28 de fevereiro de 2012

os maridos das outras


Miguel Araújo - Os maridos das outras (versão ukelele)

21 de fevereiro de 2012

o que queres ser quando fores grande?


No outro dia, em conversa com uma amiga (fui conhecer uma casa gira com um vizinho giro como vista da sala), chegamos ambas à mesma conclusão: não nos sentimos adultas.
Eu já passei dos 30 e ela para lá caminha, já temos casa própria, empregos estáveis e responsabilidades das grandes. Em teoria já somos adultas... mas não nos sentimos adultas.

Acho que ainda estou à espera do dia em que vou acordar e o espirito da "adultice" baixe sobre mim, em que eu vire uma pessoa séria e cinzenta, uma pessoa sisuda e nada sorridente, super responsável e refectida. O dia em que eu começe a vestir fatos escuros às riscas com saia travada, e a usar sapatinhos clássicos de verniz. Porque é essa a ideia que temos de o que é ser "adulto".

E se ser adulto afinal não é nada disto?

E se ser adulto é continuar a querer divertir-se, a vestir calças de ganga e tenis. É gostar de t-shirts coloridas com desenhos estranhos. É ter casa e ter as responsabilidades que vêm por ter casa, mas é ter uma casa com paredes laranjas e verdes alface, e uma cama de rede pendurada na varanda. É gostar de sair à noite e de estar com os amigos. É gostar de viajar. É largar tudo por amor e viajar para o outro lado do mundo só para se estar com a pessoa que se gosta. É ter que estar o dia todo no trabalho a fazer trabalho "de macaco", mas ao mesmo tempo estar a ouvir as mesma músicas que ouviamos quando eramos adolescentes em altos berros nos phones. É querer ter filhos e vestir-lhes pijamas do Star Wars. É chegar ao Carnaval e ser pai e filho vestido de big-Dark Vader e mini-Dark Vader. É ir com os filhos mais crescidos a concertos e leva-los ás cavalitas. É tantas outras coisas que fazíamos quando "eramos mais novos".

Ser adulto não é ser cinzento. Ser adulto é aquilo que nós quisermos que seja. E ser adulto pode ainda ser bem mais colorido do que quando fomos adolescentes.

sinto-me util

Gosto quando as amigas me usam como porto de abrigo.

a dona de casa perfeita


Aderi ao Cartão Continente e ando sempre em cima de vales e descontos.

da masterchef que existe em mim


Eu fico mais fascinada/excitada/entusiasmada/feliz e contente na zona gourmet do Continente do que numa sapataria.

And my head told my heart "Let love grow"



 Mumford & Sons - Winter Winds

de viver a dois


Ele faz anos, e eu sou uma desnaturada e não lhe ofereço nada, porque por falta de tempo, de ideias e com "medo" de não lhe dar a prenda perfeita, acabo por não dar nada.

Ele troca-me as voltas e trás-me um enorme ramo de flores, mais um conjunto colar+brincos na minha cor favorita (o azul c. como uma amiga já lhe chama...), para celebrar o dia dos namorados, que é no dia logo aseguir aos anos dele.


Decididamente, ele é a melhor metade de nós dois.

algo me diz que deixou sequelas e das grandes

Ainda hoje, quase dois meses depois, me doí o joelho esquerdo da queda que dei no final de Dezembro...

há filhos e enteados...


Sim, hoje é terça de Carnaval, e eu estou a trabalhar...
E eu que precisava tanto de um dia quieta a vegetar no sofá... ou então a passear por ai e a expairecer as vistas...

15 de fevereiro de 2012

25 de janeiro de 2012

Come on, come on Put your hands into the fire

Thirteen Senses - Into The Fire

Para aquelas amigas que ligaram, enviaram email, enviaram sms´s e falaram comigo no msn


Tenho saúde, tenho família e amigos, tenho um emprego "estável" com oportunidades de crescer e evoluir, tenho um tecto para me proteger, tenho alguém que me ama ao meu lado.

Então porque não estou bem?

Por não gosto de mim. Porque não acredito em mim. Porque não acredito no meu trabalho. Porque não acredito que o meu trabalho tem qualidade. Porque sou especialista em sabotar o meu próprio sucesso. Porque desisto á mínima contra partida, porque perdi a minha garra, a minha sede de procura de conhecimento. Porque virei uma coisa amorfa e fraca.
Porque embirrei que não sei desenhar coisas para web. Que só gosto de papel. Mas depois tenho oportunidade de fazer coisas para papel, e também não as faço.
Porque enquanto as coisas são em tom de brincadeira, tudo corre bem, assim que começa a ficar sério, fujo, ignoro, empurro com a barriga para frente, tapo o sol com a peneira, à espera que a coisa se auto-resolva e desapareça para eu não ter que lidar com isso.

Porque sou expert em me sabotar, não perco uma oportunidade para resolver os problemas dos outros e ignoro os meus. Porque não sei dizer que não. Porque sou uma excelente actriz e sei-me vender muito bem, mas depois de bem espremido, o que sai cá de dentro é nada. Porque acabo por desiludir os outros, e principalmente a mim mesma.

Porque nunca acredito que vai correr bem, porque vejo sempre o copo meio vazio, o lado errado da coisa.

E o pior que tudo?

Porque quando olho para os sonhos que fiz lá atrás, não era nada disto que imaginava para mim.

E a culpa é da vida. E minha. Porque não gosto da minha vida. Mas também não consigo fazer nada para a mudar.

(there, the cat is out of the box...)



PS: E sim, já ando a tentar mudar coisas. Já tenho ajuda profissional. Já tenho um namorado querido em pânico. Já tenho colegas e amigos preocupados. Mas nem isso me faz conseguir andar para frente e parar de sentir que quero chorar a toda a hora e todo o instante.

eu devia era estar a dormir



 Natalie Merchant - Leave Your Sleep - If No One Ever Marries Me

loucura é

São quase 3h da manhã, estou a morrer de sono e só me apetece é ir deitar-me.
Mas em vez disso estou a beber um red-bull, para ver se consigo abrir a pestana e ter ideias fantabulásticas.
Isto porque um cliente lembrou-se ás 9h30 da noite de hoje que queria para amanhã de manhã "várias maquetes" de um Citroen C3 decorado.
E ainda tenho que dar uns toques no layout do site do mesmo cliente, e nos cartões pessoais também.Tudo para amanhã, claro.

E eu que hoje até tinha uma encomenda de um bolo para fazer (algo que agora só faço mesmo por pedido muito especial)...


Mas porque é que eu me meto nestas coisas?
Porque é que não segui o meu primeiro instinto à 4 meses atrás e não disse que não a esta coisa de aturar clientes?!?!?


eu quero a minha cama...

24 de janeiro de 2012

só faço é merda

Odeio-me tanto neste momento, que se desaparecesse da face da terra neste instante, estaria a fazer um enorme favor à humanidade.

11 de janeiro de 2012

de viver a dois


Se eu dormir sozinha, de manhã a cama parece que lhe passou um furacão, e os lençóis estão todos revirados, há almofadas no chão, e só falta mesmo eu acordar com os pés para a cabeceira e a cabeça no fundo da cama.

Se ele dormir sozinho, de manhã a cama parece que não dormiu lá ninguém, com os  lençóis praticamente no mesmo sitio, esticadinhos e direitinhos.

9 de janeiro de 2012

da (falta de) crise


Aproveitei a hora do almoço para ir á Zara do Saldanha trocar uma blusa que me tinham oferecido no Natal (blusa gira, mas no tamanho errado)
E mal entrei na loja, mal podia acreditar no que os meus olhos viam: loja para além de cheia de gente, roupa por todo o lado amontoada em modo pior que feira, e pelo menos uma fila de 20 mulheres em cada uma das duas caixas para pagar, e cada uma levava entre duas a três peças de roupa.
Bem sei que estamos em época de saldos, mas mesmo assim, não é suposto estarmos em crise? Em contenção? A cortar nos excessos e a poupar?

Sério que não compreendo...

a 5 mãos



Somebody That I Used to Know - Walk off the Earth (Gotye - Cover)

4 de janeiro de 2012

um ano em NY



James Vincent McMorrow - We Don't Eat

Karma é lixado...

Dizer assim baixinho, que ainda faltam 2 dias para o ano terminar...
E contrariamente o que é normal por estas épocas do ano, não estou doente/constipada/uma carrispana do caraças, nem tenho nenhum torcicolo ou mau jeito em nenhuma parte do corpo...


Duas horas depois de escrever este texto, e de o ter deixado nos rascunhos para o publicar quando o chegasse a casa, dei uma queda daquelas de plantar uma figueira e ver estrelas e passarinhos á vonta da cabeça. A queda foi tal, que hoje passado uma semana ainda tenho uma nódoa negra do tamanho da Austrália no joelho esquerdo, crostas por todo o lado, e o pulso direito e esquerdo a queixarem-se quando faço certos e determinados movimentos.