24 de outubro de 2011

do tempo que passa devagar


De todas as vezes que vejo algo na tv relacionado com mortes, com perda, com funerais, com dor, vêm-me imediatamente à memória o dia em que o meu paterno faleceu.
Já lá vão quase 3 anos, no entanto ainda tenho aqui dentro bem presente todas as emoções que senti naquele dia. Ainda me lembro claramente qual foi o momento mais complicado, ainda me lembro quando vesti a armadura de forte por causa de outros, e ainda me lembro quando essa armadura caiu por completo e fui abaixo.

Ainda me lembro de tudo.

E de todas as vezes que me relembro, as lágrimas acabam sempre por vir à superficie.

As feridas podem passar, mas certas dores ficam cá para sempre.

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