30 de outubro de 2009

abre fecha abre fecha

estiveste fechada...
pois estive.
porquê?
porque sim.
e voltas-te a abrir?
sim, voltei.
porquê?
sei lá!
e vais voltar a fechar?
não me façam perguntas difíceis.

por acaso até dormi bem confortávelmente

gaja que é doida, maluca e desvairada, aterra ás 2h da manhã á porta da worten para a primeira chamada da noite. vai para o carro, dorme até ás 5h, e volta para a segunda chamada. de novo carro, mais um soneca, 7h da manhã é a terceira chamada. já não se consegue dormir mais, vaisse tomar o pequeno almoço, em que o vizinho do lado está a comer uma torrada, uma meia de leite e uma imperial. eram 7h da manhã, repito.
voltasse prá fila, ás 9h entrasse dentro do centro comercial, metesse conversa com a vizinha da frente, os rapazes de trás metem conversa connosco, 10h da manhã e abrem finalmente as portas da worten. devagar devagarinho a fila vai andando, e nós a ficarmos com o nervoso miudinho.
finalmente, 10h30 e tenho finalmente quatro papelinhos na mão que me vão entrada para o concerto destes senhores.
em que o pormenor técnico de o concerto só ser daqui a um ano, agora não interessa nada...

1,2,3 (pausa) 5,6,7

fizeram-me o convite, fiz a audição, passei, agora danço ainda mais.
agora faço parte de um grupo semi-profissional de dança, onde é suposto fazer espectáculos e brilhar em cima de um palco, ou em festas ou em casamentos e baptizados.
Até agora ainda só tivemos ensaios, e a coisa até correu bem.

Mas depois quando me vir em cima de um palco, com sapatinhos de 6 cm de altura e roupinhas cheias de brilhantes, com 300 pessoas á frente, ai sim, é que me vai bater.


preciso de santo padroeiro

um grupo crónicamente desmotivado. um maquinista que já não puxa. a desilusão pelo meio. a raiva por cima. o desespero por baixo.

no fim, temos uma bomba que pode explodir a qualquer momento.

e explodiu.

e eu disse tudo aquilo que me estava aqui entalado à demasiado tempo. tudo. com todas as palavras. mesmo aquelas que não são meigas.

no fim, agradeceram-me. e ainda ouvi que tive uns grandes tomates.

prometeram-me mudanças. já vi algumas.

mas na realidade... já deixei de acreditar em milagres há muito tempo.

ele disse que me amava

e eu não consegui responder o mesmo de volta.

constatações

  • comprei a casa das paredes azuis já fez dois anos. o primeiro ano passou a correr, foi um sonho. o segundo ano está a passar a voar, e tem sido um pesadelo.
  • não tenho cabeça para cozinhar, para limpar, para arrumar, algo que no primeiro ano fazia com todo o prazer. muitas foras as vezes que ás 11h da noite ligava o forno para fazer uma lasanha ou um bolo. este ano muitos dos meus jantares foram taças de iogurte com cereais, porque não tenho cabeça para mais.
  • no ano passado comprei muita coisa para encher a casa das paredes azuis. este ano cometi a loucura de gastar 150 euros em molduras e duas prateleiras e uma colcha, para ver se me sentia mais "em casa", mas chegou ao final do mês, andei a contar trocos para poder comprar comida.
  • finalmente pendurei os meus quase 50 espanta-espíritos que tinha há mais de um ano à espera de voltarem a ver a luz do dia. os que foram pendurados "definitivamente" no tecto da cozinha ainda lá continuam. os que foram pendurados pelo resto da casa com aqueles apliques de fica-cola que na casa antiga dos progenitores duraram mais de 8 anos pendurados, têm caídos todos, um por um. o que vale é que caem sempre depois das 9h da manhã, quando eu já estou acordada, e ao menos não apanho nenhum susto. a parte má da coisa é que já se partiram os meus dois espanta-espíritos favoritos, que ficaram tão desfeitos que não tiveram retorno. para ajudar á festa, por entre os espanta-espíritos definitivos da cozinha, começaram a aparecer umas manchas amarelas não lá muito boas. infiltração da certa. e eu que nem sei quem são os meus vizinhos de cima...
  • afinal, a casa das paredes azuis é tão má, que nem os espíritos a querem.

precisa-se

maneira rápida, simples e eficaz de arrancar dentes, de preferência sem dor.

E que acima de tudo, seja barata. Muito barata.




PS. porcaria dos dentes do sizo, tejam lá quietos!

há coisas que eu, infelizmente, devia continuar a não ver

12 de outubro de 2009

6 de outubro de 2009

5 de outubro de 2009

2 de outubro de 2009

e o padrão repetesse

  • mesmo que eu não queira saber, acaba sempre por vir cá ter qualquer coisa de um passado mais que longínquo.
  • quando estou em processo de descida, ainda é pior, e acabo por carregar em links que não quero, e a saber coisas que não me interessam.
  • ontem parti um coração. em troca recebi o abraço mais caloroso que recebi nos últimos tempos. e eu fiquei sem o que fazer no futuro.
  • e o que eu tenho que me lembrar, é que o mundo é uma montanha russa: não se está para sempre em baixo, nem se está para sempre em cima.
  • neste momento, estou em descida vertiginosa.

quem é que vai salvar a minha alma...



(custou comócaraças. e já me arrependi. e já tive toda a certeza do mundo. e sinto saudades. e preciso de um abraço. e neste momento não sei mesmo o que fazer...)

1 de outubro de 2009

28 de setembro de 2009

do amor

Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast, it is not proud. It is not rude, it is not self-seeking, it is not easily angered, it keeps no record of wrongs. Love does not delight in evil but rejoices with the truth. It always protects, always trusts, always hopes, always perseveres.

Love never fails. But where there are prophecies, they will cease; where there are tongues, they will be stilled; where there is knowledge, it will pass away.

Corinthians 13:4-8

das dúvidas

Posso não perceber patavina de CSS.
Posso não perceber um cú de HTML.
Pearl para mim são pérolas.
Action Scrip foi uma coisa que nunca tratei por tu.
PHP é uma coisa completamente estranha para mim.

Mas sei estrelar ovos.
E faço bolos coloridos como ninguém.
A minha baba de camelo é de se babar, literalmente.
O meu rolo de carne é super delicioso.
O meu cheesecake raramente sobra.
Já andaram quase à luta por causa da minha tarde de natas.
O meu soufflé de queijo fica sempre gigante.
E faço lasanha de vegetais de comer e chorar por mais.

E a minha pergunta é: qual das duas coisas é mesmo mais útil/ importante na vida?
Saber programar ou não morrer á fome?

25 de setembro de 2009

se algum dia conseguir cantar alguma de jeito, é assim que eu quero ser

algo me diz que este barco está a ir ao fundo...

porque o mar está cada vez mais agitado, mas o capitão continua com a sua melhor máscara de "isto não tem anda a haver comigo", e a denominada "raia miúda", os marinheiros, já começaram a abandonar o barco.



(pelos vistos, ainda não é desta...)