8 de junho de 2009

aos bocados

Depois de mais de um ano a ameaçar que precisava de atenção (ando sem luz no farol do lado esquerdo à quase 2 anos), a minha nave está parada à 3 semanas, por falta de bateria.
E com uma negligência nunca vem só, depois de quase dois anos a ameaçar que partia e não partia, no sábado finalmente partiu.
E o que é que partiu?
O manipulo da torneira da banheira, que indica se a água é para sair por baixo pela torneira, ou por cima pelo chuveiro.
Agora, e a muito custo, só sai água para baixo, para a torneira.

Digamos que tomar banho todos os dias tornou-se uma bela de uma aventura.

Preciso de ganhar o Euromilhões.
Rapidamente.
Ou isso ou assaltar um banco.

5 de junho de 2009

precaução 2

Precaução é ir á casa-de-banho, ver o chão molhado, porque a senhora da limpeza teve a lavar o chão, lembrar-me muito rapidamente do que aconteceu da última vez que encontrei alguém a lavar um chão, dar meia volta, e andar meio edifício só para ir a outra casa-de-banho.

Só mesmo naquela....

precaução 1

Não aguentei estar mais em casa, e voltei ao trabalho.
Mas sem antes tomar as devidas precauções, e vir munida da almofada mais fofinha que encontrei lá por casa, e dois sacos cheios de gelo.
E claro que fui gozada por todos e mais alguns.
Principalmente quando na reunião semanal de ponto de situação da coisa, levei a minha almofadinha.
Ao menos, comi um super enormesco fantásticamente saboroso profiterole, que foi feito e enviado de propósito prá equipa.

Ai as saudades que eu já tinha disto... :P

4 de junho de 2009

in repeat mode

Ando a ouvir:
  • o novo álbum ao vivo dos Coldplay, que eles disponibilizaram no seu site gratuitamente.
  • o novo álbum dos Muse, Haarp, também ao vivo. É uma semi-preparação para o concerto que eles vão dar no Pavilhão Atlântico, no próximo dia
  • o novo álbum dos Dave Matthews Band, esse sim a ser vir de grande preparação para o concerto que eles vão dar no Oeiras Alive, no dia. E este, eu não vou perder por nada deste mundo!

mais do mesmo

Sim, continuo deitada em casa.
Sim, continuo cheia de dores.
Sim, ainda não me consigo sentar.
Sim, também me custa a andar.
Sim, estou farta de estar quieta. Já sei que isto é tipo umas férias forçadas, mas o facto de estar fechada em casa com dores, não ajuda muito ao sentimento.
E para ajudar à coisa, as enfermeiras do centro de saúde são umas carniceiras, e agora doí-me o rabo em três sítios diferentes, á conta das injecções que já levei. A de hoje até me prendeu a perna! e sai sangue tipo cascata... só de me lembrar que ainda faltam mais três injecções , até me arrepio toda!!
E hoje não aguentei, e tive de ir à farmácia pedir mais qualquer coisa para as dores "preciso de drogas!!", foi o que disse à farmacêutica. Acho que ela percebeu pela minha cara que eu estava mesmo desesperada...

Detesto estar doente, detesto sentir-me inútil, detesto ver o tempo a passar e eu a ter a sensação que o estou a desperdiçar.

detesto isto...

3 de junho de 2009

do dia pós trauma

Afinal, continuo em casa, deitada no sofá, de rabo para o ar, com gelo em cima do dito.
De manhã quando acordei, acho que ainda tinha mais dores do que ontem, e só o facto de atravessar a rua para ir ao centro de saúde levar a segunda dose de injecções, foi um verdadeiro suplicio.
Acabei por desistir da ideia de ir trabalhar, só de pensar que tinha de ficar o dia todo sentada... era impossível.
Confesso que pela primeira vez nestes 3 dias, vieram-me as lágrimas aos olhos por causa das dores.

Então cá estou eu no sofá.
A tentar trabalhar deitada, com o pc á frente, entre ver emails e desenhar blogs.

E claro, a ouvir a retroescavadora que está mesmo por baixo da minha janela, a arranjar o buraco feito pelos senhores da EPAL o ano passado, e que por ali continua aberto. Ah, e claro, o berbequim do vizinho do lado, que hoje decidiu pendurar tudo o que é quadro lá em casa.

Ao menos a enfermeira que me atendeu hoje, não foi tão carniceira como a de ontem, e quase que não me doeu nada a injecção, ao contrário da de ontem, que ainda me doí comócaraças.

Volto a perguntar, o que é que me falta mesmo acontecer?

2 de junho de 2009

o meu rabo, a cera pró chão, e a vizinha de cima

E o que é que estas três coisas tão estranhas têm em comum??!??!
Todas elas entraram em sintonia na segunda-feira de manhã, e por causa disso, estou neste momento em casa, deitada no sofá, de rabo para o ar, com um saco de gelo em cima do dito.
E porquê?
Segunda-feira, 9h30 da manhã, euzinha sai de casa, a caminho do trabalho.
Como todas as segundas-feiras, euzinha encontra a vizinha de cima, que está a lavar as escadas.
Da porta da mansão de euzinha, até à rua, são três lanços de escadas, cada um com seis degraus.
Vizinha de cima encontra-se no primeiro patamar, e grita para euzinha para ter cuidado com as escadas, que estão lavadas. "menina, puxe as calças para cima para não se sujar, tenha cuidado".
Euzinha pensa "a vizinha deve ter lavado as escadas com lixívia, pronto, tá bem, bora lá segurar nas calças!".
Euzinha olha para as escadas, molhadas, segura nas calças e dá um passo em frente.
Euzinha "voa" literalmente pelas escadas abaixo, batendo em todos os 12 degraus com o rabo, antes de "aterrar" no segundo patamar, mesmo em cima da vizinha lavadoura de escadas, que estava cá em baixo aos berros a dizer para eu ter cuidado.
Dores, muitas.
Rabo a latejar, muito.
Vizinha pega em euzinha, "ai menina que já se partiu toda, ai menina que já sujou as calças todas!".
Euzinha vê tudo a andar à roda, mas pelo menos sente-se inteira, mais ou menos.
Vizinha grita"ai as suas calças!".
Euzinha só pergunta "mas lavou as escadas com lixívia?"
Vizinha volta a gritar "ai as suas calças!"
Euzinha pergunta de novo "mas é lixívia?"
Vizinha lá responde "não, é cera!"

Ou seja, euzinha tinha acabado de "voar" dois lances de escadas de madeira, batendo em cada um dos seus 12 degraus com o rabo, todos devidamente encerados com cera.

Euzinha consegue-se soltar a vizinha enceradora de escadas, e ir para o trabalho.

Claro que lhe doia tudo.
Claro que nem se conseguia aguentar sentada.
Claro que os colegas gozaram o prato quando euzinha lhes conta a historia, e com as trocas e voltas que euzinha tem que fazer para se conseguir levantar da cadeira.

Três da tarde, euzinha não se aguenta mais com dores de costas (ok, é verdade, as dores são é no rabo!!), e vai até ao centro de saúde.
Quatro da tarde, euzinha é reencaminhada para o hospital.
Cinco da tarde, euzinha entra no hospital.
Euzinha é logo atendida (espanto!), faz imediatamente três RX (espanto!), é de novo vista por um médico ortopedista (espanto!), fica descansada porque não tem nada partido, apenas tudo muito dorido (aqui sem espanto nenhum).
Médico pergunta a euzinha "tem alguma coisa contra injecções??!?!?"
Euzinha torce o nariz, mas que remédio, venham elas.
Tratamento: seis injecções de um relaxante muscular e um anti-inflamatório.
Seis da tarde, uma hora depois de ter entrado no hospital, euzinha está a caminho de casa (mega-espanto!).
Terça de manhã, euzinha não se consegue sentar nem em sonhos, andar é complicado, estar deitada é mais ou menos.
Euzinha vai ao centro de saúde, onde enfermeira nada simpática e com dotes carniceiros lhe espeta uma agulha, no rabo claro (espanto!), e lhe envia meio litro de liquido para dentro do mesmo.

Resumo da coisa: dói-me tudo e mais alguma coisa, tenho o rabo feito num oito, doí-me o coccix da mega queda que dei, mais a bochecha por causa da enfermeira carniceira e a sua injecção. Só de saber que vou ter que levar mais cinco, até me arrepio.
Não me consigo sentar, andar é com dificuldade, claro que hoje não fui trabalhar e eu com tanto trabalho em atraso.

Agora a pergunta é: será que não há nada que não me aconteça nesta p**a de vida??!!??!!?


da famelga

Ás vezes, e infelizmente não são poucas, dá-me vontade de mandar a famelga ás urtigas, de esquecer que eles existem, de mandar três ou quatro berros bem mandados, e de lhes chamar à atenção para coisas que eles conseguem ver, mas que no fundo não querem ver.
E depois eu é que tenho mau feitio, eu é que sou a refilona, eu é que grito, eu é que sou a má pessoa.

E sinceramente, estou a começar a ficar bem fartinha desta história.

29 de maio de 2009

frase da semana

A programação está para mim, como o óleo de fígado de bacalhau está para o resto do mundo: toda a gente sabe que faz bem, mas ninguém gosta de tomar...


Pá, não gosto, nunca vou gostar, não quero saber, não me chama, não me interessa, não suporto, não, não e não!
E sim, que remédio, vou ter que aprender...

vontadinha nenhuma

Entre um projecto que não tenho a mínima vontade de o fazer (mais um jornalista armado em carapau de corrida, que o que merecia era dois berros a ver se acordava prá vida!); um projecto de moda que se correr bem, vai ser uma bomba; e um projecto que fui eu que o fui desencantar, sobre um recente devaneio adolescente, o qual claro, meti a barra muito alto, e agora nem sei por onde começar... não me apetece é fazer nada!

Na realidade, o que eu queria mesmo era estar numa espreguiçadeira á beira mar, a ler um livro, e a desfrutar deste belo calor.


(e eu que nem a depilação tenho feita para usar uma saianha... gaja sofre!)

post de merda, literalmente

Trabalho numa grande empresa, num dos pisos de um grande edifício, onde trabalha muita gente.
E essa gente toda, a dada altura do dia, como comuns mortais que são, têm que ir ao WC, fazer as suas necessidades mais básicas.

Até aqui, tudo bem... acho....

Então porque é que eu quando vou á casa de banho, encontro as casas de banho em estado mais que nojento? E porque carga de água as pessoas não puxam o autoclismo depois de fazer o que têm as fazer?!?! Será que que dá muito trabalho? E pior, será que em casa delas também não o fazem?!?!?!

Cambada de porcas, pá!

energia, precisa-se!

Pela primeira na sua existência de 4 anos na minha posse, a minha bela nave deixou-me apeada. A bateria deixou de ter energia, e o meu meio de transporte predilecto deixou de funcionar.
Na realidade a culpa é minha.
Já raramente ando com ela, á uma vez por semana quando é preciso ir ao hipermercado abastecer o frigorífico.
Já anda pitosga do lado esquerdo á mais de um ano...
Faz uns barulhos estranhos que eu fingo que não oiço...
E já não me lembro da ultima vez que ela foi devidamente limpa (na realidade, sei, mas até tenho vergonha de dizer).

Portanto, a minha nave está sem energia, e amanhã o gaijo vai tentar mudar a bateria por uma que a minha avó tinha perdida lá por casa, que o meu avô comprou á uns 3 anos, e nunca chegou a usar.

Algo me diz que vou continuar sem nave durante mais algum tempo.

E logo este sábado que era dia de ir abastecer o frigorífico...

das coisas amorosas

Gosto de ouvir quando um colega de trabalho se refere à sua mulher como "a minha mais que tudo".

27 de maio de 2009

e uma sensação de absorção, mas ao contrário

Hoje de manhã sai disparada de casa.
E entre trazer a lancheira com o almoço, levar o saco do lixo, o casaco, a mala, os óculos de sol e o livro para se ler para segunda vez no autocarro, algo tinha de ficar para trás.

Ficou o telemóvel.

Um dia inteiro sem telemóvel.

É uma liberdade da qual me tinha esquecido de sentir à muito tempo...

25 de maio de 2009

ser, todos os dias, um bocadinho mais forte



O Fortuna - Carmina Burana - Carl Orff

pelos vistos, o "para sempre", é para ficar



Dave Matthews Band - Crash Into me

de outro lado (12)

Esperar pelo Amor

Falar de amor não é fácil. Sobretudo para quem nada entende de amor. Como eu. Digo e repito isto vezes sem fim, porque é de facto isso que penso, que sinto. Se eu entendesse de amor era feliz no amor. Vivia-o em pleno e não em saudade. Olhava para ele e sorria, em vez de tantas vezes deixar cair lágrimas parvas e melancólicas por me lembrar vezes sem fim daquela pessoa especial que vive em mim, mas geograficamente distante e emocionalmente longe...

Outras pessoas conheci depois dele, do special one (que não é o Mourinho) e esses foram e serão sempre os outros, como na música dos Kid Abelha. Que me perdoem por esta confissão... Porque é mesmo assim. Porque é uma paixão que não passa, uma paixão que se alimenta de saudades, de sonhos, de ilusões que eu permito (e quero) que continue a ser o meu padrão de referência quando se fala em amor para a vida. O meu Mr. Big. Sem dúvida nenhuma.

Porque aquele é o amor que eu queria para a vida inteira. O que me faz suspirar há tanto e tanto tempo depois de o ter conhecido. É aquele que me faz acreditar que há pessoas fascinantes, que há pessoas mais fascinantes que outras que também são fascinantes, mas não tanto. É aquele que me faz ver todos os dias que menos é mais, muito mais. Que me faz amar a simplicidade, que me faz acreditar que é mais doce e vive melhor aquele que vive um dia de cada vez, do que aquele que quer tudo hoje ou nunca mais.

E eu... eu com ele aprendi a esperar. Porque quero. Porque quero muito. Vale a pena esperar? Não sei... mas acredito que um dia, o dia chega. Como está escrito nos pacotinhos de açucar da Nicola.
E isto é o amor. E do amor tudo se pode esperar, porque com ele tudo, mas mesmo-mesmo tudo, é possível. Um dia.

via às nove no meu blog.

22 de maio de 2009

dá-me música

Jem - It's Amazing

21 de maio de 2009

cores e mais cores

E os 45 minutos sobre cor passaram a voar, e nem eu sei muito bem como, consegui condensar 6 horas de matéria. Na realidade, falei 59 minutos... mas ninguém deu conta de nada!

Entre cores, piadas, filmes com orgias e perguntas, a coisa lá se passou.

Da parte da tarde, as apresentações eram o tema mais falado no Twitter!

E para terminar o dia ouvir "A tua apresentação foi de alto nível, muito melhor do que muitas apresentações sobre Design que eu já vi lá fora!".

E eu fiquei sem saber muito bem o que responder...

se um dia, eu tiver um dia com metade disto, já fico feliz!



De chorar lágrimas, umas atrás das outras...