19 de julho de 2011

Brincar com a vida dos outros

Odeio ter que pedinchar pelo dinheiro que me devem. Odeio mandar emails a pedir o que me devem e não receber respostas. Odeio telefonar e enviar sms´s e ser ignorada. Odeio finalmente conseguir apanhar alguém responsável ao telefone e ouvir lá atrás a voz do responsável principal "diz-lhe que não estou cá!". Odeio que me façam promessas e que não as cumpram. Odeio que me dêem como desculpa que a situação económica está má, para eu ter paciência, quando eu própria estou a passar uma situação económica má e a ficar sem paciência pela falta de respeito deles...

Odeio que me tentem lixar a vida com "contractos" que de bons só têm o papel onde foram impressos. Odeio ter que pedir que decidam se querem continuar a dar-me emprego ou não, depois de 3 anos de trabalho prestados. Odeio ter que pedir que decidam quanto é que vale o meu trabalho em euros. Odeio ter negociar a minha vida com outros. Odeio ter que esperar por emails que podem decidir o meu futuro. E odeio ainda mais que a pessoa que é suposto mandar esse email tenha ido de férias sem sequer se dignar em dar novidades, principalmente porque ela também é parte interessada no negócio.

A isto se chama brincar com a vida das pessoas.
E eu odeio que neste momento estejam a brincar com a minha, e eu nada poder fazer para a resolver se não esperar.
E desesperar.

do programa da comida que já estreou

Depois de ter aparecido 2 segundos no trailer, mais 5 segundos no primeiro episódio e ainda mais 5 segundos no segundo episódio, a conclusão a que chego é:
  • a televisão engorda assim pró bués. É que nem ter ido com um vestido preto ajudou! Parecia uma baleia/cachalote/bisonte/elefante e pronto.
  • a televisão faz crescer o cabelo. Eu só pus um bocadinho de espuma para ficar com uns quantos caracóis, mas afinal parecia que tinha uma enorme cabeleira afro!
  • não sou gira o suficiente para aparecer em primeiro plano, mas dou uma excelente actriz secundária!

(eu foi olhar para todos os lados, eu foi agarrar-me a outros gajos e a desejar-lhes Parabéns porque passaram, eu foi emprestar arroz a gajos que se esqueceram de levar metade das compras...)

13 de julho de 2011

agora é sushi a toda a hora!



Vi o video, adorei e já tenho o meu!

das datas

Faz hoje 4 anos que assinei uma catrefada de papeis e no fim recebi um pequeno molho de chaves, e a casa das paredes azuis passou a ser oficialmente minha.

Falta um mês para ficar, outra vez, um pouco mais velha.

Fez no indico deste mês 3 anos que estou a trabalhar na empresa dos verdinhos.
E pode ser que esta semana, as coisas mudem assim pró drasticamente.

que me sirva de lição

Na altura da faculdade, já lá vão uns valentes anos, abriu mesmo em frente á dita um daqueles restaurantes de fast-food que a malta adora: um Macdonalds.
Á primeira vista a oportunidade parecia maravilhosa, mas depois de uns quantos meses em que ás 8h da manhã já a faculdade toda estava inundade com o cheiro de batatas-fritas, o entusiasmo passou todo.

O enjoo por esse tipo de hamburguers foi tanto que passados 10 anos, muito mas mesmo muito raramente voltei a esse restaurante de fast food. E se voltava, acabava sempre por me arrepender.

Tal com na 2a feira passada, em que para fazer companhia a um casal e os seus 3 filhos, lá fui eu de novo arrastada ao Macdonalds.

Depois de mais de 20m á procura da coisa mais saudável que eu podia comer ali sem ser as saladas, que isso já tinha provado e também não tinha corrido bem a experiência, decidi-me por um taco de carne de vaca grelhada, com queijo e salada, acompanhado por batatas fritas que vinham no menu.

Á primeira dentada no taco, arrependi-me logo da escolha.

A carne de vaca grelhada era na realidade um hamburguer extra-esturricado, o queijo era uma mistela laranja semi-derretida com aspecto de cola, e a salada era cebola crua com um molho de vinagre extra-forte. E as batatas fritas estavam frias, a nadar em sal, e com o sabor de uma sola de sapato (não que eu alguma vez tenha comido uma sola de sapato, mas imagino que seja esse o sabor!).

Metade do taco ficou por comer, se comi 2 batatas foi muito, e só bebi o sumo todo porque era de pacote e de uma marca que eu já conhecia e gosto.

Há que referir que passei o resto da noite com o raio do taco a subir e a descer no estômago, e completamente arrependida de ter largado €5 no raio do jantar.

Mas se eu já tinha a certeza que não ia gostar daquilo, porque é que eu ainda fui comer?

Que me sirva de lição: Macdonlds nunca mais!

é só para avisar que fui que ganhei o eurobilhas

Na realidade foram €3.91, o equivalente ao último prémio, mas foi a primeira vez que ganhei alguma coisa ao jogo.

Nada mal!

12 de julho de 2011

ou vai ou racha

Amanhã por esta hora, ou a minha vida deu uma volta de 180º e metade dos meus problemas se vão resolver, ou então vai continuar tudo na mesma ou ainda pior, e corto os pulsos aseguir.

Esperemos por desenvolvimentos do próximos capitulos.

8 de julho de 2011

2 segundos de fama

Estreia finalmente amanhã, ás 21h, na RTP1.




E eu pareço no trailer durante 2 segundos no meio daquele stress todo, sem saber literalmente para que lado me virar.

6 de julho de 2011

é já hoje à noite



Amanhã não sei como é que vou conseguir falar, mas isso agora não interessa nada...

28 de junho de 2011

já começou a preparação pré-concerto


Coldplay - Charlie Brown

Quando a esperança é a última a morrer

Ontem li a noticia, literalmente "voei" para a Fnac mais próxima, e sai de lá com um sorriso de orelha a orelha.

Próxima quarta-feira, eu vou lá estar, para o meu terceiro concerto de Coldplay.

Me in happy mode!

coisas sem nexo

  • fui "chefe" durante uma semana. Adorei e odiei. Não quero repetir a experiência nos próximos tempos.
  • sobrevivi a passar a ponte Vasco da Gama em bicicleta. A pior parte foi mesmo o ataque dos mosquitos e o rabo que agora dói ao sentar.
  • voltei a ter que pedinchar que me paguem o que me devem. Odeio esta sensação de estar a ser enganada á força toda. Um dia destes bate-me o mau feitio a valer, e saio porta fora com um computador Mac debaixo do braço, como paga do que me devem.
  • Passou-se 4 dias na terra dele, a conhecer pela primeira vez a família toda e mais alguma. Se em outras alturas esta situação tinha deixado qualquer um á beira de um ataque de nervos, desta vez pareceu a coisa mais simples e natural do mundo. A menina da cidade foi á aldeia, onde andou encavalitada em cima de cerejeiras a apanhar cerejas (e a comê-las directamente da origem), amassou pão que cozeu em forno de lenha, aprendeu a fazer molotof, fez 6 litros de leite-creme, cavou batatas, apanhou coelhos e correu atrás de galinhas. Pelo caminho ganhou mais duas sobrinhas emprestadas e saiu oficialmente com o titulo de "nora".
  • Quando uma má acção nossa é consequência de uma má acção de outra pessoa em relação a nós, será que a nossa acção ainda se pode considerar uma má acção? (como a história se repete)
  • Chegou ao fim a era da ocupante do quarto do meio. Entre uma bimba matilde, vegetais e fruta da quinta, rebuçados de Madrid sem açúcar, revistas de moda e óculos de sol, vernizes de todas as cores e cremes hidratantes de maracujá, conheci a pessoa com os horários mais trocados de sempre. E um sorriso contagiante. E quem diria que do outro lado de um computador estaria alguém que um dia iria morar comigo?
  • voltou-se ao mundo da dança, sete meses depois de ter desaparecido em combate. No entanto, chegar rapidamente á conclusão que certas coisas (más) nunca mudam: as mesmas conversas de me***a, a mesma t-shirt manhosa, o mesmo ar presunçoso, as mesmas promessas vazias. Decididamente vou continuar desaparecida em combate.
  • a morte voltou a bater á porta. Desta vez foi na porta ao lado, mas foi uma porta muito próxima. Agora é continuar a viver e valorizar aqueles que ainda cá estão.
  • como um simples palavra pode alterar toda e qualquer a perspectiva que temos de um mundo: Parkinson.
  • e por fim, quando as coisas batem certas, assusta ainda mais do que quando corre tudo mal.

20 de junho de 2011

direcções opostas, opiniões opostas



Union Of Knives - Opposite Direction

17 de junho de 2011

Pedido à nação

Procura-se alma caridosa que tenha um bilhete a mais para o Optimus Oeiras Alive, para o dia dos Coldplay. Em troca oferece-se euros ou serviço de bolos vitalício...

Anyone?!?!?!

31 de maio de 2011

cabe o meu amor


A banda mais bonita da cidade - Oração


esta é a ultima oração
para salvar seu coração
coração não é tão simples quanto pensa
nele cabe o que não cabe na despensa
cabe o meu amor
cabem três vidas inteiras
cabe uma penteadeira
cabe nós dois
cabe até o meu amor

no dia em que fiquei no top 100

Foi um dia longo, stressante, super quente, mas que passou a correr.

O dia em que entrei num estúdio de televisão pela primeira vez, e que fiquei na frente de câmaras, em que coloquei o meu melhor sorriso, em que apoiei desconhecidos nos seus sonhos, tais como eles me apoiaram a mim.
O dia em que o facto de ter levado meia casa atrás deu os seus frutos e emprestei arroz a alguém que lhe salvou o seu prato.
O dia em que uma estrela de televisão viu as fotos dos meus bolos e adorou.
O dia em que fotos dos meus bolos foram gravadas para um dia aparecerem na televisão.

O dia em que lutei contra um forno eléctrico e uma placa de indução, e perdi a batalha (meu rico fogão a gás!).
O dia em que fui um pouco ambiciosa com o prato que levei, e que não correu muito bem (Abóbora gratinada recheada com camarão, tamboril e molho de coco, acompanhada com arroz basmati aromatizado com limão, anis e cardamomo, e salada de verdes).
A abóbora não cozinhou, falhei nos temperos e o tempo passou demasiado a correr. Depois como isto é televisão, as gravações da sala dos júris estavam atrasadas, e a minha comida ainda ficou uma hora á espera de ser provada, o que ainda aumentou o desastre da coisa.

Em três júris, recebi três nãos. Falhei nos temperos e o tamboril e o camarão estavam demasiado cozidos. Mas gostaram muito da minha energia e louraram a minha ambição em levar um prato complexo de sabores.
E ainda recebi um convite para ir visitar a cozinha profissional de um dos júris, e passar uma semana com ele, para ver como as coisas funcionam.

Sai de cabeça erguida, de sorriso nos lábios, e com a alma mais que cheia.

Desta aventura levo grandes lições de culinária, levo os meus horizontes mais abertos, e percebi que ainda tenho um longo caminho pela frente de aprendizagem. Tenho que cozinhar mais, tenho que desenvolver o meu palato, tenho que investigar mais, tenho que me aventurar mais.

E só por isso, o saldo foi mais que positivo!

PS: e percebi que tenho um grande grupo de amigos que me apoiou desde o primeiro minuto. E que só por isso, me encheu o coração.

27 de maio de 2011

estou aqui a hiperventilar

São quase duas da manhã, e em vez de estar no meu sono de beleza, estou com o coração aos pulos e o estômago a dar voltas.

Porquê?

Porque manhã, ás 8h da manhã, vou participar num dos castings finais do programa da comida.
Em frente a câmaras de televisão, vou ter que executar um prato em 50m, e depois tenho 10m para impressionar um painel de três júris do mais alto gabarito. Um prato que infelizmente não tive tempo para treinar, embora já o tenha feito anteriormente.
Sim, vou mesmo à campeã, como me disseram...

Desejem-me sorte, muita sorte... porque m***a eu acho que já vou fazer!

20 de maio de 2011

caiu, partiu-se, caiu


Margarida Pinto - Apontamento

18 de maio de 2011

do programa da comida

Dizem que me inscrevi via site num domingo à tarde.
Dizem que recebi um telefonema terça-feira de manhã, a dizer que tinha sido seleccionada para o casting na semana seguinte, e que tinha que levar um prato principal de comida frio para um chef provar.
Dizem que passei a semana toda com os nervos a flor da pele, a devorar livros de culinária atrás de livros, até finalmente ter decidido que receita fazer.
Dizem que passei o fim-de-semana todo a cozinhar.
Dizem que na segunda-feira fui ao casting, que o chef provou da comida e por acaso até gostou.
Dizem que passei à segunda fase, e que fiz uma entrevista gravada.
E dizem que agora estou à espera a ver se recebo mais telefonema maravilha na semana que vem, em que me vão dizer se passo á terceira fase.
Terceira fase essa que já inclui gravações e desafios de comida.

E dizem que já não tenho quase unhas de tanto roer á espera do dito telefonema....

(antes que perguntei, levei duas mini tartes salgadas com base de broa de milho com chouriço, uma delas de bancon e cebolinho, e a outra de espinafres, cogumelos, salmão fumado e queijo chevre, acompanhadas por arroz basmati aromatizado com limão, e salada de verdes com frutos secos temperada com vinagre balsâmico. Tudo empratado num prato giraço que comprei de propósito e tudo)

os homens e as doenças

Sábado passado, festinha dos 3 anos da sobrinha pirralha nº2.
Para manter a tradição, tia babada levou o bolo, com uma Hello Kitty e um Panda, conforme o pedido da sobrinha pirralha.
Casa cheia de adultos, casa ainda mais cheia de miúdos, porque de ano para ano os adultos trazem cada vez mais anexos dos pequenos.
Sobrinha pirralha nº2 entre o fascinada com a festa e o murcho, o que deixa mãe da sobrinha um pouco preocupada. Principalmente porque na semana anterior, andou um surto de varicela na escolinha da miúda, e ai meu Deus que a miúda está a ficar com pintinhas!
Fim da festa, e é mais que óbvio que sobrinha pirralha nº2 está adoentada com a doença das pintas, mãe da sobrinha em pânico por ter exposto o resto das crianças, mas todos dramatizam a coisa, está tudo bem, tudo calmo, pode acontecer a qualquer um.
No entanto, olho para o lado e vejo que ele está com ar de pânico.
Porquê? Ele nunca teve varicela.
E naquela cabeça de homem já estão a passar todos os cenários e mais alguns que envolvem dores, pintas, comichão, dores e mais dores.
E eu só me ria.
E ele cada vez mais em pânico só dizia que se queria ir embora.
E eu ria-me.

No final, lá se acalmou quando percebeu que afinal não esteve assim tão exposto ás pintas, que afinal não está a passar por nenhum perigo de morte, e que se um dia ele próprio quiser ter anexos dos mais pequenos, vai ter que passar por isso e por muito mais.

Os gajos são tão medricas, credo!