18 de março de 2009

de escuridão para luz

No tempo passado lá bem atrás, bem que podia estar a estudar artes, mas a minha palete de vestuário era completamente monocromática: ou preto, ou azul-escuro, ou preto, ou azul-escuro. Em dias de loucura, era o roxo. Ou cinzento. E lá voltava o preto ou o azul-escuro.

Aos poucos apareceu o azul-celeste, o amarelo, o rosa-choque. O branco e o vermelho.
Só as cores terras, o verde e o castanho é que ainda não entraram na palete.

E ainda é estranho quando me olho ao espelho, e não vejo uma pinta de preto sobre mim.
E quando saiu à rua toda contente com uma camisa cor-de-rosa choque e por cima, a minha tão amanha gabardine amarela.

Ontem disseram-me "quando penso em ti, lembro-me logo de cores!".
Pelos vistos mudei mesmo.
De falta de cores, para excesso de.

Como eu costumo dizer, o que eu gosto mesmo é de cores...

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