26 de junho de 2009

gravedigger

Muito tempo depois, volto a contar a mesma história do passado, a uma pessoa nova do presente.
(as novas aventuras literárias e bloguistas trouxeram mais uma maluca para a minha vida).
Mas passe o tempo que passar, a reacção à frase maravilha é sempre a mesma.

Espanto, boca aberta escancarada, que horror, não conseguem acreditar, como é que foi capaz.

Ás vezes dou por mim a pensar que afinal nunca aconteceu, que afinal vi num filme, que afinal foi só um sonho mau que eu tive.

Mas depois a mágoa e a raiva com que ainda conto a história relembram-me que não.

Aconteceu mesmo.

E foi comigo.

E acho que no fundo, nunca vou conseguir colar todos os pedacinhos do meu coração partido.

1 comentário:

*Sandra* disse...

Já tentaste sair do teu corpo e pores-te no outro lado? Veres as coisas de outra perspectiva? É que às vezes, com o tempo, conseguimos discernir se o que nos magoou teve o objectivo de nos magoar ou não. E isso pode fazer toda a diferença.
E enquanto continuares a dar importância a este assunto (a este e ao da "pessoa errada" de quem falaste no post sobre os Merrel), os ditos assuntos nunca te vão largar, são como sombras agarradas a ti. E, no fundo, a única pessoa que se chateia és tu, porque as outras seguiram com as vidas delas, tranquilas. Ou porque são muito más pessoas ou porque, simplesmente, não quiseram magoar-te (embora o tenham feito) e já se perdoaram a elas mesmas.

Saber perdoar é uma arte. E faz muito melhor a quem perdoa do que a quem é perdoado: os pesos que nos saem do peito são qualquer coisa de avassaladora...