13 de setembro de 2010

sem tomates

Odeio pessoas que não se assumem.

Não assumem que gostam, que não gostam, que fizeram merda, que são gays, que são lésbicas, que são de direita, que são de esquerda, que têm medo, que têm tudo, que não têm nada.

Pessoas que fingem que são outra coisa só para impressionar, pessoas que são tão egocêntricas que passam por cima de tudo e de todos só para serem o centro das atenções, e que têm um ego do tamanho da Austrália mas que no fundo não percebem nada de geografia.

Odeio pessoas que não têm tomates, que têm papas na língua, que pensam que o mundo roda em torno delas, mas que no fundo são uns tristes e uns falhados, e que quando cai a noite, se sentem sozinhos e choram sozinhos na cama.

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