30 de abril de 2009

porcaria da febre dos fenos...

Tenho o nariz aos pulos com comichão, os olhos a arder, a garganta arranhada como se tivesse comido palha de aço, mas eu continuo a gritar bem alto...

EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

dos blogues maravilha

  • O meu vestido novo é giro que se farta. E com meias vermelhas, ainda mais giro fica.
  • Ser apresentada umas mil e uma vezes como "foi ela quem desenhou o blog!", mas ao menos receber alguns parabéns de volta.
  • Onde raio fica a Libéria? E porque é que alguem quereria ir para lá? Ainda por cima para trabalhar?
  • Uma pessoa fica super elegante com um copo de champanhe na mão. O problema é que eu até nem gosto muito de champanhe.
  • E shots de gelatina feitos com vodka, aquilo é uma bomba para o estômago. Comi metade de um, e já foi com muito esforço.
  • Afinal o mundo é redondo, está mais magro, mais continua parvo. E eu não lhe dei grande conversa. Mas recebi elogios por um trabalho que fiz em Novembro do ano passado. Chegaram tarde, mas ao menos chegaram.
  • Aterrar na cama, morta de sono, com um nariz aos pulos cheio de alergia, mas ao menos dormi agarradinha.
  • Gosto tanto que as semanas sejam mais curtas!

28 de abril de 2009

de como a idade não perdoa

Uma pessoa sabe que está a ficar a caminhar para a velhice a passos largos, quando tem que diminuir a resolução do monitor do computador, porque as letras estão demasiado pequenas, e já custam a ler comocaráças.

É o sindroma PDI a atacar em força.


Puta Da Idade...

27 de abril de 2009

compra, devolve e refila

Decidi comprar um mimo para dar ao gaijo.
Optei por uma carteira, que a dele já deu o que tinha a dar há muito tempo.
Ele é o típico gajo que tem dentro da carteira 350 cartões diferentes, todos os documentos e mais alguns que alguma vez precisou, e guarda todos os papeis do multibanco dos últimos 5 anos, por isso dá para imaginar que a carteira já está a gritar por reforma à algum tempo.
Aterrei num sábado à tarde numa grande superfície comercial, e dei por mim a perceber o quanto é complicado arranjar uma carteira para gajos.
Ou são de surf, ou são de pele e estupidamente caras, ou simplesmente não existem em lado nenhum.
Optei por uma de modelo mais "normalinho", um preço até bastante acessível, e comprada numa loja especializada em calçado. Avisaram-me logo que não faziam devoluções a dinheiro, caso a gajo não gostasse da carteira.
Como esse cenário nem se quer se punha (ai dele que não gostasse!), lá levei a carteira.

O gajo gostou.
O problema foi quando começamos a mudar as tralhas todas de uma carteira para outra.
Antes mesmo de chegar aos 350 cartões ou ao talões de todos os multibancos dos últimos 5 anos... o problema mesmo foi o BI.
E os documentos do carro.
Não cabiam, pura e simplesmente.
A carteira era demasiado pequena para colocar um simples BI.
Claro que peguei na carteira, e 2 horas depois de a comprar, lá estava na loja de novo, para devolver a dita.
Claro que me vieram com a história que não faziam trocas a dinheiro, e que me tinham avisado disso na compra.
Concordei que sim, tinha sido avisada, mas que ali não se tratava de um caso de ele não ter gostado da carteira, era um caso de a carteira simplesmente não funcionar!
Resposta do rapazito que estava a atender "pode sempre mudar o seu BI antigo para os novos Cartões Únicos, nesse caso já cabe!".
Nem lhe dei resposta...
Era um verdadeiro caso de quererem lixar o consumidor: não me devolviam o dinheiro, não me passavam um voucher com o valor da carteira para eu poder escolher mais tarde outro objecto, e só tinha 15 dias para devolver a carteira e tinha logo que escolher outro objecto. Se virmos que estávamos numa sapataria, e que qualquer par de sapatos era no mínimo o dobro daquilo que eu tinha dado pela carteira, não me estava nada a apetecer dar mais dinheiro por uma coisa que eu não queria (além de que, todos os sapatos não eram nada o meu estilo!).
Só depois de usar a palavra "legalmente", é que o senhor empregado, com o seu sorriso amarelo, me devolveu finalmente o dinheiro.
Entendi perfeitamente que a pessoa que estava á minha frente era um simples empregado a cumprir ordens de um gerente de loja, até disse que não me importava de voltar noutro dia para falar directamente com o gerente sobre esta troca, mas o empregado acabou por me devolver o dinheiro.

Outra pessoa tinha simplesmente aceite comprar um par de sapatos mais caros, mas infelizmente eu tenho o maior exemplo de mau feitio e de refilanço a trabalhar mesmo à minha frente, e como eu sabia que tinha razão, simplesmente defendi os meus direito.

Portanto já sei, prá próxima vez que comprar uma carteira, primeiro que tudo, ver se cabe alguma coisa lá dentro.
Ah, e claro, nunca mais comprar nada na Bata.

de um, passamos a dois

Duas margaritas, uma de morango e uma de limão, qual delas a melhor!
Uns cogumelos recheados para entrada.
Um frango com queijo derretido e uns camarões com molho de milho preto.
Um crepe com molho de carjeta dividido pelos dois (é de-li-ci-o-so!).
Isto tudo à luz de velas.
E com uma vista fantástica para rio.
Onde?
No restaurante mexicano mais giro cá da capital.
Pena foi ter de jantar ás 7h30 da tarde, mas quando saímos de lá ás 22h, havia uma fila de espera de 1h30.
E ainda dizem que não há dinheiro.

Parece que foi ontem, e no entanto já passaram 8 meses.
Como o tempo voa...

não é para me armar em boa...

mas já me aguento a fazer 5 voltinhas seguidas na salsa, sem cair para o lado.

Mais uns tempinhos, e já danço assim...




hihihihhi

sou uma fraca. gira, mas fraca!

Depois de dois meses de namoro, de muito pensar, de muito discutir comigo própria, de muito fazer contas e lutar contra mim....



... não consegui resistir mais, e este vestidinho da Desigual veio comigo para casa.

E hoje sou uma gaja bem mais feliz!

boa escrita

Sei que não sou a melhor pessoa escrever português.
Sei que dou constantemente erros ortográficos, mas há que distinguir entre dar erros de escrita (ao escrever uma palavra, trocar uma letra por outra, por estar a escrever rápido de mais por exemplo); dar erros de ortografia; e simplesmente não saber escrever correctamente português.
E esta última que me irrita particularmente.
Tal como aceder a certos sites, e ver erros atrás de erros (meus senhores, existe um corrector ortográfico por alguma razão!).
Ou então receber mails, em que a malta se quer armar em esperta, mas na realidade mais valia estar quieta.
Exemplo máximo da coisa

"Nota: Os flaiers é frente e verso".

E a tradução para português da frase acima é: "Nota, os folhetos são frente e verso."

Tão a ver porque é que me irrita, estão?

23 de abril de 2009

eu bem disse que andava prendada

Apresento o meu primeiro pão caseiro.
Feito por mim, claro.
E sem as modernices que são as máquinas do pão.
Foi mesmo amassado à mão (pouco, que a receita disse para não mexer muito!), feito no forno (a gás, que cá em casa não há forno de lenha), mas mesmo assim, a casa já está toda impestada com o cheirinho bom a pão quentinho.
Não cresceu muito, é verdade... mas está "muitabom"!


andei a jogar mikado

Há Inês, foi o esparguete que se espalhou por todo o lado.

No meu caso, troquem o esparguete por palitos.

O barulho eu imagino que seja semelhante.

O resultado, esse, de certeza que foi igual.

22 de abril de 2009

eu cá gosto da Euribor, gosto gosto!!

Acho que é a primeira vez que digo isto, mas eu até gosto muito do meu banco.
Mas é que gosto mesmo!
E porquê?
Porque recebi mais uma cartinha do dito a dizer que a minha prestação da casa vai descer outra vez. E assim descer em grande: 130 euros!!!

Ora portanto, fazendo contas com o que desceu em Fevereiro, com o que vai descer agora, é oficial, estou bem menos pobre do que no final do ano passado!

E se começar a pensar que em Agosto, devo receber outra cartinha igual a estas, posso começar a pensar que a corda que estava à volta do meu pescoço pelo menos já não está tão apertada!

Desce Euribor, desce! Desce, que eu assim gosto muito de ti!


rir rir rir

Decididamente, o mundo é redondo.

E dá com caaaaada volta.

Ui!!!

(pra semana vou rir a bom rir à conta de uma personagem. Ó se vou!)

21 de abril de 2009

O sonho que eu sonhei

Num mundo perfeito, eu tinha um emprego decente.
Assim com um ordenado jeitoso, com uma chefe fixolas, uma equipa simpática, com projectos desafiantes.
Num mundo perfeito, eu não tinha que pagar 159 euros de Segurança Social todos os meses, e tinha direito a subsidio de férias e a de Natal.
E quando recebesse o subsidio de férias, aproveitava para voltar à minha cidade preferida de NY, ou ia visitar o meu pai a Angola. Aproveitava e também ia visitar os meus primos à Namibia, e fazia uma daqueles safaris por África, com que sempre sonhei.
Com o subsidio de Natal, mesmo depois de mimar todos aqueles que merecem com uma prenda bem supimta, poupava um bocadinho para finalmente fazer obras na minha casa-de-banho, que está tanto a precisar. Ou pelo menos comprar uma torneira nova para a banheira, que é o caso assim mais urgente.
E colocava finalmente aquele papel de parede que eu quero ter tanto na parede da sala. E na parede do quarto.
Num mundo perfeito, eu conseguia ter tempo para fazer mais bijutarias. E para ter mais aulas de dança, que gosto tanto.
Num mundo perfeito, podia ir jantar fora sempre que me desse na real gana.
Num mundo perfeito podia entrar numa loja de roupa, e comprar aquele vestido que eu ando a namorar à tanto tempo.
Ou numa sapataria, e comprar aquelas sandálias que eu gosto.
Podia perder-me pelo Etsy, e comprar malas, e acessórios,
Num mundo perfeito, já tinha finalmente comparado uma máquina fotográfica.
E num mundo extra perfeito, dedicava-me quase a tempo inteiro a fazer bolos e sobremesas, e todas aquelas receitas que eu gosto tanto.

Mas não vivo num mundo perfeito.

Neste mundo imperfeito onde eu vivo, apenas sei que posso contar com o aqui e o agora.
Não tenho um emprego estável, não tenho subsidio de férias nem de Natal. Nem seguro de saúde.
Mas tenho uma chefe fixolas, uma equipa supimpa e trabalhos aliciantes (ás vezes não são assim tão aliciantes, mas o saldo é positivo), e é isso que me faz levantar todos os dias com um até grande sorriso.
A segurança social "rouba-me" 159 euros todos os meses. Para eu ter direito a um sistema de saúde da treta. E para não ter direito a subsidio de desemprego caso "algo corra mal". E para quase de certeza absoluta não ter direito a uma reforma decente daqui a 35 anos quando for altura de me reformar. Já por nem falar que nem filhos posso pensar em ter... porque nem direito a baixa de maternidade eu tenho.

Neste mundo imperfeito, são poucos os dias que posso ir jantar fora. E mais raros os dias em que vou almoçar com os meus colegas. Trazer almoço de casa fica bem mais barato. E até mais saudável.
Há dois anos que não tenho máquina fotográfica. E ainda vão faltar muitos mais ate voltar a ter uma.
Neste mundo real, a casa-de-banho continua por arranjar, a torneira vai ter que continuar remendada e as paredes despidas, há espera de papel.
Viajar ou ter férias é uma realidade tal longínqua como Marte. Ou até um pouco mais além disso.

O mundo perfeito/sonhado versus o mundo real.

Dizem que somos aquilos fazemos, e não aquilo que temos.

Eu faço muito. Mas tenho muito pouco.

E este não é, decididamente, o sonho com que sonhei que iria ser a minha vida.

(e estou a ficar cansada... muito cansada...)

é da hora, só pode!

Paga uma pessoa um balúrdio de euros para ter cinquenta e tal canais de TV Cabo, e ando aqui à mais de meia hora à procura de alguma coisa de jeito, para parar finalmente no canal das televendas.

E pode ser do avançado da hora, ou do estado de desespero tal, mas aquela máquina maravilha que transforma qualquer pneuzinho numa montanha rochosa, até começa a parecer bastante interessante!

da neura

E o que me dá para fazer numa segunda-feira à noite, quando se tem uma dor de cabeça que vai daqui até Marte, porque passamos o dia todo a olhar para um pc a fazer coisinhas da treta?

Cozinhar, claro!

Sai uns hamburgers no forno com molho de cogumelos, uma sopa de cenoura, corgette e alface, e uma base de pão, que vai ser posta em prática amanhã!

20 de abril de 2009

já faltou mais para este dia chegar

Um dia destes largo estas baboseiras do design, e do conjugar cores, e que fontes é que ficam bem com o quê, e dedico-me à minha verdadeira paixão, que é cozinhar bolos, sobremesas e coisas boas.
Quanto mais estranhas e complicadas melhor.
Bolachas, suflés, tartes, pão, folar, doces de colher, é preciso ir ao fornor, fritar, cozer, manirar, dá trabalho, é preciso bater e afins = eu gosto.

Hoje apaixonei-me por este conjunto de cozinha semi-profissional.
O facto de ser cor-de-rosa, também ajuda bastante.
E pode vir com todos os acessórios e mais alguns.
O de fazer raviolis para mim, é a maior tentação...
Claro que o preço é estupidamente alto.

Um dia destes deixo tudo o que me dá dor de cabeça.
E dedico-me aquilo que me dá prazer.

Já faltou mais para esse dia chegar...

detesto, detesto, DE-TES-TO!

Não tenho paciência para clientes que mudam de ideias conforme muda a hora do dia.
E principalmente de uma gaja que tem um blog chamado "tudo ao molho e fé em deus", que primeiro queria flores de fundo e cores e tudo e mais alguma coisa, mas agora decidiu que quer um aspecto "clean e simples, de fácil apreensão!".
Ó minha senhora, a menina tem pelo menos 30 links de cada lado do blog, mais fotos e textos e tudo e mais alguma coisa... e quer algo simples?
Comece por organizar mas é os seus gostos, e deixe-me em paz!

Isto calha-me com cada um...

16 de abril de 2009

notas soltas

  • Estou cansada de grávidas. E espero que a gravides não seja tipo vírus, e que se pegue, porque à minha volta é só grávidas (ou mesmo "grávidos!).
  • faz-me confusão que uma gaja instruída, despachada, super atleta, passe 10 anos da vida dela a passear-se de país em país, só porque o namorado dela quer andar a estudar até mais não. Foi curso na Itália, foi estágio na Alemanha, foi Mestrado na Suécia, foi doutoramento em Amesterdão, é conferência em S. Francisco. Por um lado é óptimo, dá para viajar por todo o lado. Por outro lado, faz-me confusão que ela não decida viver "a vida dela", em vez de andar atrás do gajo. Agora, confessa-me via MSN (porque está na Holanda a viver como gajo), que está grávida de 15 semanas. Pergunto-lhe se foi programado ou acidente. "Foi as duas coisas", responde-me. E eu sem continuar a perceber aquela relação...
  • Não consigo perceber como é que alguém, nos dias de hoje, engravida por "ups! estou grávida!". Estamos no século XXI, existes preservativos, pílulas, pílula do dia seguinte ou mesmo o aborto (claro que estes dois últimos é mesmo para utilizar em casos mais extremistas), por isso faz-me confusão que um rapaz de 33 anos decida assumir um filho de uma rapariga com quem "anda" à muito pouco tempo. Pouco tempo é o mesmo que dizer que nenhum dos seus amigos sabiam da existência de tal personagem. Mas pronto, existe, está grávida e ele vai assumir. Talvez sejam os 33 anos a bater em força.
  • Não entendo porque é que quando uma mulher fica grávida, parece que vira doença. Qual o melhor carrinho para comprar, a criança ainda nem nasceu e já anda a ver infantários, quais roupinhas que devemos comprar, já agora, que universidade é que a criança deve frequentar! Gajas, estamos grávidas, não estamos retardadas! Existe vida para além de um filho!
  • é por estas e por outras que eu acho que vou ficar solteirona e tiazoca. Daquelas que mimam os sobrinhos até mais não. Mas que quanto eles choram, recambia-os logo para os respectivos pais.
  • Haja paciência!

15 de abril de 2009

história de vida

Nunca, nunca, mas NUNCA julgar uma prenda pela caixa.

Ás vezes saem-nos surpresas de lá de dentro que nos deixam completamente de boca aberta.

(ainda estou completamente arrepiada...)