28 de setembro de 2011

olha a boía

  • entre uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 6a feira para matar saudades de uma amiga e meter a cusquice em dia
  • entre uma torta de Azeitão no domingo para matar saudades com o casal mais fotógrafo da margem sul mas de cima.
  • e entre mais uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 2a feira para celebrar em grande mais um aniversário de uma coleguinha fashion...


... não há cintura que resista, e a bóia á volta dela continua a alargar a olhos vistos (eu tou para ver como é que vou entrar nas minhas calças de inverno...)

20 de setembro de 2011

we got no money, but we got heart

WALK THE MOON - Anna Sun

15 de setembro de 2011

a essência do tempo

Cold mailman - Time is of the essence from André Chocron on Vimeo.

Cold mailman - Time is of the essence

14 de setembro de 2011

de preferência com sabor a limão


embutidos

Por muito que eu goste de crianças (e eu gosto), se descubro que mais uma amiga/conhecida/qualquer coisa ligeiramente ligada a mim, está grávida, acho que caio para o lado.

Mas a malta agora deixou de ter tv em casa? Anda tudo a poupar electricidade é?

a surpresa que se virou ao contrário


O ano passado, no dia 11 de Setembro, assisti ao meu 5º casamento. Por ser o casamento de uma amiga querida, juntei-me com mais outra maluca, e roubamos os noivinhos de cima do bolo de noiva, mesmo debaixo do nariz deles e sem perceberem nada.
Um ano depois, chegou a altura de devolver os noivinhos aos noivos, mas de maneira que eles não soubessem quem é que os tinha roubado.
Eu e a outra maluca soubemos que o casal iria passar o fim-de-semana do aniversário num hotel perto, por isso fizemos planeamos pedir na recepção que entregassem os noivinhos no quarto do casal, sem eles saberem quem é que é que tinha sido. Como eu estava envolvida na coisa, claro que tiveram que levar com bolo extra, para celebrarem de forma doce o seu primeiro aniversário de casamento (bolo de chocolate picante, com recheio de laranja e pimento. Muito HOT!).
Tudo arranjado, caixa com bolo entregue com os noivinhos na recepção do hotel sem qualquer identificação, recepcionista adorou a ideia, ajudou na surpresa... tudo corria ás 1000 maravilhas.
Apartir desse momento, tanto eu como a outra maluca estavamos à espera que o nosso telemóvel tocasse com uma noiva em semi-furia/semi-contente com a surpresa.

Dois dias depois, e nada de noticias.

 Maluca numero dois fala com o noivo assim de forma discreta, e pergunta como correram as coisas no hotel. Noivo não se descai. Maluca numero dois pergunta ao noivo se os noivinhos reapareceram. Noivo diz que não, não sabe de nada.

Eu começo a subir paredes porque penso que o hotel meteu água e perdeu o bolo e telefono para lá. E meto meio hotel á procura da outra metade para saber o que se passou. Toda a gente se lembra da caixa do bolo e juram a pés juntos que entregaram no quarto certo, às pessoas certas.

Quatro dias depois a pergunta permanece no ar: quem é que surpreendeu quem? Nós a eles porque lhes escondemos os noivinhos, ou eles a nós porque não se descaem?!!?!?

(só me lembro da frase célebre "eu sei que você sabe que eu sei que você sabe"...)

já não estou partida




Marcus Foster - I Was Broken

o bichano do vizinho, parte dois


Depois da aventura da semana passada que foi encontrar um bichano a meio do meu corredor, comecei a deixar a janela da cozinha fechada. No dia seguinte, falei com o vizinho a dizer o que se tinha passado, ele lá pediu imensas desculpas, e passou a deixar aberta uma janela bem mais longe da minha, a ver se o seu bichano deixava de ter os impulsos de vir visitar a minha casa (parte caricata da coisa, enquanto falava com o vizinho de janela para janela, estava o bichano a querer escapar-se dos braços dele para vir para dentro de minha casa. Bichano sem vergonha nenhuma).

Mas como o calor tem apertado por estes dias (raio do S. Pedro não se decide qual é a estação que estamos), voltei a abrir de novo um pouco a janela, deixando assim meio entalada. E como o vizinho agora só deixava aberta a janela mais longe, pensei que já não haveria mais visitas inesperadas...

Até que há dois dias, já passava bastante da 1h da manhã, estava eu ferrada a dormir e ele ainda a ler um livro. De repente ouve um estrondo na cozinha, seguido de um SHIUUUUUUSMIAUUUUUUUUUSHUIIIIII. Ele salta da cama a correr para a cozinha, eu acordo mais para lá do que para cá, e vou atrás dele. E o que encontramos? O belo do bichano, pendurado entre o corrimão e a corda da roupa, em equilíbrio precário, a tentar voltar para casa. Bichano olha para nós com ar "olha, fui apanhado outra vez!", e lá continua no seu equilíbrio precário a tentar chegar á janela que estava aberta mais ao fundo.
Ele começa a bater no janela do vizinho, que ainda tinha luz aquela hora, porque estavamos mesmo a ver que o bichano ainda ia parar ao quintal da vizinha de baixo, eu a rir-me que nem uma perdida de ver o equilibrismo do gato e a ver que ainda tínhamos que ir acordar a velhota do r/c á conta do bichano.
O vizinho lá abre a janela, apanha o bichano em flagrante, pede 1001 desculpas mais uma vez, pronto, janela fechada a sete chaves apartir de hoje.

Sim, porque o belo do bichano não estava a tentar entrar em minha casa, estava a sair, porque não teve vergonha nenhuma em entrar mesmo connosco acordados e a fazer barulho. E como é que chegamos a esta conclusão? Pelos vistos o bichano gosta do cadeirão que tenho na sala, e escolheu-o como o seu novo spot para fazer umas sestas. Mas como o cadeirão é preto e o gato amarelo, é fácil de perceber pelas marcas de patinhas e pêlo que encontramos no dia seguinte.

Pelos vistos agora á terça-feira é dia de bichano ir visitar a vizinha do lado. A ver vamos se para a semana repete a graçola.


7 de setembro de 2011

anda cá bichano, anda cá...


Ontem, depois de um convite de última hora para jantar (que são sem sombra da dúvida os melhores ), eu e ele entramos em casa já era tarde e más horas.
Eu dirijo-me á cozinha, ele para a sala e de repente oiço:
ele: Tens um gato dentro de casa.
eu: Tenho?!?!
ele: Sim tens...
Vou até á sala, e a meio do corredor encontro um bichano a olhar para nós com ar de quem tinha sido apanhado a fazer o que não devia...
eu: Olha pois tenho!

Mas que raio, de onde é que me apareceu o gato? Eu costumo deixar as janelas abertas, mas sempre com os estores para baixo. O gato era grande, bonito, olhos azuis lindos, com ar de gato de casa bem tratado...

Ok, toca de meter o gato fora de casa.

Eu abro a porta da rua e faço barreira de um lado do corredor, ele faz barreira do outro lado do corredor, e vai de enxotar...
Gato passa por mim como se não fosse nada com ele, corre pela cozinha fora, um pulo pela janela (a única que eu deixo verdadeiramente aberta e sem os estores para baixo), e entra pela casa da vizinha do lado adentro.

E de repente fez-se luz!

A vizinha do lado tem dois gatos, a janela da cozinha dela é mesmo ao lado da minha, eu já tinha visto os gatos dentro da casa dela, mas nunca me passou pela cabeça que fossem tão curiosos ao ponto de me entrarem pela casa adentro!
E depois de analisar bem a coisa, já há alguns dias que andava a notar certas coisas pequeninas fora do sitio, por isso pelos visto não foi a primeira visita do bichano.

Obviamente que hoje deixei a janela da cozinha fechada.

Raio do gato, cusco com tudo!

ó tempo, volta para trás

Decididamente estamos em época de reencontrar pessoas do passado mais do que longínquo.

Pessoas que pensava que não voltava a encontrar nesta encarnação, mas que até gostava de um dia saber se estão bem (e pelos vistos estão bem e é muito bom saber disso).

Pessoas que esperava nunca mais reencontrar porque não quero saber mesmo delas, mas afinal ali estão elas ao virar no meio de uma multidão (afinal era outra pessoa, mas possibilidade de ser quem eu pensava que era fez-me tremer de alto abaixo num primeiro minuto, parar e respirar fundo num segundo minuto, e até dar o passo em frente num terceiro minuto para ir dizer olá e confirmar que afinal não era quem eu pensava que era. E assim caiu por terra um dos maiores esqueletos, que afinal se transformou em pó e voou com o vento).

Pessoas que até não me importo de saber delas, e saber que mesmo há 12 anos atrás eu tinha olho para a coisa e tinha razão (e ele continua com ela...)

sou daquelas pessoas que quando descobre uma música nova, a ouve em repeat mode até se fartar



 The Romany Rye - Love Song

1 de setembro de 2011

um dia na terra

One Day on Earth - Motion Picture Trailer from One Day On Earth on Vimeo.

um dia destes chateio-me asério e mando todos para as urtigas

Pessoas que não têm noção do que exigem das outras. Que se esquecem que existe um mundo para alem do umbigo delas. Que se esquecem que existe sequer um mundo sem ser com elas. E que estão à espera que tudo o resto pare porque elas decidiram respirar. Pessoas que mandam e desmandam e esperam que os outros façam e desfaçam. Que querem, podem e mandam.

Pessoas que me chateiam, que me desiludem, que me entristecem, e que me dão raiva.

E que me magoam.

31 de agosto de 2011

e porque não há quatro sem cinco...

E mais um telefonema, vindo do nada.

Alguém que em tempos fez saltar borboletas na horizontal, mas que entretanto esvoaçaram para longe, deixando apenas uma amizade.

Agora está (de novo, olha que surpresa) solteiro, e vai de telefonar a quem?

A amizade cúmplice pode ainda estar (bem) viva, mas há pessoas que nunca mudam, e quem nasce macho men, é macho men até morrer.

24 de agosto de 2011

second chances

E de repente (e sem nada que o fizesse prever) no espaço de uma semana volto a reencontrar quatro pessoas que pensava que tinham ficado lá atrás, pelas mais variadas razões. Algumas o tempo fez com que houvesse um distanciamento, outras foi um bocadinho parte a parte, outras fui eu que simplesmente tomei a decisão de me afastar.

Agora cá estão de volta á minha vida, e eu sem saber muito bem o que fazer com elas.

(será que vale a pena interpretar como sinais? será que vale a pena dar segundas hipóteses?)

Precisam de ajuda?

Todos os dias ando de metro. Todos os dias entro numa das estações com mais movimento de toda a rede de metro, que por acaso até é bastante central e com bastantes hotéis á volta. E todos os dias vejo turistas com ar de desesperados a olharem para as máquinas de vender bilhetes, com ar de quem está a tentar comprar um bilhete e aquilo está a dar-lhes chouriços assados com brócolos.
E quando vejo que o ar de desesperado das pessoas é assim pró grande, ponho o meu maior sorriso 33 e pergunto "precisam de ajuda?".
Até agora já consegui salvar um casal de espanhóis de Cadiz, três norueguesas, uma família de suecos, e um casal de brasileiros que andavam a passear pela Europa durante 45 dias.
Com os espanhóis falei o meu espanholol macarrónico e com os suecos e as norueguesas aproveitei para desenferrujar o meu inglês (as norueguesas tinham chegado do Porto no dia anterior e tinham ficado surpresas por encontraram muito poucas pessoas a falarem inglês!)
O casal de brasileiros ficou tão grato por eu lhes explicar como tirar um singelo bilhete diário, que me disseram que se algum dia fosse ao Brasil, para os visitar que me faziam visita guiada. E ainda me deram a morada, o telefone e o email deles.

Qualquer dia viro guia turistica!

Praia precisa-se

O mês de Agosto está quase a terminar, e eu ainda não meti os pézinhos na praia nem uma única uma vez.
Desde que vim das áfricas, só fui uma única vez à praia, no feriado do 10 de Junho e já foi uma sorte.

Obviamente que estou outra vez em modo cor-de-lula-albina-branca-que-nem-cal.

mudei-me par ao polo norte e não dei conta

Trabalho no open space com mais umas 50 pessoas, em que 99% delas são gajos. Geeks mais propriamente. Que devem ter o termostato interno deles completamente virado ao contrário porque estamos a meio de Agosto e eu estou aqui a bater o dente.

Porquê?

Porque no openspace está mais frio do que dentro do meu frigorífico. Eu tenho que vir vestida de camisolas grossas e calças e tennis, porque se caiu na loucura de vir de saia e sandálias, é certo e sabido que vou passar o dia a tremer de frio.
Os gajos os gajos continuam alegremente de tshirt como se fosse nada com eles.
E se por acaso ainda caiu na tentação de desligar o ar condicionado, ainda fica tudo escandalizado porque "está um calor que não se pode!".
Sim, está calor, mas não deve ser noutra parte do país!

Acho que amanhã venho de gola alta...

18 de agosto de 2011

Cause, I built a home, for you, for me


The Cinematic Orchestra - To Build a Home