- comprei a casa das paredes azuis já fez dois anos. o primeiro ano passou a correr, foi um sonho. o segundo ano está a passar a voar, e tem sido um pesadelo.
- não tenho cabeça para cozinhar, para limpar, para arrumar, algo que no primeiro ano fazia com todo o prazer. muitas foras as vezes que ás 11h da noite ligava o forno para fazer uma lasanha ou um bolo. este ano muitos dos meus jantares foram taças de iogurte com cereais, porque não tenho cabeça para mais.
- no ano passado comprei muita coisa para encher a casa das paredes azuis. este ano cometi a loucura de gastar 150 euros em molduras e duas prateleiras e uma colcha, para ver se me sentia mais "em casa", mas chegou ao final do mês, andei a contar trocos para poder comprar comida.
- finalmente pendurei os meus quase 50 espanta-espíritos que tinha há mais de um ano à espera de voltarem a ver a luz do dia. os que foram pendurados "definitivamente" no tecto da cozinha ainda lá continuam. os que foram pendurados pelo resto da casa com aqueles apliques de fica-cola que na casa antiga dos progenitores duraram mais de 8 anos pendurados, têm caídos todos, um por um. o que vale é que caem sempre depois das 9h da manhã, quando eu já estou acordada, e ao menos não apanho nenhum susto. a parte má da coisa é que já se partiram os meus dois espanta-espíritos favoritos, que ficaram tão desfeitos que não tiveram retorno. para ajudar á festa, por entre os espanta-espíritos definitivos da cozinha, começaram a aparecer umas manchas amarelas não lá muito boas. infiltração da certa. e eu que nem sei quem são os meus vizinhos de cima...
- afinal, a casa das paredes azuis é tão má, que nem os espíritos a querem.
30 de outubro de 2009
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da casa azul
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