem regados, decidem jogar Party para animar a coisa. O jogos que arrancou mais gargalhadas foi o das palavras proibidas, em que um dos jogadores vai dizendo coisas para que outro jogador acerte numa palavra especifica, mas o primeiro jogador está proibido de dizer certas e determinadas palavras que sejam semelhantes á que se pretende.
Primeira situação:
Jogador UM (que por acaso era gaja): Ora bem, tás a ver o Kamasutra?
Jogador DOIS (que também era gaja): Sim sim.
Jogador UM: então pronto, qual é a posição mais básica básica de todas?
Jogador DOIS: 69!
(a palavra que se procurava era Missionário)
Segunda situação:
Jogador UM (gajo): ora bem, é um conjunto de jovens adultos...
Jogador DOIS e TRÊS interrompem imediatamente (gajos, pois tá claro): Orgia!!!!!!
(a palavra que se procurava era Escuteiros)
O mundo está perdido...
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dos amigos
23 de abril de 2012
branquelas é aquela que:
- mesmo colocando factor 50 duas vezes ao dia, e que toda a gente goza com ela por estar sempre a colocar creme, ainda assim apanha escaldão nas costas.
- que numa manhã para lá de nublada em que não se via uma pontinha de sol em lado nenhum, vai dar um passeio de 1h de barco, e quando chega á noite é que repara que tem um super mega hiper escaldão novamente nas costas.
- que quando vê fotografias do fim das férias, e em que pensa que já está super morena, quando vê outras pessoas ao lado é que se apercebe que afinal continua branca que nem uma lula.
enfim...
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do outro lado do equador
20 de abril de 2012
toda a noite que eu chego em casa, a barata da vizinha está na minha cama!
Ao fim de uma semana em terras africanas, ele ainda não tinha visto nenhuma barata do tamanho de bola de berlim, por isso começou a dizer que eu andei a fazer publicidade enganosa. Até que um dia estavamos sentados no sofá e ele começou a sentir qualquer coisa na perna. E reparou que tinha o quê? Uma barata a subir-lhe pela perna acima, pois tá claro!
Barata essa que correu pelo sofá, comigo aos gritinhos do outro lado do sofá, e fugiu sala fora à velociade da luz, para se ir esconder debaixo do aparador da sala.
Depois desse dia, todos os dias encontravamos pelo menos 2 baratas em casa, fora as que matamos na rua á noite. Todas claro, tamanho king size.
Publicidade enganosa uma ova!
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do outro lado do equador
abaixo do equador, parte 3
aconteceu tudo de mau:
- faltou a água durante 2 dias ( que não faltava desde Novembro)
- faltou a luz durante um dia inteiro (que não faltava desde Dezembro, e ainda bem que existem geradores!)
- cada vez há mais baratas e maiores (e o que eu odeio baratas!)
- calor, muito calor (e viva os ares condicionados!)
- o trânsito é de uma confusão infernal que é impossível descrever, só mesmo estando lá e vendo as infracções que aquela gente faz para acreditar.
- para além de os candongeiros serem cada vez mais e conduzissem cada vez pior, há cada vez mais motinhas, que se metem por todo o lado, incluindo sentidos contrários, passeios, passadeiras e tudo o resto por onde puderem ir.
- as estradas têm cada vez mais buracos, ou melhor, existe um bocadinho de estrada á volta dos buracos.
- os policias, quando os há, é para mandar parar brancos ou candongueiros, para ganharem a sua dose diária de "gasosa" (por outras palavras, suborno).
- tudo continua para lá de caro (um panhaché custa 900 kuanzas, o equivalente a 8 euros, porque é 500kuanzas de uma cerveja importada + 400 kuanzas de um gasosa).
- compra-se um carro novo numa sexta-feira, e enquanto acima do equador a preocupação principal é "onde vamos dar uma volta para experimentar o carro novo", abaixo do equador a preocupação principal é "chumbar" os retrovisores e piscas à carroçaria do carro, para impedir que sejam roubados. Quando se demora uns dias a mais a fazer isso, é certo e sabido que os ditos desaparecem. No nosso caso, os retrovisores demoraram só uma semana a desaparecerem do carro novo.
- ir passar o fim-de-semana da Páscoa ao Lobito/Benguela, e combinar ficar em casa de familiares que vivem lá, que nos emprestavam a casa porque eles próprios iam passar o fim-de-semana fora. Mas depois de fazer 600km, chegousse á porta de casa e a empregada tinha trancado portas que não eram suposto estarem fechadas, por isso não se conseguiu entrar em casa e teve que se descobrir um hotel á ultima da hora, numa cidade super cheia de gente que decidiu toda ir passar o fim-de-semana a Benguela. Acabou-se por se descobrir hotel, mas claro, mais caro que um qualquer hotel 5 estrelas em algumas capitais europeias, mas claro, com menos de metade das comodidades.
- em dia de Páscoa uma pessoa vai á praia e fica contente por não estar quase ninguém. Mas acaba o dia numa clínica local a pagar uma pequena fortuna, porque ele decidiu correr atrás de dois "locais" que tinham acabado de roubar o saco de praia de mommy dear. E correr de chinelos não dá muito jeito, por isso o ele acabou por se espatifar no alcatrão, arranhando joelhos, cotovelos e arrancando uma unha do pé. Foi sangue por todo o lado, dois "locais" ganharam uma toalha de praia e um bronzeador, ele ganhou uma razão para dizer que nunca jamais irá para lá trabalhar e férias lá só talvez daqui a dois anos, e eu ganhei um susto de morte e a vontade de voltar o mais rapidamente para cima do equador.
mas também aconteceu tudo de bom:
- descobriu-se que o vizinho de cima é simpático (ou ignorante...) e tem a sua internet wireless sem password... portanto todo e qualquer gato pingado se pode pendurar na net do vizinho á pala. Obviamente que fiz isso durante duas semanas, o que permitiu continuar ligada ao mundo...
- as praias continuam lindas e maravilhosas, a água super quente e cristalina, e passa-se horas dentro de água sem correr o risco de hipotermia.
- fora de Luanda encontram-se paisagem fantásticas, tudo é "grande e vasto", o céu continua de um azul único e os pôr-de-sol são de se tirar o fôlego.
- a fruta tropical continua do melhor que há, e as mangas são de se babar.
- a coca-cola angola é diferente, tem muito menos gás e açúcar, e eu bebi mais coca-cola em duas semanas do que no resto do ano todo.
- ir passar o fim-de-semana ao Mussulo tornou-se paragem obrigatória, e andar de barco, aquelas praias, aquela água e aquelas paisagens, fazem esquecer a cidade caótica que está mesmo em frente.
- reencontrou-se amigos dos bons, e conheceu-se amigos novos, gente gira, fashion, divertida, e mais que hospitaleiros, que nos levaram a sítios giros e fashion que nos fizeram esquecer que estávamos abaixo do equador. Ok, também me fizeram guiar à noite, um carro sem direcção assistida e sem piscas por sítios por onde eu nunca tinha ido, por estradas onde andam gajos escuros vestidos de escuro em motinhas sem luzes, a dar instruções tipo "na rotunda viras na segunda", mas afinal a segunda já era fora da rotunda, mas se consegui conduzir ali e sobreviver e não matar alguém, estou pronta para a Fórmula 1! No fim ficou a sensação de pena por ser pouco o tempo que passamos juntos, e claro, uma inveja tremenda por não poder assistir aquele que vai ser O casamento/evento social do ano por aquelas bandas (miss Feijão, quero fotos, muitas fotosss!!!!).
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do outro lado do equador
cala-te e dorme!
Eu gosto muito de criancinhas, eu gosto mesmooo muitooo de criancinhas, sou aquela pessoa que assim que vê um bébé a meio quilometro de distância se derrete toda e mete o seu sorriso maternal numero 34, mas....
.... fazer um voo de 7h30 durante a noite, no fim de uma semana louca de trabalho, num avião pra lá de cheio, e em que 1/3 dos passageiros são criancinhas com idades abaixo dos 5 anos, que se recusam a dormir por tudo e por nada, que passam metade da noite a gritar com birra de sono, e quando finalmente todas se calam e uma pessoa tenta dormir o sacana do piloto decide anunciar em altos berros que vamos passar uma zona de turbulência, por isso metam os cintos de segurança, isto ás 4h30 da manhã, claro que tudo o que é criancinha acorda e volta a berrar o resto da noite toda...
... é nestas alturas que eu digo "as pu**as das criancinhas" e filhos jamais!
(e depois vejo mais uma bébé pequenino e passa-me tudo)
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do outro lado do equador
de volta á civilização
Depois de duas semanas em terras africanas, a visitar os papis pela terceira vez, a única coisa que eu posso dizer é: gosto tanto, mas tanto, mas TANTO de viver acima do equador!
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do outro lado do equador
30 de março de 2012
problemática da época contemporânea
Isto é tãooooo bom!
(a culpa é dele, que quis comprar, e agora sou eu que não consigo para de comer isto... ás colheradas!)
(a culpa é dele, que quis comprar, e agora sou eu que não consigo para de comer isto... ás colheradas!)
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dos devaneios
de viver a dois
Ele leva a roupa toda dele no trolley de cabine, o que equivale a 8kg de roupa.
Eu levo a minha roupa toda numa mala grande de porão, o que equivale a 20kg de roupa (e também levo os produtos de casa-de-banho, e os 5 protectores solares, e os sapatos dos dois!)
update à necessidade de um camião TIR
Coube tudo e mais alguma coisa nas malas.
Inclusive os 10 pares de sapatos.
E tudo dentro do limite de peso.
Só tenho pena das pessoas que tiverem que acartar com as malas.
Inclusive os 10 pares de sapatos.
E tudo dentro do limite de peso.
Só tenho pena das pessoas que tiverem que acartar com as malas.
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do outro lado do equador
29 de março de 2012
Como perder peso rapidamente em 3 passos:
- tentar enfiar toneladas de coisas em apenas 3 miseras malas, sem ultrapassar os 70kg de peso máximo.
- Gerir uma equipa de designers na semana anterior a antes de ir de férias, e nos últimos dois dias receber mais trabalhos que no mês todo anterior (o que inclui receber e responder a um email a cada 10minutos).
- Andar a 1000 à hora, não comer nada de jeito e não dormir na noite anterior à viagem, para tentar deixar tudo pronto, e enfiar as coisas todas nas ditas malas.
Simples, não é?
(andava eu preocupada que ia fazer más figuras dentro de um bikini... prakê!?!?!)
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do outro lado do equador
precisa-se camião tir
Daqui a 24h vou estar a preparar-me para entrar num avião, para passado 8h aterrar abaixo do equador, em terras africanas, para visitar pela terceira vez a terra dos progenitores.
A problemática no entanto é a quantidade de coisas que mommy dear pediu á menina para levar, já que abaixo do equador ou não existe nada, ou é caro como o raio.
Portanto a lista inclui: uma iogurteira, camisas, t-shirts, um casaco, 5pares de sapatos, uma manta para a cama, papel prata, chocolate de culinárias, batatas fritas, mini-tostas, bacalhau, queijos, queijo da serra, uma capa para a tábua de engomar, uma capa para o colção, um colção insuflável, wc pato, tinta para o cabelo, desodorante, bolos, encharpes, placas de lasanha, escovas de dentes, frascos de alho em pó, palmilhas, tâmaras, sultanas, medicamentos, café nespresso, caldos knorr...
Como o gajo também vai desta vez (está a tremer por todos os lados, mas isso é uma outra história), temos direito a 70kg de bagagem de porão, mais 16kg de bagagem de mão. Se no entanto pensarmos que as coisinhas para mommy dear pesam "só" quase 50kg... sobram uns míseros 20kg para a minha roupa e a roupa dele.
Algo me diz que já não posso levar os 10 pares de sapatos que estava a pensar levar. Ou isso ou a iogurteira vai ter que ficar.
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do outro lado do equador
de outro lado (22)
(ou como eu decidi dar tempo ao tempo e calar o meu relógio biológico)
Por vezes vou lendo ou ouvindo pessoas por aí a questionarem-se : "será que devo ter filhos, será que a minha vida vai mudar muito? será que estou preparada(o)?" E a minha resposta a questões do tipo e por ordem de chegada é: só tu é que deverás saber, vai mudar muito, não, não estás preparada(o).
Na primeira semana após ter o meu filho em casa pensei para mim: ah...espera....isto agora vai ser sempre assim, certo? Tipo, isto não é uma experiência "a vida é bela" com prazo de validade....ah....pois....
Na verdade, e após 1 ano de experiência desta coisa fantástica que é a maternidade aquilo de que mais sinto falta é da minha liberdade. Aquela liberdade egoísta sabem, aquela que nos permite fazer aquilo que nos apetece, às horas que bem entendemos. Tenho saudades de num fim de tarde decidir ir sair com o meu rapaz, sem hora para voltar, de ver um filme do princípio ao fim, de pouco me preocupar com sopinhas e papinhas e frutinhas.
Aquilo que sempre vos disseram, pessoas que não têm filhos, de que não é fácil, sugiro-vos um exercício: ampliem essa frase na vossa cabeça ao máximo e talvez consigam entender melhor do que vos falam. Comigo foi assim, sempre me disseram isso, mas é certo que também não é fácil um primeiro dia num emprego, arrancar um dente, fazer um exame na escola, sendo assim era essa a interpretação que eu fazia dessa frase. Não ia ser fácil. Ok.
Nesta fase do texto, parece-me bem e cliché quanto baste, falar-vos das compensações. Essas de que tantos falam. De como é bom ver um sorriso dos filhos, um abraço deles, de vê-los bem e felizes. Do amor sem tamanho que se sente por estes seres pequeninos...etc...etc...etc...
Mas depois acontece algo como o que acabou de acontecer neste exacto momento em que escrevo isto....o pequenino mandou (mais uma vez) a chucha para o chão, fora as outras 78 vezes que o fez ao longo deste dia. Fora as outras coisas que atirou para o chão, fora as birrinhas que vai fazendo, fora a diarreia de ontem em que tivemos de o limpar de alto a baixo (sim...as previsões das viroses e o caneco que iria apanhar na creche deram certo, obrigada), fora a dificuldade que tem em adormecer, fora as noites mal dormidas...fora...fora...fora....
E atenção que estamos a falar de uma criança que de um modo geral nem dá muito trabalho, aguenta-se perfeitamente a brincar sozinho durante algum tempo e não chateia ninguém. Isto porque ouço histórias de algumas que são de puxar os cabelos!
Há algum tempo em conversa com uma amiga acerca deste assunto, em que ela contava o desespero de um casal amigo com um recém nascido, dizia-me ela: "Mas eles achavam o quê? Que iam ter um boneco?" Pergunta que também a mim já me fizeram (e o que eu gosto que me digam isto nem vos passa).
Ninguém pensa que vai ter um boneco, óbvio, ninguém é burro ao ponto de achar que não vai dar trabalho, o problema é que só conseguimos ter uma noção clara da realidade depois de vivermos a experiência. Ponto. E é natural que, principalmente nos primeiros meses, os pais fiquem à beira de um colapso de nervos, é normal, de repente notam que a vida mudou, deu uma volta completa.
Ser mãe é uma coisa fantástica. Juro! Assim como acredito que seja para o pai. Voltando aos clichés concordo plenamente quando se diz que não existe sentimento igual. Mas aqui é um pouco como no jogo, pagar para ver, e vocês, pessoas sem filhos, por muito que leiam e escutem a vossa experiência será única e irrepetível. Vossa! Já imaginaram a magia disto? ;)
daqui
daqui
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de outro lado
quando a menina da cidade vai passar o fim-de-semana ao campo
Passa dois dias a amassar pão caseiro, a coze-lo em forno de lenha; a fazer dúzias e dúzias de biscoitos de bicarbonato de sódio que cozem em 3 minutos em forno de lenha; mais dois pudins de ovos e mega uma baba de camelo. Pelo meio ainda leva uma abada a jogar bowling, dá uma abada a jogar flipers, e é apresentada a meia aldeia à saida da missa de domingo.
Dói-me o braço de tanto esforço.
quando o passado nos volta para nos morder nos calcanhar
Karma is a bitch.
And you can run, but you cannot hide...
And you can run, but you cannot hide...
But there was no sound, there was only me and my disgrace
"Wolf" by First Aid Kit
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das músicas
14 de março de 2012
da falta de valores
3 histórias que nada têm haver, mas que tudo têm em comum:
1.
A minha avó Maria está a ficar velhota. De dia para dia os anos começam a pesar-lhe verdadeiramente, as quatro hérnias que tem nas costas não a ajudam nada na sua movimentação diária, o ligeiro Parkison que já afecta só veio piorar as coisas, e desde que o marido de 53 anos de casamento faleceu já faz 3 anos, ela nunca mais foi a mesma, e a alegria que a caracterizava à muito que já não está tão viva quanto antes.
Chegou verdadeiramente a hora de tomar a decisão se ela continuava a trabalhar umas horinhas como costureira numa associação (mais para se enterter do que outra coisa qualquer), ou se ficava em casa. Ela negava, dizia que estava óptima (teimosa que só visto), mas era mais que notório o seu desgaste.
Até que a semana passada o impensável aconteceu: a minha avó Maria ia a andar devagarinho na rua, deu-lhe qualquer coisa que ainda hoje estamos para perceber bem o que foi, e caiu literalmente redonda no chão. Ainda consegui recuperar, mas no espaço de 200m, caiu quatro vezes. E nas quatro vezes teve que se levantar sozinha, porque embora passasem carros, táxis, pessoas, ninguem se dignou a ajudar uma senhora de idade que estava caida no chão. Só depois de ela começar a chamar alto por alguém, é que um taxista de uma praça de táxis próxima se mexeu e abandonou o seu árduo posto de trabalho e a ajudou. Escusado será dizer que neste momento a minha avó tem medo de andar sózinha na rua, e desde a semana passada nunca mais foi trabalhar. Porque ninguem a ajudou e ela sente-se desamparada.
2.
Sábado à noite fui com um grupo de amigos ver um espectáculo de comédia que decorreu no Tivoli. Era um espectáculo grátis, patrocinado por uma grande empresa farmaceutica, e em que ainda faziam um donativo para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
No final da hora e meia de espectáculo (Pedro Tochas no seu melhor!), quando estavan todos os 1000 espectadores a sairem do Tivoli, estava um sem-abrigo a tentar vender a revista Cais na multidão. E das 1000 pessoas que passaram, e que tinham acabado de ver um espectáculo de comédia grátis, e que ainda contribuiram para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, apenas um casal de jovens parou e comprou a revista. Uma única revista vendida num universo de 1000 pessoas.
3.
No último mês, mudei de lado da barreira e estive eu a tirar um curso sobre como fazer sites. Sim, é o que eu tenho feito nos últimos anos no meu emprego a tempo inteiro, mas faltava-me organizar as bases sobre HTML e CSS e um programinha que faz milagres que é o Dreamweaver, e como a empresa até patrocina formação, bora lá tirar o curso.
E das 5 pessoas que estavam a tirar o curso, eu era verdadeiramente aquela que tinha mais noção do mundo da internet que existe lá fora. Os outros quatro eram dois estudantes de artes que tinham acabado de sair da faculdade, e como lá ninguem ensina ninguém a mexer num computador, bora lá tirar um curso de como fazer sites.
Os outros dois eram miudos de outras áreas quaisquer, em que lhes disseram que fazer sites dava dinheiro/era giro, por isso bora lá tirar um cursinho.
E ao final de 15h, em que eu consegui apanhar a matéria porque afinal até já sei bem mais do que aquilo que eu própria pensava, os restantes quatro apanhavam completamente do ar, mas no entanto estavam com os olhinhos a brilhar porque o formador lhes dizia que ele próprio levava €3000 por fazer um site (como se no mercado de hoje em dia isso fosse possível, mas tá bem...).
No final do curso, sairam quatro alminhas a pensar que sabiam fazer sites sem terem uma única noção de design ou de usabilidade, sem saberem bem o que é um servidor, um dominio ou um backoffice. Principalmente o rapaz, que já falava que tinha um cliente para um restaurante de marisco, e que lhe ia cobrar pelos menos €500 por cada página. E que seria o cliente que lhe iria dar o PSD já com o design todo feito (sim sim, um cliente saber o que quer e enviar qualquer coisa de jeito, que anedota), e isto vindo de um miudo que depois de 15h de um curso de HTLM e CSS, ainda não sabia criar um ficheiro de CSS e não sabia bem a diferença entre uma Class e um ID (para quem não percebe, é o equivalente a ele no final de um curso de culinária dizer que vai abrir um restaurante gourmet de 5 estrelas Michellin, mas no entanto ainda não sabe como se liga o forno ou se estrela um ovo...).
O mundo está perdido.
Existe uma falta de valores assustadora. Todos querem tudo, aqui e agora, neste preciso instante. Já ninguem olha para o lado, já ninguem se preocupa com o próximo. Já ninguem trabalha para alcançar algo, acham que tudo lhes cai do céu e que com os minimos olimpicos vão ter direito a fama e fortuna.
Mais que uma crise económica, existe uma crise de valores.
E eu não sei qual das duas é verdadeiramente pior.
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vale a pena pensar nisto
After the rain comes sun After the sun comes rain again
Smoke City - Underwater Love
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das músicas
5 de março de 2012
doses moderadas
Tenho certas pessoas na minha vida que as considero "amigas", mas que apenas as posso ter em doses pequenas e moderas na minha vida.
Pouco tempo de cada vez, assim muito de vez em quando.
Porquê?
Porque embora quando esteja com elas, para quem vê de fora, parecemos super hiper mega amigas, aqui dentro as coisas passam-se de maneira diferente, e eu saio sempre de ao pé delas com um nó na garganta e um peso no estômago.
A A. é um exemplo. Grande amigas na faculdades, íamos para todo o lado, eu passava quase mais tempo em casa dela do que na minha. Mas sempre houve da minha parte a sensação de que para ela, eu nunca era suficientemente boa. Os anos passaram, e acabamos até por comprar casa no mesmo bairro. E eu sempre com aquela sensação de que era sempre menos do que deveria ser.
Até que voltas da vida nos levaram a não falar tanto, todos os dias... e eu acabei por fazer um esforço para que esses dias se transformassem em semanas, meses e anos.
Acabaram por se passar dois anos desde a última vez que falamos, até que agora nos voltamos a reencontrar. Voltamos a falar muito, voltamos a parecer enormes amigos para quem vê de fora, mas aquela sensação estranha continua sempre cá.
Mas agora já sei como lidar com a coisa: doses pequenas e espaçadas. Até que um dia, talvez, haja de novo um corte dos grandes.
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dos amigos
2 de março de 2012
A real human being, and a real hero
College feat. Electric Youth - A Real Hero
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das músicas
1 de março de 2012
reflexos
Eu sinto-me um mini-baleia-cachalote, com uma barriga super flácida, um rabo que quase que serve de prateleira para livros, e uns "love-handles" aqui de lado que me irritam como tudo (comer que nem uma desalmada e não fazer exercício absolutamente nenhum no último ano inteiro dá nisto).
No entanto, hoje de manhã consegui entrar nas minhas calças de "magra". Aquelas que todas as mulheres têm e sabem que se entram dentro de elas, é porque estão "no ponto".
É verdade que ainda estão um pouco apertadas, mas consigo respirar dentro delas e não se sinto a rebentar por todos os lados.
Algo me diz que a ideia que tenho de mim própria está um bocado alterada. Ou isso, ou tenho que arranjar umas novas calças de "magra".
28 de fevereiro de 2012
21 de fevereiro de 2012
o que queres ser quando fores grande?
No outro dia, em conversa com uma amiga (fui conhecer uma casa gira com um vizinho giro como vista da sala), chegamos ambas à mesma conclusão: não nos sentimos adultas.
Eu já passei dos 30 e ela para lá caminha, já temos casa própria, empregos estáveis e responsabilidades das grandes. Em teoria já somos adultas... mas não nos sentimos adultas.
Acho que ainda estou à espera do dia em que vou acordar e o espirito da "adultice" baixe sobre mim, em que eu vire uma pessoa séria e cinzenta, uma pessoa sisuda e nada sorridente, super responsável e refectida. O dia em que eu começe a vestir fatos escuros às riscas com saia travada, e a usar sapatinhos clássicos de verniz. Porque é essa a ideia que temos de o que é ser "adulto".
E se ser adulto afinal não é nada disto?
E se ser adulto é continuar a querer divertir-se, a vestir calças de ganga e tenis. É gostar de t-shirts coloridas com desenhos estranhos. É ter casa e ter as responsabilidades que vêm por ter casa, mas é ter uma casa com paredes laranjas e verdes alface, e uma cama de rede pendurada na varanda. É gostar de sair à noite e de estar com os amigos. É gostar de viajar. É largar tudo por amor e viajar para o outro lado do mundo só para se estar com a pessoa que se gosta. É ter que estar o dia todo no trabalho a fazer trabalho "de macaco", mas ao mesmo tempo estar a ouvir as mesma músicas que ouviamos quando eramos adolescentes em altos berros nos phones. É querer ter filhos e vestir-lhes pijamas do Star Wars. É chegar ao Carnaval e ser pai e filho vestido de big-Dark Vader e mini-Dark Vader. É ir com os filhos mais crescidos a concertos e leva-los ás cavalitas. É tantas outras coisas que fazíamos quando "eramos mais novos".
Ser adulto não é ser cinzento. Ser adulto é aquilo que nós quisermos que seja. E ser adulto pode ainda ser bem mais colorido do que quando fomos adolescentes.
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vale a pena pensar nisto
da masterchef que existe em mim
Eu fico mais fascinada/excitada/entusiasmada/feliz e contente na zona gourmet do Continente do que numa sapataria.
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da cozinha
de viver a dois
Ele faz anos, e eu sou uma desnaturada e não lhe ofereço nada, porque por falta de tempo, de ideias e com "medo" de não lhe dar a prenda perfeita, acabo por não dar nada.
Ele troca-me as voltas e trás-me um enorme ramo de flores, mais um conjunto colar+brincos na minha cor favorita (o azul c. como uma amiga já lhe chama...), para celebrar o dia dos namorados, que é no dia logo aseguir aos anos dele.
Decididamente, ele é a melhor metade de nós dois.
algo me diz que deixou sequelas e das grandes
Ainda hoje, quase dois meses depois, me doí o joelho esquerdo da queda que dei no final de Dezembro...
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sem saber bem o que escrever
há filhos e enteados...
Sim, hoje é terça de Carnaval, e eu estou a trabalhar...
E eu que precisava tanto de um dia quieta a vegetar no sofá... ou então a passear por ai e a expairecer as vistas...
15 de fevereiro de 2012
25 de janeiro de 2012
Para aquelas amigas que ligaram, enviaram email, enviaram sms´s e falaram comigo no msn
Tenho saúde, tenho família e amigos, tenho um emprego "estável" com oportunidades de crescer e evoluir, tenho um tecto para me proteger, tenho alguém que me ama ao meu lado.
Então porque não estou bem?
Por não gosto de mim. Porque não acredito em mim. Porque não acredito no meu trabalho. Porque não acredito que o meu trabalho tem qualidade. Porque sou especialista em sabotar o meu próprio sucesso. Porque desisto á mínima contra partida, porque perdi a minha garra, a minha sede de procura de conhecimento. Porque virei uma coisa amorfa e fraca.
Porque embirrei que não sei desenhar coisas para web. Que só gosto de papel. Mas depois tenho oportunidade de fazer coisas para papel, e também não as faço.
Porque enquanto as coisas são em tom de brincadeira, tudo corre bem, assim que começa a ficar sério, fujo, ignoro, empurro com a barriga para frente, tapo o sol com a peneira, à espera que a coisa se auto-resolva e desapareça para eu não ter que lidar com isso.
Porque sou expert em me sabotar, não perco uma oportunidade para resolver os problemas dos outros e ignoro os meus. Porque não sei dizer que não. Porque sou uma excelente actriz e sei-me vender muito bem, mas depois de bem espremido, o que sai cá de dentro é nada. Porque acabo por desiludir os outros, e principalmente a mim mesma.
Porque nunca acredito que vai correr bem, porque vejo sempre o copo meio vazio, o lado errado da coisa.
E o pior que tudo?
Porque quando olho para os sonhos que fiz lá atrás, não era nada disto que imaginava para mim.
E a culpa é da vida. E minha. Porque não gosto da minha vida. Mas também não consigo fazer nada para a mudar.
(there, the cat is out of the box...)
PS: E sim, já ando a tentar mudar coisas. Já tenho ajuda profissional. Já tenho um namorado querido em pânico. Já tenho colegas e amigos preocupados. Mas nem isso me faz conseguir andar para frente e parar de sentir que quero chorar a toda a hora e todo o instante.
eu devia era estar a dormir
Natalie Merchant - Leave Your Sleep - If No One Ever Marries Me
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das músicas
loucura é
São quase 3h da manhã, estou a morrer de sono e só me apetece é ir deitar-me.
Mas em vez disso estou a beber um red-bull, para ver se consigo abrir a pestana e ter ideias fantabulásticas.
Isto porque um cliente lembrou-se ás 9h30 da noite de hoje que queria para amanhã de manhã "várias maquetes" de um Citroen C3 decorado.
E ainda tenho que dar uns toques no layout do site do mesmo cliente, e nos cartões pessoais também.Tudo para amanhã, claro.
E eu que hoje até tinha uma encomenda de um bolo para fazer (algo que agora só faço mesmo por pedido muito especial)...
Mas porque é que eu me meto nestas coisas?
Porque é que não segui o meu primeiro instinto à 4 meses atrás e não disse que não a esta coisa de aturar clientes?!?!?
eu quero a minha cama...
Mas em vez disso estou a beber um red-bull, para ver se consigo abrir a pestana e ter ideias fantabulásticas.
Isto porque um cliente lembrou-se ás 9h30 da noite de hoje que queria para amanhã de manhã "várias maquetes" de um Citroen C3 decorado.
E ainda tenho que dar uns toques no layout do site do mesmo cliente, e nos cartões pessoais também.Tudo para amanhã, claro.
E eu que hoje até tinha uma encomenda de um bolo para fazer (algo que agora só faço mesmo por pedido muito especial)...
Mas porque é que eu me meto nestas coisas?
Porque é que não segui o meu primeiro instinto à 4 meses atrás e não disse que não a esta coisa de aturar clientes?!?!?
eu quero a minha cama...
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a dar em doida
24 de janeiro de 2012
só faço é merda
Odeio-me tanto neste momento, que se desaparecesse da face da terra neste instante, estaria a fazer um enorme favor à humanidade.
11 de janeiro de 2012
de viver a dois
Se eu dormir sozinha, de manhã a cama parece que lhe passou um furacão, e os lençóis estão todos revirados, há almofadas no chão, e só falta mesmo eu acordar com os pés para a cabeceira e a cabeça no fundo da cama.
Se ele dormir sozinho, de manhã a cama parece que não dormiu lá ninguém, com os lençóis praticamente no mesmo sitio, esticadinhos e direitinhos.
9 de janeiro de 2012
da (falta de) crise
Aproveitei a hora do almoço para ir á Zara do Saldanha trocar uma blusa que me tinham oferecido no Natal (blusa gira, mas no tamanho errado)
E mal entrei na loja, mal podia acreditar no que os meus olhos viam: loja para além de cheia de gente, roupa por todo o lado amontoada em modo pior que feira, e pelo menos uma fila de 20 mulheres em cada uma das duas caixas para pagar, e cada uma levava entre duas a três peças de roupa.
Bem sei que estamos em época de saldos, mas mesmo assim, não é suposto estarmos em crise? Em contenção? A cortar nos excessos e a poupar?
Sério que não compreendo...
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vale a pena pensar nisto
4 de janeiro de 2012
Karma é lixado...
Dizer assim baixinho, que ainda faltam 2 dias para o ano terminar...
E contrariamente o que é normal por estas épocas do ano, não estou doente/constipada/uma carrispana do caraças, nem tenho nenhum torcicolo ou mau jeito em nenhuma parte do corpo...
Duas horas depois de escrever este texto, e de o ter deixado nos rascunhos para o publicar quando o chegasse a casa, dei uma queda daquelas de plantar uma figueira e ver estrelas e passarinhos á vonta da cabeça. A queda foi tal, que hoje passado uma semana ainda tenho uma nódoa negra do tamanho da Austrália no joelho esquerdo, crostas por todo o lado, e o pulso direito e esquerdo a queixarem-se quando faço certos e determinados movimentos.
E contrariamente o que é normal por estas épocas do ano, não estou doente/constipada/uma carrispana do caraças, nem tenho nenhum torcicolo ou mau jeito em nenhuma parte do corpo...
Duas horas depois de escrever este texto, e de o ter deixado nos rascunhos para o publicar quando o chegasse a casa, dei uma queda daquelas de plantar uma figueira e ver estrelas e passarinhos á vonta da cabeça. A queda foi tal, que hoje passado uma semana ainda tenho uma nódoa negra do tamanho da Austrália no joelho esquerdo, crostas por todo o lado, e o pulso direito e esquerdo a queixarem-se quando faço certos e determinados movimentos.
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sem saber bem o que escrever
de viver a dois
Uma pessoa encontra alguém.
Uma pessoa começa a namorar com alguém.
Uma pessoa está feliz com alguém.
Uma pessoa começa a viver com alguém.
Uma pessoa apresenta alguém à família.
Uma pessoa começa automaticamente a ouvir comentários da família sobre casamentos e filhos.
Desde quando é que pelo facto de ter alguém, e estar a viver com alguém, e estar feliz com alguém, é logo obrigatório casar e ter filhos?
Cambada de apressados....
ocupada a viver
Se nos anos anteriores publiquei exactamente o mesmo numero de posts, este último ano o numero desceu para quase metade, e praticamente todos arrancados a ferros para verem o a luz do dia.
Se antes escrevia sobre tudo e sobre nada, agora tenho que fazer um esforço e quase uma obrigação para escrever.
Como as coisas mudam...
Se antes escrevia sobre tudo e sobre nada, agora tenho que fazer um esforço e quase uma obrigação para escrever.
Como as coisas mudam...
de tempos muito longínquos
Há muitos, muitos, muitos anos atrás, eu era uma grande maluca e até saia bastante para a night. A rotina era sempre a mesma: 4a feira Ladys Night no W, 6a feira Ladys Night no Docks, e sábado nos Templários para ver Hi5.
E lembro-me que de todas as noites que sai, uma ficou-me na memória: naquele ano os feriados do 1 e do 8 de Dezembro calharam ambos a uma 5a feira, por isso na noite da 4a feira anterior o W estava à pinha. Não cabia mais uma vivalma lá dentro, o ambiente era quente, abafado, sensual, electrizante, inesquecível.
Lembro-me que o numa das pontas da pista de dança do W havia uma pequena plataforma, onde costumavam estar duas meninas em trajes menores a bambolearem-se (e sim, em tempos aureos muito idos, também eu estive lá em cima a dançar...).
Mas naquela noite, no meio daquela gente toda, subiu ao palco um dos Drag Queens do saudoso Alcântara Mar. Um homem super alto, cabeça rapada, com tatuagens tribais nas pernas, braços e até na nunca. Vestia uns mini calções de cabedal e um corpete. E umas botas de plataforma com uma altura de fazer inveja á Lady Gaga. E dançou esta música como ninguém.
E eu vivi aquela noite como se fosse a última.
(a meio da noite, no meio daquele mar de gente, passam por mim duas caras super conhecidas: Will.I.Am e Taboo, dos Black Eyed Peas que no dia seguinte iam dar um concerto na capital. Concerto esse que por acaso também fui. Concerto esse para o qual me tinham oferecido bilhete para o backstage e onde pude conhecer toda a banda. Concerto esse onde ganhei um CD autografado por todos os elementos da banda...)
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