28 de setembro de 2011

até dá para ver os poros nas caras dos actores!


Eu e ele decidimos finalmente juntar o útil ao agradável, e ele lá mudou os seus poucos trapinhos para a casa das paredes azuis.
E qual foi a primeira coisa que ele trouxe lá para casa?

A sua hiper-mega-gigantantemente grande televisão. Que é uma coisa para ter um bom metro de largura.

Portanto grande televisão em sala pequena, o que é que dá?
Parece que estou sentada na primeira fila da sala de cinema, a ver um filme em 3D, com explosões bem em cima de mim.

Acho que vou pedir já vizinha do lado se posso mandar a parede da sala abaixo, que assim eu sento-me no sofá dela e já consigo ver a televisão como deve de ser.

(o gajo pode não gostar/entender de futebol, mas gadgets é com ele...)

a que vale é que para a semana estou de férias*


  • quinta ir á feira da Luz com as avós para comprar plantas porque a feira acaba já na sexta.
  • sexta almoço num hotel fashion com colegas de trabalho para aproveitar o Lisbon Restaurant Week.
  • sexta consulta médica ao final do dia
  • sábado workshop o dia todo de coaching feminino (isto de fazer blogs é giro porque de vez em oferecem-nos coisas).
  • sábado jantar em casa de coleguinhas de trabalho com os três filhos traquinas
  • domingo ás 8h30 da manhã entregar um bolo para o primeiro aniversário de mais uma sobrinha pirralha (a fazer algures entre sexta e sábado).
  • domingo workshop o dia todo de coaching feminino
  • domingo ao final do dia, festinha de mais um aniversário dos casados
  • domingo à noite arrancar de férias para algures por ai.

Algures pelo meio fazer mais 1001 peças que o cliente chato quer, que eu não faço a mínima como é que vou fazer.

Se conseguir dormir até 2a julgo que é mentira.

(*desde abril que não sei o que é isso!)

agora já me lembro porque não me meto a fazer coisas freelancer


Ao fim de duas semanas a trabalhar com clientes indecisos e chatos, e burros, e atrasados, e que querem tudo para ontem, mas não sabem o que querem, mas querem já....

SÓ ME APETECE É ESPANCAR ALGUÉM!

E claro, relembrar a velha regra: NUNCA trabalhar com amigos.

NUNCA!

olha a boía

  • entre uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 6a feira para matar saudades de uma amiga e meter a cusquice em dia
  • entre uma torta de Azeitão no domingo para matar saudades com o casal mais fotógrafo da margem sul mas de cima.
  • e entre mais uma fatia de bolo de morango com chantily do FrutAlmeidas na 2a feira para celebrar em grande mais um aniversário de uma coleguinha fashion...


... não há cintura que resista, e a bóia á volta dela continua a alargar a olhos vistos (eu tou para ver como é que vou entrar nas minhas calças de inverno...)

20 de setembro de 2011

we got no money, but we got heart

WALK THE MOON - Anna Sun

15 de setembro de 2011

a essência do tempo

Cold mailman - Time is of the essence from André Chocron on Vimeo.

Cold mailman - Time is of the essence

14 de setembro de 2011

de preferência com sabor a limão


embutidos

Por muito que eu goste de crianças (e eu gosto), se descubro que mais uma amiga/conhecida/qualquer coisa ligeiramente ligada a mim, está grávida, acho que caio para o lado.

Mas a malta agora deixou de ter tv em casa? Anda tudo a poupar electricidade é?

a surpresa que se virou ao contrário


O ano passado, no dia 11 de Setembro, assisti ao meu 5º casamento. Por ser o casamento de uma amiga querida, juntei-me com mais outra maluca, e roubamos os noivinhos de cima do bolo de noiva, mesmo debaixo do nariz deles e sem perceberem nada.
Um ano depois, chegou a altura de devolver os noivinhos aos noivos, mas de maneira que eles não soubessem quem é que os tinha roubado.
Eu e a outra maluca soubemos que o casal iria passar o fim-de-semana do aniversário num hotel perto, por isso fizemos planeamos pedir na recepção que entregassem os noivinhos no quarto do casal, sem eles saberem quem é que é que tinha sido. Como eu estava envolvida na coisa, claro que tiveram que levar com bolo extra, para celebrarem de forma doce o seu primeiro aniversário de casamento (bolo de chocolate picante, com recheio de laranja e pimento. Muito HOT!).
Tudo arranjado, caixa com bolo entregue com os noivinhos na recepção do hotel sem qualquer identificação, recepcionista adorou a ideia, ajudou na surpresa... tudo corria ás 1000 maravilhas.
Apartir desse momento, tanto eu como a outra maluca estavamos à espera que o nosso telemóvel tocasse com uma noiva em semi-furia/semi-contente com a surpresa.

Dois dias depois, e nada de noticias.

 Maluca numero dois fala com o noivo assim de forma discreta, e pergunta como correram as coisas no hotel. Noivo não se descai. Maluca numero dois pergunta ao noivo se os noivinhos reapareceram. Noivo diz que não, não sabe de nada.

Eu começo a subir paredes porque penso que o hotel meteu água e perdeu o bolo e telefono para lá. E meto meio hotel á procura da outra metade para saber o que se passou. Toda a gente se lembra da caixa do bolo e juram a pés juntos que entregaram no quarto certo, às pessoas certas.

Quatro dias depois a pergunta permanece no ar: quem é que surpreendeu quem? Nós a eles porque lhes escondemos os noivinhos, ou eles a nós porque não se descaem?!!?!?

(só me lembro da frase célebre "eu sei que você sabe que eu sei que você sabe"...)

já não estou partida




Marcus Foster - I Was Broken

o bichano do vizinho, parte dois


Depois da aventura da semana passada que foi encontrar um bichano a meio do meu corredor, comecei a deixar a janela da cozinha fechada. No dia seguinte, falei com o vizinho a dizer o que se tinha passado, ele lá pediu imensas desculpas, e passou a deixar aberta uma janela bem mais longe da minha, a ver se o seu bichano deixava de ter os impulsos de vir visitar a minha casa (parte caricata da coisa, enquanto falava com o vizinho de janela para janela, estava o bichano a querer escapar-se dos braços dele para vir para dentro de minha casa. Bichano sem vergonha nenhuma).

Mas como o calor tem apertado por estes dias (raio do S. Pedro não se decide qual é a estação que estamos), voltei a abrir de novo um pouco a janela, deixando assim meio entalada. E como o vizinho agora só deixava aberta a janela mais longe, pensei que já não haveria mais visitas inesperadas...

Até que há dois dias, já passava bastante da 1h da manhã, estava eu ferrada a dormir e ele ainda a ler um livro. De repente ouve um estrondo na cozinha, seguido de um SHIUUUUUUSMIAUUUUUUUUUSHUIIIIII. Ele salta da cama a correr para a cozinha, eu acordo mais para lá do que para cá, e vou atrás dele. E o que encontramos? O belo do bichano, pendurado entre o corrimão e a corda da roupa, em equilíbrio precário, a tentar voltar para casa. Bichano olha para nós com ar "olha, fui apanhado outra vez!", e lá continua no seu equilíbrio precário a tentar chegar á janela que estava aberta mais ao fundo.
Ele começa a bater no janela do vizinho, que ainda tinha luz aquela hora, porque estavamos mesmo a ver que o bichano ainda ia parar ao quintal da vizinha de baixo, eu a rir-me que nem uma perdida de ver o equilibrismo do gato e a ver que ainda tínhamos que ir acordar a velhota do r/c á conta do bichano.
O vizinho lá abre a janela, apanha o bichano em flagrante, pede 1001 desculpas mais uma vez, pronto, janela fechada a sete chaves apartir de hoje.

Sim, porque o belo do bichano não estava a tentar entrar em minha casa, estava a sair, porque não teve vergonha nenhuma em entrar mesmo connosco acordados e a fazer barulho. E como é que chegamos a esta conclusão? Pelos vistos o bichano gosta do cadeirão que tenho na sala, e escolheu-o como o seu novo spot para fazer umas sestas. Mas como o cadeirão é preto e o gato amarelo, é fácil de perceber pelas marcas de patinhas e pêlo que encontramos no dia seguinte.

Pelos vistos agora á terça-feira é dia de bichano ir visitar a vizinha do lado. A ver vamos se para a semana repete a graçola.


7 de setembro de 2011

anda cá bichano, anda cá...


Ontem, depois de um convite de última hora para jantar (que são sem sombra da dúvida os melhores ), eu e ele entramos em casa já era tarde e más horas.
Eu dirijo-me á cozinha, ele para a sala e de repente oiço:
ele: Tens um gato dentro de casa.
eu: Tenho?!?!
ele: Sim tens...
Vou até á sala, e a meio do corredor encontro um bichano a olhar para nós com ar de quem tinha sido apanhado a fazer o que não devia...
eu: Olha pois tenho!

Mas que raio, de onde é que me apareceu o gato? Eu costumo deixar as janelas abertas, mas sempre com os estores para baixo. O gato era grande, bonito, olhos azuis lindos, com ar de gato de casa bem tratado...

Ok, toca de meter o gato fora de casa.

Eu abro a porta da rua e faço barreira de um lado do corredor, ele faz barreira do outro lado do corredor, e vai de enxotar...
Gato passa por mim como se não fosse nada com ele, corre pela cozinha fora, um pulo pela janela (a única que eu deixo verdadeiramente aberta e sem os estores para baixo), e entra pela casa da vizinha do lado adentro.

E de repente fez-se luz!

A vizinha do lado tem dois gatos, a janela da cozinha dela é mesmo ao lado da minha, eu já tinha visto os gatos dentro da casa dela, mas nunca me passou pela cabeça que fossem tão curiosos ao ponto de me entrarem pela casa adentro!
E depois de analisar bem a coisa, já há alguns dias que andava a notar certas coisas pequeninas fora do sitio, por isso pelos visto não foi a primeira visita do bichano.

Obviamente que hoje deixei a janela da cozinha fechada.

Raio do gato, cusco com tudo!

ó tempo, volta para trás

Decididamente estamos em época de reencontrar pessoas do passado mais do que longínquo.

Pessoas que pensava que não voltava a encontrar nesta encarnação, mas que até gostava de um dia saber se estão bem (e pelos vistos estão bem e é muito bom saber disso).

Pessoas que esperava nunca mais reencontrar porque não quero saber mesmo delas, mas afinal ali estão elas ao virar no meio de uma multidão (afinal era outra pessoa, mas possibilidade de ser quem eu pensava que era fez-me tremer de alto abaixo num primeiro minuto, parar e respirar fundo num segundo minuto, e até dar o passo em frente num terceiro minuto para ir dizer olá e confirmar que afinal não era quem eu pensava que era. E assim caiu por terra um dos maiores esqueletos, que afinal se transformou em pó e voou com o vento).

Pessoas que até não me importo de saber delas, e saber que mesmo há 12 anos atrás eu tinha olho para a coisa e tinha razão (e ele continua com ela...)

sou daquelas pessoas que quando descobre uma música nova, a ouve em repeat mode até se fartar



 The Romany Rye - Love Song

1 de setembro de 2011

um dia na terra

One Day on Earth - Motion Picture Trailer from One Day On Earth on Vimeo.

um dia destes chateio-me asério e mando todos para as urtigas

Pessoas que não têm noção do que exigem das outras. Que se esquecem que existe um mundo para alem do umbigo delas. Que se esquecem que existe sequer um mundo sem ser com elas. E que estão à espera que tudo o resto pare porque elas decidiram respirar. Pessoas que mandam e desmandam e esperam que os outros façam e desfaçam. Que querem, podem e mandam.

Pessoas que me chateiam, que me desiludem, que me entristecem, e que me dão raiva.

E que me magoam.

31 de agosto de 2011

e porque não há quatro sem cinco...

E mais um telefonema, vindo do nada.

Alguém que em tempos fez saltar borboletas na horizontal, mas que entretanto esvoaçaram para longe, deixando apenas uma amizade.

Agora está (de novo, olha que surpresa) solteiro, e vai de telefonar a quem?

A amizade cúmplice pode ainda estar (bem) viva, mas há pessoas que nunca mudam, e quem nasce macho men, é macho men até morrer.

24 de agosto de 2011

second chances

E de repente (e sem nada que o fizesse prever) no espaço de uma semana volto a reencontrar quatro pessoas que pensava que tinham ficado lá atrás, pelas mais variadas razões. Algumas o tempo fez com que houvesse um distanciamento, outras foi um bocadinho parte a parte, outras fui eu que simplesmente tomei a decisão de me afastar.

Agora cá estão de volta á minha vida, e eu sem saber muito bem o que fazer com elas.

(será que vale a pena interpretar como sinais? será que vale a pena dar segundas hipóteses?)

Precisam de ajuda?

Todos os dias ando de metro. Todos os dias entro numa das estações com mais movimento de toda a rede de metro, que por acaso até é bastante central e com bastantes hotéis á volta. E todos os dias vejo turistas com ar de desesperados a olharem para as máquinas de vender bilhetes, com ar de quem está a tentar comprar um bilhete e aquilo está a dar-lhes chouriços assados com brócolos.
E quando vejo que o ar de desesperado das pessoas é assim pró grande, ponho o meu maior sorriso 33 e pergunto "precisam de ajuda?".
Até agora já consegui salvar um casal de espanhóis de Cadiz, três norueguesas, uma família de suecos, e um casal de brasileiros que andavam a passear pela Europa durante 45 dias.
Com os espanhóis falei o meu espanholol macarrónico e com os suecos e as norueguesas aproveitei para desenferrujar o meu inglês (as norueguesas tinham chegado do Porto no dia anterior e tinham ficado surpresas por encontraram muito poucas pessoas a falarem inglês!)
O casal de brasileiros ficou tão grato por eu lhes explicar como tirar um singelo bilhete diário, que me disseram que se algum dia fosse ao Brasil, para os visitar que me faziam visita guiada. E ainda me deram a morada, o telefone e o email deles.

Qualquer dia viro guia turistica!

Praia precisa-se

O mês de Agosto está quase a terminar, e eu ainda não meti os pézinhos na praia nem uma única uma vez.
Desde que vim das áfricas, só fui uma única vez à praia, no feriado do 10 de Junho e já foi uma sorte.

Obviamente que estou outra vez em modo cor-de-lula-albina-branca-que-nem-cal.

mudei-me par ao polo norte e não dei conta

Trabalho no open space com mais umas 50 pessoas, em que 99% delas são gajos. Geeks mais propriamente. Que devem ter o termostato interno deles completamente virado ao contrário porque estamos a meio de Agosto e eu estou aqui a bater o dente.

Porquê?

Porque no openspace está mais frio do que dentro do meu frigorífico. Eu tenho que vir vestida de camisolas grossas e calças e tennis, porque se caiu na loucura de vir de saia e sandálias, é certo e sabido que vou passar o dia a tremer de frio.
Os gajos os gajos continuam alegremente de tshirt como se fosse nada com eles.
E se por acaso ainda caiu na tentação de desligar o ar condicionado, ainda fica tudo escandalizado porque "está um calor que não se pode!".
Sim, está calor, mas não deve ser noutra parte do país!

Acho que amanhã venho de gola alta...

18 de agosto de 2011

Cause, I built a home, for you, for me


The Cinematic Orchestra - To Build a Home

17 de agosto de 2011

cada um tem o que merece

Eu vou a casa da sogra e venho de lá carregada com uma saca de batatas, um saco com cebolas e alhos, um caixote de maçãs, um alguidar com cerejas, duas dúzias de ovos caseiros, figos que foram roubados á figueira da vizinha, uma caixa de pêssegos pequeninos e uma mega abóbora. E ainda recuso muito educadamente uma caixa de 15kg de bacalhau, porque se não iria comer bacalhau para além do Natal...

Ele vai a casa da sogra, e a única coisa que trás é uma é uma mísera caneca que lhe trouxeram de Praga que diz... Praga.

Acho que no negócio das sogras saí claramente a ganhar.

vale a pena pensar nisto

Tenho a minha casa; pela primeira vez um emprego seguro, fixo e minimamente bem pago; alguém sólido ao meu lado; poucos amigos mas dos bons, por quem eu dava o meu coração; a perspectiva de um futuro.

Quando é que me cai mesmo o meteorito em cima?

16 de agosto de 2011

um aniversário = dois bolos




Um ao almoço, da pastelaria favorita de sempre; e o do jantar, feito á última da hora, porque em casa de boleira o seu bolo fica sempre para último.

cores as camadas






A minha última sobremesa: gelatina de vários sabores, ás camadas.
Primeiro faz-se as gelatinas: dissolve-se uma saqueta de cada sabor de gelatina em 250ml de água a ferver. E não se junta os 250ml de água fria que normalmente se junta aseguir. Deixa-se arrefecer até à temperatura ambiente.
Depois, coloca-se apenas metade da quantidade da gelatina de um sabor no fundo da taça, e vai ao frigorífico por 15m, ou até solidificar.
À restante quantidade de gelatina que sobrou, juntasse uma colher de natas, que lhe dá o aspecto mais "esbranquiçado". Coloca-se por cima da primeira camada que já deve estar solidificada, e vai de novo ao frigorífico, até solidificar.
E depois é só repetir os passos com os restantes sabores.
3h depois, temos vários sabores/cores ás camadas.

Dá uma trabalhareira desgraçada, mas como uma coisa tão simples pode saber tão bem.

É sucesso garantido!

13 de agosto de 2011

32



Hoje é o meu dia.

é natal, é natal, lai lai lai lai laiiiii

Se há um mês atrás andei bem perto de cortar literalmente os pulso, entretanto a vida deu duas voltas ao contrário e tudo se resolveu melhor do que bem.
  • consegui finalmente passar de pessoa só com obrigações a pessoa também com direitos. Pela primeira vez na minha vida, assinei um contrato sem termo certo. Estou efectiva numa empresa. E vou ter direito a coisas estranhas como subsidio de férias e de natal. E baixa de doença. E como bónus ainda tenho um telemóvel da empresa (iphone dos velhinhos, mas a cavalo dado não se olha o dente) e a portátil da empresa, para uso pessoal. E seguro de trabalho. Só coisas entranhas. Acho que já me posso considerar uma pessoa normal.
  • passado dois dias de assinar contracto, recebi finalmente um computador novo no trabalho, com o qual eu andava a sonhar há 3 anos. Este é uma verdadeira bomba. Só falta tirar cafés. E como bónus ainda trouxe teclado novo.
  • passado três dias de assinar contracto, recebi finalmente o update do software que mais uso para trabalhar. Do CS3 saltamos directamente para o CS5. Isto em conjunto com o computador que só falta voar, vai ser produzir em barda.
  • passado quatro dias de assinar contracto, recebi mais um monitor dos grandes. Até agora tinha um grande e um pequeno, agora tenho dois dos grandes. Aquilo é tanta área de trabalho lado a lado, que eu pareço que estou a ver um jogo de ping-pong a olhar de um lado para o outro.
  • com tanta novidade numa semana só, não é de admirar que eu ande pelos corredores fora a cantar "é natal, é natal, lai lai lai lai laiiiii".

19 de julho de 2011

Brincar com a vida dos outros

Odeio ter que pedinchar pelo dinheiro que me devem. Odeio mandar emails a pedir o que me devem e não receber respostas. Odeio telefonar e enviar sms´s e ser ignorada. Odeio finalmente conseguir apanhar alguém responsável ao telefone e ouvir lá atrás a voz do responsável principal "diz-lhe que não estou cá!". Odeio que me façam promessas e que não as cumpram. Odeio que me dêem como desculpa que a situação económica está má, para eu ter paciência, quando eu própria estou a passar uma situação económica má e a ficar sem paciência pela falta de respeito deles...

Odeio que me tentem lixar a vida com "contractos" que de bons só têm o papel onde foram impressos. Odeio ter que pedir que decidam se querem continuar a dar-me emprego ou não, depois de 3 anos de trabalho prestados. Odeio ter que pedir que decidam quanto é que vale o meu trabalho em euros. Odeio ter negociar a minha vida com outros. Odeio ter que esperar por emails que podem decidir o meu futuro. E odeio ainda mais que a pessoa que é suposto mandar esse email tenha ido de férias sem sequer se dignar em dar novidades, principalmente porque ela também é parte interessada no negócio.

A isto se chama brincar com a vida das pessoas.
E eu odeio que neste momento estejam a brincar com a minha, e eu nada poder fazer para a resolver se não esperar.
E desesperar.

do programa da comida que já estreou

Depois de ter aparecido 2 segundos no trailer, mais 5 segundos no primeiro episódio e ainda mais 5 segundos no segundo episódio, a conclusão a que chego é:
  • a televisão engorda assim pró bués. É que nem ter ido com um vestido preto ajudou! Parecia uma baleia/cachalote/bisonte/elefante e pronto.
  • a televisão faz crescer o cabelo. Eu só pus um bocadinho de espuma para ficar com uns quantos caracóis, mas afinal parecia que tinha uma enorme cabeleira afro!
  • não sou gira o suficiente para aparecer em primeiro plano, mas dou uma excelente actriz secundária!

(eu foi olhar para todos os lados, eu foi agarrar-me a outros gajos e a desejar-lhes Parabéns porque passaram, eu foi emprestar arroz a gajos que se esqueceram de levar metade das compras...)

13 de julho de 2011

agora é sushi a toda a hora!



Vi o video, adorei e já tenho o meu!

das datas

Faz hoje 4 anos que assinei uma catrefada de papeis e no fim recebi um pequeno molho de chaves, e a casa das paredes azuis passou a ser oficialmente minha.

Falta um mês para ficar, outra vez, um pouco mais velha.

Fez no indico deste mês 3 anos que estou a trabalhar na empresa dos verdinhos.
E pode ser que esta semana, as coisas mudem assim pró drasticamente.

que me sirva de lição

Na altura da faculdade, já lá vão uns valentes anos, abriu mesmo em frente á dita um daqueles restaurantes de fast-food que a malta adora: um Macdonalds.
Á primeira vista a oportunidade parecia maravilhosa, mas depois de uns quantos meses em que ás 8h da manhã já a faculdade toda estava inundade com o cheiro de batatas-fritas, o entusiasmo passou todo.

O enjoo por esse tipo de hamburguers foi tanto que passados 10 anos, muito mas mesmo muito raramente voltei a esse restaurante de fast food. E se voltava, acabava sempre por me arrepender.

Tal com na 2a feira passada, em que para fazer companhia a um casal e os seus 3 filhos, lá fui eu de novo arrastada ao Macdonalds.

Depois de mais de 20m á procura da coisa mais saudável que eu podia comer ali sem ser as saladas, que isso já tinha provado e também não tinha corrido bem a experiência, decidi-me por um taco de carne de vaca grelhada, com queijo e salada, acompanhado por batatas fritas que vinham no menu.

Á primeira dentada no taco, arrependi-me logo da escolha.

A carne de vaca grelhada era na realidade um hamburguer extra-esturricado, o queijo era uma mistela laranja semi-derretida com aspecto de cola, e a salada era cebola crua com um molho de vinagre extra-forte. E as batatas fritas estavam frias, a nadar em sal, e com o sabor de uma sola de sapato (não que eu alguma vez tenha comido uma sola de sapato, mas imagino que seja esse o sabor!).

Metade do taco ficou por comer, se comi 2 batatas foi muito, e só bebi o sumo todo porque era de pacote e de uma marca que eu já conhecia e gosto.

Há que referir que passei o resto da noite com o raio do taco a subir e a descer no estômago, e completamente arrependida de ter largado €5 no raio do jantar.

Mas se eu já tinha a certeza que não ia gostar daquilo, porque é que eu ainda fui comer?

Que me sirva de lição: Macdonlds nunca mais!

é só para avisar que fui que ganhei o eurobilhas

Na realidade foram €3.91, o equivalente ao último prémio, mas foi a primeira vez que ganhei alguma coisa ao jogo.

Nada mal!

12 de julho de 2011

ou vai ou racha

Amanhã por esta hora, ou a minha vida deu uma volta de 180º e metade dos meus problemas se vão resolver, ou então vai continuar tudo na mesma ou ainda pior, e corto os pulsos aseguir.

Esperemos por desenvolvimentos do próximos capitulos.

8 de julho de 2011

2 segundos de fama

Estreia finalmente amanhã, ás 21h, na RTP1.




E eu pareço no trailer durante 2 segundos no meio daquele stress todo, sem saber literalmente para que lado me virar.

6 de julho de 2011

é já hoje à noite



Amanhã não sei como é que vou conseguir falar, mas isso agora não interessa nada...

28 de junho de 2011

já começou a preparação pré-concerto


Coldplay - Charlie Brown

Quando a esperança é a última a morrer

Ontem li a noticia, literalmente "voei" para a Fnac mais próxima, e sai de lá com um sorriso de orelha a orelha.

Próxima quarta-feira, eu vou lá estar, para o meu terceiro concerto de Coldplay.

Me in happy mode!

coisas sem nexo

  • fui "chefe" durante uma semana. Adorei e odiei. Não quero repetir a experiência nos próximos tempos.
  • sobrevivi a passar a ponte Vasco da Gama em bicicleta. A pior parte foi mesmo o ataque dos mosquitos e o rabo que agora dói ao sentar.
  • voltei a ter que pedinchar que me paguem o que me devem. Odeio esta sensação de estar a ser enganada á força toda. Um dia destes bate-me o mau feitio a valer, e saio porta fora com um computador Mac debaixo do braço, como paga do que me devem.
  • Passou-se 4 dias na terra dele, a conhecer pela primeira vez a família toda e mais alguma. Se em outras alturas esta situação tinha deixado qualquer um á beira de um ataque de nervos, desta vez pareceu a coisa mais simples e natural do mundo. A menina da cidade foi á aldeia, onde andou encavalitada em cima de cerejeiras a apanhar cerejas (e a comê-las directamente da origem), amassou pão que cozeu em forno de lenha, aprendeu a fazer molotof, fez 6 litros de leite-creme, cavou batatas, apanhou coelhos e correu atrás de galinhas. Pelo caminho ganhou mais duas sobrinhas emprestadas e saiu oficialmente com o titulo de "nora".
  • Quando uma má acção nossa é consequência de uma má acção de outra pessoa em relação a nós, será que a nossa acção ainda se pode considerar uma má acção? (como a história se repete)
  • Chegou ao fim a era da ocupante do quarto do meio. Entre uma bimba matilde, vegetais e fruta da quinta, rebuçados de Madrid sem açúcar, revistas de moda e óculos de sol, vernizes de todas as cores e cremes hidratantes de maracujá, conheci a pessoa com os horários mais trocados de sempre. E um sorriso contagiante. E quem diria que do outro lado de um computador estaria alguém que um dia iria morar comigo?
  • voltou-se ao mundo da dança, sete meses depois de ter desaparecido em combate. No entanto, chegar rapidamente á conclusão que certas coisas (más) nunca mudam: as mesmas conversas de me***a, a mesma t-shirt manhosa, o mesmo ar presunçoso, as mesmas promessas vazias. Decididamente vou continuar desaparecida em combate.
  • a morte voltou a bater á porta. Desta vez foi na porta ao lado, mas foi uma porta muito próxima. Agora é continuar a viver e valorizar aqueles que ainda cá estão.
  • como um simples palavra pode alterar toda e qualquer a perspectiva que temos de um mundo: Parkinson.
  • e por fim, quando as coisas batem certas, assusta ainda mais do que quando corre tudo mal.

20 de junho de 2011

direcções opostas, opiniões opostas



Union Of Knives - Opposite Direction

17 de junho de 2011

Pedido à nação

Procura-se alma caridosa que tenha um bilhete a mais para o Optimus Oeiras Alive, para o dia dos Coldplay. Em troca oferece-se euros ou serviço de bolos vitalício...

Anyone?!?!?!

31 de maio de 2011

cabe o meu amor


A banda mais bonita da cidade - Oração


esta é a ultima oração
para salvar seu coração
coração não é tão simples quanto pensa
nele cabe o que não cabe na despensa
cabe o meu amor
cabem três vidas inteiras
cabe uma penteadeira
cabe nós dois
cabe até o meu amor

no dia em que fiquei no top 100

Foi um dia longo, stressante, super quente, mas que passou a correr.

O dia em que entrei num estúdio de televisão pela primeira vez, e que fiquei na frente de câmaras, em que coloquei o meu melhor sorriso, em que apoiei desconhecidos nos seus sonhos, tais como eles me apoiaram a mim.
O dia em que o facto de ter levado meia casa atrás deu os seus frutos e emprestei arroz a alguém que lhe salvou o seu prato.
O dia em que uma estrela de televisão viu as fotos dos meus bolos e adorou.
O dia em que fotos dos meus bolos foram gravadas para um dia aparecerem na televisão.

O dia em que lutei contra um forno eléctrico e uma placa de indução, e perdi a batalha (meu rico fogão a gás!).
O dia em que fui um pouco ambiciosa com o prato que levei, e que não correu muito bem (Abóbora gratinada recheada com camarão, tamboril e molho de coco, acompanhada com arroz basmati aromatizado com limão, anis e cardamomo, e salada de verdes).
A abóbora não cozinhou, falhei nos temperos e o tempo passou demasiado a correr. Depois como isto é televisão, as gravações da sala dos júris estavam atrasadas, e a minha comida ainda ficou uma hora á espera de ser provada, o que ainda aumentou o desastre da coisa.

Em três júris, recebi três nãos. Falhei nos temperos e o tamboril e o camarão estavam demasiado cozidos. Mas gostaram muito da minha energia e louraram a minha ambição em levar um prato complexo de sabores.
E ainda recebi um convite para ir visitar a cozinha profissional de um dos júris, e passar uma semana com ele, para ver como as coisas funcionam.

Sai de cabeça erguida, de sorriso nos lábios, e com a alma mais que cheia.

Desta aventura levo grandes lições de culinária, levo os meus horizontes mais abertos, e percebi que ainda tenho um longo caminho pela frente de aprendizagem. Tenho que cozinhar mais, tenho que desenvolver o meu palato, tenho que investigar mais, tenho que me aventurar mais.

E só por isso, o saldo foi mais que positivo!

PS: e percebi que tenho um grande grupo de amigos que me apoiou desde o primeiro minuto. E que só por isso, me encheu o coração.

27 de maio de 2011

estou aqui a hiperventilar

São quase duas da manhã, e em vez de estar no meu sono de beleza, estou com o coração aos pulos e o estômago a dar voltas.

Porquê?

Porque manhã, ás 8h da manhã, vou participar num dos castings finais do programa da comida.
Em frente a câmaras de televisão, vou ter que executar um prato em 50m, e depois tenho 10m para impressionar um painel de três júris do mais alto gabarito. Um prato que infelizmente não tive tempo para treinar, embora já o tenha feito anteriormente.
Sim, vou mesmo à campeã, como me disseram...

Desejem-me sorte, muita sorte... porque m***a eu acho que já vou fazer!

20 de maio de 2011

caiu, partiu-se, caiu


Margarida Pinto - Apontamento

18 de maio de 2011

do programa da comida

Dizem que me inscrevi via site num domingo à tarde.
Dizem que recebi um telefonema terça-feira de manhã, a dizer que tinha sido seleccionada para o casting na semana seguinte, e que tinha que levar um prato principal de comida frio para um chef provar.
Dizem que passei a semana toda com os nervos a flor da pele, a devorar livros de culinária atrás de livros, até finalmente ter decidido que receita fazer.
Dizem que passei o fim-de-semana todo a cozinhar.
Dizem que na segunda-feira fui ao casting, que o chef provou da comida e por acaso até gostou.
Dizem que passei à segunda fase, e que fiz uma entrevista gravada.
E dizem que agora estou à espera a ver se recebo mais telefonema maravilha na semana que vem, em que me vão dizer se passo á terceira fase.
Terceira fase essa que já inclui gravações e desafios de comida.

E dizem que já não tenho quase unhas de tanto roer á espera do dito telefonema....

(antes que perguntei, levei duas mini tartes salgadas com base de broa de milho com chouriço, uma delas de bancon e cebolinho, e a outra de espinafres, cogumelos, salmão fumado e queijo chevre, acompanhadas por arroz basmati aromatizado com limão, e salada de verdes com frutos secos temperada com vinagre balsâmico. Tudo empratado num prato giraço que comprei de propósito e tudo)

os homens e as doenças

Sábado passado, festinha dos 3 anos da sobrinha pirralha nº2.
Para manter a tradição, tia babada levou o bolo, com uma Hello Kitty e um Panda, conforme o pedido da sobrinha pirralha.
Casa cheia de adultos, casa ainda mais cheia de miúdos, porque de ano para ano os adultos trazem cada vez mais anexos dos pequenos.
Sobrinha pirralha nº2 entre o fascinada com a festa e o murcho, o que deixa mãe da sobrinha um pouco preocupada. Principalmente porque na semana anterior, andou um surto de varicela na escolinha da miúda, e ai meu Deus que a miúda está a ficar com pintinhas!
Fim da festa, e é mais que óbvio que sobrinha pirralha nº2 está adoentada com a doença das pintas, mãe da sobrinha em pânico por ter exposto o resto das crianças, mas todos dramatizam a coisa, está tudo bem, tudo calmo, pode acontecer a qualquer um.
No entanto, olho para o lado e vejo que ele está com ar de pânico.
Porquê? Ele nunca teve varicela.
E naquela cabeça de homem já estão a passar todos os cenários e mais alguns que envolvem dores, pintas, comichão, dores e mais dores.
E eu só me ria.
E ele cada vez mais em pânico só dizia que se queria ir embora.
E eu ria-me.

No final, lá se acalmou quando percebeu que afinal não esteve assim tão exposto ás pintas, que afinal não está a passar por nenhum perigo de morte, e que se um dia ele próprio quiser ter anexos dos mais pequenos, vai ter que passar por isso e por muito mais.

Os gajos são tão medricas, credo!

"das coisas muito estranhas" ou "como a casa das paredes azuis está um pandemónio"

Algures entre sábado e hoje, perdi uma sabrina no meu quarto. Já espreitei debaixo da cama, já revirei tudo, e nada de aparecer.

A semana passada foram os óculos, que estiveram desaparecidos durante três dias, até os encontrar debaixo da cama.

Começo a pensar que a casa das paredes azuis tem buracos negros.

Ou isso, ou está a precisar seriamente de uma grandessissima arrumação.

(infelizmente é mais a segunda hipótese...)

é impressão minha

ou o preço dos champô e dos gel de banho andam pela hora da morte?!?!?

5/7 euros por um frasco de 250ml de champô!?!?

Acho que vou começar a tomar banho com sabão azul e branco...

10 de maio de 2011

Where Is My Mind? Where Is My Mind? Where Is My Mind?


Pixies - Where Is My Mind?

e continuando a falar em culinária

Perdi a cabeça, ganhei coragem, e inscrevi-me no MasterChefPortugal.



(acho que enlouqueci de vez!)

acho que já está a começar a virar doença

Foi-se mais uma vez á Feira do Livro de Lisboa. E de todos os livros que lá estavam, de todos os géneros e feitios, quais foram aqueles que chamaram mais a atenção?

Livros de culinária.

Tanto que dos 4 que se trouxe para casa, 3 são de receitas. Um deles assim para o gigante.

E ainda ficaram lá mais dois que estão aqui entalados.

help...

acho que me vou começar a barrar com auto-bronzeador

Depois de passar duas semanas abaixo do equador a trabalhar arduamente para se vir com uma ligeira cor (estou preta), depois de se passar horas infindáveis a virar o bacalhau de um lado para o outro, para ver se vimos com algumas sardas na cara (pareço uma casa-de-banho das moscas!), basta uma semana em terras do pólo norte, e todo e qualquer vestígio dessas árduas horas de trabalho começam a rapidamente a desaparecer.

Ás vezes odeio ser tão branca...

relógio de ponto

Todos os dias, independentemente da hora que se deita, independentemente da quantidade de horas que se dorme, independentemente da quantidade de cansaço que se tem, independentemente do dia da semana que é, ás 7h45 da manhã a pestana abre automaticamente.

Seca......

ontem foi um dia de trabalho para esquecer

Ontem recebi mais de 40 emails e enviei mais de 20 emails.

Tudo em trabalho.

Até me doem a ponta dos dedos.

6 de maio de 2011

3 de maio de 2011

é triste

Acho ridículo ter que andar a "mendigar" para me pagarem o que me devem.


(uma pessoa recebe um telefonema numa sexta-feira ás 5h da tarde, a pedirem-lhe encarecidamente para no dia seguinte, sábado, ir dar formação ás 10h da manhã. E uma pessoa até é simpática e aceita. E o que é que recebe em troca? Fica sem fim-de-semanas durante mais de meio ano, e tem que mandar emails atrás de emails a pedir encarecidamente que lhe paguem as horas de formação que já deu. Tipo dois meses de atraso. Isto quando todos os formandos têm que pagar á cabeça o curso completo. Valor esse que tem assim 4 digitos dos altos. E depois venham-me cá dizer que não têm dinheiro para pagarem aos formadores...)


(e afinal bastou um email com um tom mais ameaçador a dizer que ou pagam ou eu não dou mais formação para a coisa se resolver. No entanto, não deixou de ter que ser preciso eu quase me chatear e eu ter que mendigar... triste, muito triste...)

sardanisca de volta ao polo norte

Depois de 15 dias com temperaturas médias de 28 graus, voltasse a aterrar em aterrar lusas.
Chegasse ás 6h da manhã depois de uma noite inteira em viagem (quem disse que dormir no avião era fácil está muito enganado! É que nem deitada ao comprido nos bancos a coisa foi fácil. Principalmente porque os bancos são mais rijos que pedra mármore!), toma-se um banhinho, muda-se de roupa e ala pró trabalho que se faz tarde.
Para trás ficaram 15 dias de calor semi-intenso; de ar condicionado a bombar no máximo; de alguma fruta; de praias lindas e água mais quente que no esquentador; de conhecer gente nova daquelas bem fixes (e que não paravam de pedir para eu também me mudar para lá!); de conduzir um mini-jeep em ruas cheias de buracos e de candongueiros e pessoas a vender tudo e mais alguma coisa e carros podres e motinhas em contra-mão; de tudo estupidamente para lá de caro; e um passeio de barco até uma ilha que encheu todas as medidas.
Para trás ficaram 15 dias que pouco mais se fez do que praia. E ver alguma televisão. E dormir. Muito.
Desta vez não foi tão intenso como a viagem do ano passado, mas deu para ter uma ideia mais definida de como seria "morar" abaixo do equador.

Na bagagem trás-se apenas um mega bronze (dentro da brancura com que se foi), e sardas, muitas sardas na cara.

De lá de baixo ficam as saudades das praias e do calor. Mas de cá de cima, ficam as saudades das pessoas e no "meu canto". E por enquanto, o cá de cima continua a bater aos pontos ao lá de baixo.

20 de abril de 2011

Alguem tem um livro sobre canalização que me empreste?

Uma pessoa está de férias, a tentar esquecer a vida real, mas depois recebe um email que diz: 5600€+iva pela renovação de um misero wc.

MAS ESTA GENTE TÁ DOIDA?!?! É apenas para colocar 3 canos, tirar uma banheira e colocar uma base de chuveiro, não é para revestir a coisa a ouro!

Asério, tou a um bocadinho assim (-) de pegar na porcaria de um martelo e fazer eu a porcaria das obras...

VÃO MAS É ROUBAR PARA OUTRO LADO!

(ainda por cima foi de alguem que veio altamente recomendado, que era super profissional, o melhor que já tinham visto, bla bla bla... até pode ser isso tudo, mas antes de mais, é um careiro de primeira!)

(repito, alguém conheça um canalizador que não me queira levar á falência? É que estou a começar a ficar desesperada...)

do lado de baixo equador

  • baratas do tamanho de bolas de berlim que sobem pelas paredes acima
  • tá tanto calor lá fora que quando se sai á rua os óculos embaciam-se (mesmo assim está menos do que o ano passado quando cá estive)
  • lagostas e caranguejos para o jantar
  • ar condicionado a bombar no máximo
  • humidade perto dos 100%
  • trânsito infernal, e quando chove a cidade simplesmente pára
  • praia com água super quente, e eu sou a mais branquelas que está na praia, e que se besunta com protector 50
  • relâmpagos que iluminam o céu á noite como se fosse dia
  • tudo é estupidamente caro (mas mesmo muito muito caro...)
  • conjutivite aqui chama-se zap (que o nome da ZON aqui por estes lados, e tem um logotipo com um olho a piscar...), e ter com zap é razão para não e ir trabalhar
  • parte chata é que o tempo está nublado e a chover, o que é complicado quando o objectivo principal é ir á praia...

15 de abril de 2011

Quando se diz que abaixo do equador a coisa funciona de maneira diferente, é mesmo verdade

Menina a desenhar um mini-site especial para os festivias de música que vão acontecer nas praias de um certo país abaixo do equador. O unico pedido que a menina recebe é que o mini-site seja azul, muito azul! Menina faz um cabeçalho para o mini-site em azul e laranja, para lembrar a praia, e espeta com umas palmeiras para lhe dar o ar tropial.

Tudo aprovado, excepto o cabeçalho, porque pelos vistos naquele país abaixo do equador não existem palmeiras nas praias (coisa estranha!). Pedem para substituir as ditas por umas "barracas de comida onde eles fazem grelhados e vendem bebidas" (ou seja, uma barraca de madeira, com meio-bidon cortado ao meio onde fazem os grelhados, e umas grades de cerveja ali pelo chão).

Menina dá a volta á coisa, e substitui por uns chapéus de praia, e a coisa fica resolvida.

No dia seguinte, o site principal desse mesmo país abaixo do equador fez 3 anos, e para celebrar tão "grande" data, a equipa decide fazer um vídeo para mostrar ao mundo quem é que trabalha nesse site. E qual é a primeira imagem que aparece?
Três jornalistas nativas do país tropical em questão, a cantarem os "Parabéns" na praia.
E o que é que elas têm atrás delas?

Uma palmeira.

I rest my case.

14 de abril de 2011

dá para esticar o tempo?

Tenho tanta, mas tanta, mas mesmo tanta coisa para fazer nas próximas 48h, antes de entrar finalmente num avião a caminho do outro lado do equador, que acho que vou precisar de um clone para conseguir despachar tudo!

coisas que me dão um gozo gigantesco

Estacionar a nave num lugar super pequeno e apertado, á primeira tentativa, com apenas duas ou três manobras, mesmo em frente a um bando de homens das obras, que estavam na sua pausa do trabalho.

Ver a cara de gozo deles no inicio das minhas manobra (vamos ter espectáculo de borla, a gaja nunca vai conseguir estacionar ali!), a passar gradualmente para uma cara de espanto (eh lá, a miúda até sabe manobrar a coisa...), dá-me a mim um gozo do caraças (ora tomem lá a prova de como as gajas até sabem conduzir!).

13 de abril de 2011

Tenho uma nova profissão

Burro de carga.


(a quantidade de tralha que os progenitores estão a pedir para eu levar para a áfricas é tal, que se eu conseguir enfiar um bikini e um tshirt para mim dentro da mala, já é um bónus!)

acho que vou vender um rim

E repente, sou confrontada com um numero grande e redondo: 3200. E aseguir, em letras pequeninas "mais iva". O que dá outro numero quase redondo: 4000.

E eu que sou branca, fiquei transparente.

E a seguir respirei fundo, e fechei o olhos. E cai para o lado.

11 de abril de 2011

dar força


Snow Patrol - Give Me Strength

actos e consequências

Uma pessoa passa metade da noite a chorar desalmadamente, adormece com lágrimas nos olhos, e de manhã acorda com umas olheiras que lhe chegam até ás orelhas.

9 de abril de 2011

notas mais que soltas

  • anda-se a 1000 á hora, com preocupações que fazem aparecer mais cabelos brancos todos os dias.
  • a operação "corpinho de sereia até á Páscoa" falhou redondamente, e parece até que estamos maiores do que quando começamos com estas coisas. Já não se corre há mais de duas semanas, metade falta de tempo metade falta de vontade, e não se consegue resistir a comida alguma que aparece á frente. E uma mulher enervada é uma mulher desesperada, e a combinação torna-se ainda mais explosiva quando aparece comida á frente.
  • anda-se a tratar de arranjar a casa-de-banho da casa das paredes azuis. Espera-se pacientemente e ansiosamente por orçamentos que não levem a dona da casa á falência.
  • anda-se ás voltas com três empregos para ver se as economias se equilibram, mas a balança está tão perra que teima em não cair para o lado do saldo positivo.
  • e vindo do nada, sabemos coisas que nos fazem dar valentes gargalhadas durante mais de vinte minutos. A maior ameaça de todas virou cordeiro manso, e só me apetece dizer: ao menos só se estraga uma casa! E eu fiquei três toneladas mais leve e com um sorriso do tamanho do mundo.
  • faltam oito dias para entrar outra vez num avião, voar oito horas, e aterrar do lado de baixo do equador. A lista de tralhas a levar é tão grande que a hipótese de alugar um contentor já quase que está em cima da mesa.
  • continua-se perdida, cada minuto é vivido de cada vez, e o futuro, tirando algumas peças essenciais, é cheio de incertezas. E por estes lados, a força motora que nos caracterizava está desaparecida em combate, e só apetece é meter a cabeça na almofada e acordar quando tudo já estiver resolvido. Mas infelizmente a realidade vem munida de um despertador estridente, que toca todos os minutos de forma violenta, e que não deixa ninguém sonhar com melhorias nem que seja só um pouco. Precisa-se de sorte, muita sorte. Ou então de uma vida nova.

5 de abril de 2011

agora sim, um pedido urgente!

Cenário: casa-de-banho da casa das paredes azuis que simplesmente deu as ultimas. Banheira velha e decandente que não vaza, sifão para lá de entupido, canalizações partidas, grande possibilidade de infiltração no tecto da vizinha de baixo...

Precisa-se: canalizador jeitoso, bom e barato.

Problema: É preciso substituir canalizações descritas como "primitivas" (ainda em metal), e para isso é preciso partir chão, levantar lavatório, sanita, etc... Num cenário ainda mais á frente, é preciso partir tudo e mais alguma coisa, tirar banheira e substituir por chuveiro, mudar sanita, bidé e lavatório de sitio.

Notas a ter em conta: orçamento muito muito muito mas muito limitado (praticamente inexistente!).

Timing: Com grande urgência!

Pedido: Alguém tem o contacto de um canalizador jeitoso que possa recomendar? Obrigada!

hold me


Angus and Julia Stone - A book like this

4 de abril de 2011

á pois é bébé!!!

Com uma casa mais que cheia, em que não cabia mais uma cabeça de alfinete; com um público que cantou todas as músicas em plenos pulmões; com a música dos Muse que será sempre minha; com um ambiente que estava ao rubro, assim foi a despedida dos Hi-Five. Que acabou com pessoas de lágrima no canto do olho. E um público a aplaudir de pé oito anos de concertos inesquecíveis.

E no fim, em tom de despedida, 3 gajas ex-malucas ainda gritaram em plenos pulmões "á pois é bébé!".

Foi o fim de uma era em grande.





Hi-five - Muse - Nina Simone - Felling Blue

operação doce de abóbora

Finalmente a mega abóbara desapareceu, depois de cinco fornadas de doce, e mais dois sacos de congelação cheio, que estão no congelador à espera de virar sopa ou algo assim do género.

No final, tenho 22 frascos cheios de doce de abóbora. E uma bimba que já estava a ficar amarela de tanto doce que fez.

30 de março de 2011

O fim de uma era

Era uma vez um grupo de cinco rapazes que tinham em comum o gosto pela música. Decidiram-se juntar e fazer uma banda, chamada Hi-Five (o nome foi decidido antes do "famoso" site aparecer).
E os seus concertos eram sempre do mais animado possível. Tocavam sempre covers de outras bandas, mas sempre com um toque pessoal pelo meio.
Entretanto os cinco rapazes viram quatro, trocam umas quantas vezes de baixista, mas a essência deles continuava lá.

Ao longo dos últimos 5 anos que conheço os Hi-Five, confesso que perdi a conta a quantos concertos fui deles. A grande maioria no bar Templários, mas também no bar Knock Out, em Setúbal, algures para Alenquer... Houve tempos em que sábado sim, sábado não, já sabia qual era o programa de festas para a noite: assistir aos Hi-Five nos Templários. E acho que arrastei quase todos os meus amigos (e inimigos!) para irem a um concerto deles...
Já sorri muito com eles, já chorei muito com eles, foram muitos os momentos felizes, foram alguns os momentos tristes. No entanto, o saldo é mais que positivo.

Mas grande pena minha, a banda decidiu separar-se, e cada um já tem os seus projectos. E no próximo sábado, dia 2 de Abril, vai ser o último concerto dos Hi-Five nos Templários.
E claro, eu vou lá estar. Na primeira fila. A beber um cocktail Templários super cor-de-rosa. E a cantar em altos berros de modo desafinado. E a música de Muse vai ser minha. E Pearl Jam da Favolas.

Vai ser o fim de uma era. Mas foi uma era das melhores de sempre.


Hi Five Templários Á pois é bébé!


Hi-Five/Templários/Muse


Hi-Five/Templários/ Depeche Mode


hi-five/Templários/Quero-te Tanto

PDI parte 2

A quantidade de cabelos brancos que tenho descoberto ultimamente na minha cabeça é simplesmente assustadora...

PDI parte 1

Longe vão os tempos em que trabalhava alegremente 15h por dia, e aseguir ainda ia sair à noite para dançar. Longe vão os tempos em que trabalhava todos os fim-de-semanas, mais ainda durante a semana, e andava fresca que nem uma alface.

Muito longe vão esses tempos.

Porque agora o facto de trabalhar durante a semana toda, mais sábado o dia todo, e com apenas o domingo para descansar, em que ainda se tem de fazer limpezas e dar apoio à família, andasse simplesmente de rastos.
Ao ponto de ás 22h30 da noite adormecer no sofá. Assim tipo em três segundos. E por mais que se durma, o corpo pede sempre mais. E para a semana para ajudar à coisa também vamos começar a dar aulas á noite. E mais uns bolos pelo meio.

Pede-se calma. E descontracção. E muita estupidez natural...

ando doceira de outras coisas

Era uma vez uma mega abóbora que aterrou lá em casa por altura do fim-do-ano. E por lá ficou à espera de ser transformada em qualquer outra coisa. Todos os dias olhava para ela, todos os dias pensava que lhe tinha de tocar, mas ela por lá ficava.
Até que domingo passado reparei que a dita estava a começar estragada de um dos lados, portanto tinha chegado a altura de atacar finalmente a abóbora. Isto à 1h da manhã.
Resultado: desde domingo, a bimba não tem parado de fazer doce de abóbora. Ou com nozes, ou com laranja e especiarias. Já tenho 11 frascos de doce e ainda nem despachei metade da abóbora.
Algo me diz que já tenho algumas das prendas de Natal deste ano despachadas.

(e o doce está a ficar tããõoo bom!)

bimbamaniaca

Uma pessoa sabe que está a ficar dependente da sua bimba, quando esta está ocupada a fazer doce de abóbora e pensamos que precisamos de fazer sopa, mas não podemos fazer porque a bimba está ocupada com o doce. Então pronto, vou fazer sumo de laranja. Ai espera, também não posso fazer porque a bimba está ocupada...


(e sim, eu tenho panelas e fogão e espremedor de sumos. Mas parece que já não sei funcionar com eles...)

e ainda por cima eu vou lá passar férias...

Mas as coisas abaixo do equador funcionam de modo diferente, é? Cambada de gente incompetente, chiça!


(e o facto de trabalhar com eles todo o santo dia também não ajuda nada...)

25 de março de 2011

Alright, everything is alright



Hurts - Stay

será que amanhã estão lá outra vez?

Na última semana as correrias têm sido escassas. Entre papelada a tratar para mais uma viagem ás áfricas e uma alergia que teima em não ir embora, pouco tempo e vontade tem havido para levantar o rabo gordo e ir correr.
Mas hoje por alguma razão misteriosa do universo, abriu-se a pestana eram 7h30 da manhã, e em vez de virar para o outro lado e continuar a dormir, saltousse da cama e lá se foi dar voltinhas ao jardim.
Claro que uma semana sem quase mexer o rabo tem o seu preço, e as pernas acusaram o esforço logo ao fim de pouco tempo.

Quase no final da correrias, com meio pulmão a saltar pela boca, passam mesmo ao lado um batalhão de soldados/recrutas/marines/policias ou o que eram lá aquilo. 50 marmanjos, aos pares em filinha indiana, tudo de calção branco e tshirt azul, a correrem alegremente atrás do instrutor. E a cantarem. E a correrem jardim acima como se fosse a walk in the park... E a correrem escadarias acima assim com quase uma perna ás costas.

Portanto, anda uma pessoa a fazer um esforço quase de hércules para conseguir dar duas voltinhas das grandes ao jardim sem cair para o lado, e vem um bando de marmanjos a correrem alegremente como se não fossem nada com eles...

Mas ao menos alguns até eram giros e deu para lavar as vistas logo de manhã.

21 de março de 2011

e tem-se alguma urgência no pedido

Procura-se bruxa/feiticeira/curandeira/mãe de santo/vidente/alguém com qualquer poder paranormal que saiba fazer macumba/mézinha/benção/oração/vodoo/palavrinhas acertadas, para afastar para bem longe de mim esta onda de azar que me anda a assombrar à demasiado tempo.

Em troca juro que vendo a minha alma ao diabo.

Obrigada.

17 de março de 2011

Porque é que estás aqui?



No passado dia 12 de Março, mais de 300.000 portugueses saíram à rua para dizer basta. Este vídeo é uma pequena amostra do que levou estas pessoas à manifestarem-se pacificamente contra um presente que assombra o futuro.
A pergunta era: - Porque é que estás aqui?
Um Video e fotografia de Xavier Martins
Ideia de José Pedro Tomaz
Colaboraçao de Rute Barbedo

das diferenças

Terça-feira: mesmo depois de um dia hiper-mega-stressante (entre greve do metro, dar formação pela primeira vez aos colegas, e uma crise existencial que se instalou à muito), chegou-se a casa eram 19h30, e em vez de ir dormir, calçou-se os tenis de corrida, e foi-se dar duas voltas das grandes a correr à volta do jardim. Seguidas. Tipo 8 minutos sem interrupções. 1,5 km seguidinhos sem cair para o lado. Depois mais duas volta das pequenas a andar e mais duas das pequenas a correr.

Quinta-feira: acorda-se cedo, mas acorda-se cheia de alergia e sinusite. Assim uma camadinha daquelas bem grandes. Ainda se tenta correr qualquer coisa de jeito, mas ao final de uma volta das grandes tem que se desistir, porque a falta de ar é tanta que acha que se vai cair para o lado a qualquer momento.

Resumo: a falta que faz ter um nariz a funcionar correctamente...

(estou farta de ter alergia, estou farta de ter alergia, não quero a Primavera, volta Inverno, estou farta de ter alergia, estou farta de ter alergia, não quero a Primavera, volta Inverno,estou farta de ter alergia, estou farta de ter alergia, não quero a Primavera, volta Inverno....)

14 de março de 2011

dos censos 2011


Pedem aos falsos recibos verdes para se identificar como trabalhadores por conta de outrem. Participar numa FRAUDE para beneficiar as estatísticas a favor do Governo? Não obrigado!
Manifestem-se e reclamem enviando uma mensagem de correio electrónico para o seguinte endereço: censos@ine.pt
Passem a mensagem pelos vossos contactos. Muitos não sabem e vão fazer o que lhes é pedido pelo recenseador. Estas estatísticas são importantes para as medidas a tomar durante os próximos 10 anos. Então, que sejam o mais verdadeiras possível.


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Portanto, trabalho num local de trabalho fixo dentro de uma empresa, tenho subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido, mas trabalho a recibos-verdes... então devo colocar a opção "trabalhador por contra de outrem". Então e porque é que não tenho as regalias que os verdadeiros "trabalhadores por conta de outrem" têm como subsidio de Férias, de Natal, de refeição e até quem sabe de desemprego? E já nem falo em seguros de trabalho de de saúde... Se até o estado não reconhece que esta situação é ilegal, porque é que as empresas o iriam fazer? Mais um prego para o caixão do "como lixar mais um bocadinho a malta"...

Obrigada e bom dia.

eu estive lá. e até me vieram lágrimas aos olhos de ver tanta gente na rua

Reportagem fotográfica disponível [aqui].

«Um protesto “apartidário, laico e pacífico” pelo reforço da “democracia participativa no país”. Foi assim que os impulsionadores do movimento da “geração à rasca” descreveram a manifestação deste sábado. O repto aparecia numa carta aberta endereçada a cidadãos e organizações da sociedade civil do país. A resposta foi dada em uníssono por centenas de milhares de pessoas. Jovens e menos jovens. De todas as condições sociais. De todas as coordenadas ideológicas, desde nacionalistas a defensores dos direitos dos homossexuais e anarquistas.» (RTP.pt)


via

11 de março de 2011

da geração à rasca, ou a ironia das ironias

Amanhã vou estar com toda a minha alma, no meio da Av. da Liberdade, a gritar bem alto contra as injustiças que esta geração denominada "à rasca" está a passar. Eu que tirei um licenciatura já há 10 anos numa faculdade privada, paga pelos pais é verdade, mas que em 4 anos numa faltei a uma única aula, nunca chumbei a uma única cadeira, numa precisei de ir a oral, e até acabei com a média simpática de 15 valores.

Eu que trabalho há quase 10 anos, e só tive uma única vez um contracto de trabalho. Eu que nunca baixei os braços e já fiz de tudo: dar 15h de formação por dia; ensinar reciclagem a miúdos aos fim-de-semanas em centro comerciais; paginar revistas e jornais; fazer anúncios ridículos para a televisão onde se vendem toques poliofónicos para os telemóveis; vender internet para telemóveis num callcenter, desenhar sacos de plástico e de papel; desenhar e organizar eventos para 250 pessoas; desenhar a decoração para lojas de tintas; desenhar blogs; fazer logótipos, convites de casamento, catálogos de moda, cartazes para eventos farmacêuticos; fazer bolos para fora; vendi bijutaria em feiras... you name it, i have done it!
E agora, estou numa "grande" empresa à quase 3 anos, onde tenho um posto de trabalho, um horário de trabalho e uma chefia. Eu que até desempenho algumas funções de chefia. Eu que até dou formação dentro da empresa.
Eu que estou à 3 anos a recibos verdes e que nunca recebi um aumento desde o dia em que entrei. Eu que fazendo bem as contas, depois de pagar impostos e segurança social, fico com pouco mais do que o equivalente ao ordenado mínimo nacional.

Já fui despedida porque tinha demasiadas habilitações, já fui despedida porque o chefe achava que se dava mal com pessoas com o signo Leão e Sagitário, e imaginem lá qual era o meu signo e o meu ascendente? Já fui despedida porque era preciso fazer cortes e eu era a designer que ganhava mais. E no dia seguinte contrataram dois miúdos acabadinhos de sair da faculdade a recibos verdes, claro...

Eu, que em 99% dos trabalhos que fiz, foram sempre a recibos-verdes.
Falsos recibos-verdes.
E porque é que me sujeitei a isso, podem perguntar? Porque nunca consegui arranjar algo melhor, e porque sempre me fizeram promessas que era uma situação temporária. Um temporário que vira definitivo com demasiada facilidade. Eu que nunca soube o que era um subsidio de férias, um subsidio de Natal, um subsidio de alimentação... subsidio de desemprego, o que é isso mesmo?


Amanhã, a minha alma vai estar no meio da Av. da Liberdade a tentar lutar por um futuro melhor, mas na realidade, amanhã vou estar com todo o meu corpo numa sala de formação, mesmo ao lado da Av. da Liberdade, a dar aulas das 10h ás 18h da tarde. A recibos-verdes, claro.

Porquê?

Porque preciso de dinheiro.
Porque o emprego que tenho a tempo inteiro não me permite sobreviver.
Porque mesmo cortanto por todos os lados, estou com a corda a apertar muito no pescoço.
Porque há quatro anos atrás, com 28 anos, cometi a loucura de querer sair de casa dos pais e comprar uma casa.
E agora, com quase 32 anos, gostava de avançar com a minha vida e fazer aquelas coisas de adultos como constituir família, e não posso nem sequer sonhar com isso, porque não tenho condições nometárias.
Tanto que já aluguei um quarto na malfadada casa para ver se me aguentava... Dai precisar de um segundo emprego, que dura aos sábados o dia todo, a ver se com isso a coisa equilibra.

Muito se escreve sobre esta geração "à rasca" que no fundo não quer é trabalhar, e quer é receber os direitos de mão beijada sem ter as obrigações.
Infelizmente conheço inúmeros casos semelhantes ao meu. Que lutam até mais não poderem, mas depois alguém os mata na praia. Porque não lhes dão um simples contracto de trabalho.

Amanhã gostava de ir à luta por um contracto, mas nem isso me posso dar ao luxo. Porque vou estar a trabalhar precáriamente.

quando se está com a neura, só pode dar mau resultado

Uma pessoa pode correr tudo e mais alguma coisa que quiser, durante horas seguidas por ribanceiras acima, mas se depois chega a casa e não consegue parar de comer colheradas de leite condensado cozido, do restinho que sobrou da lata que usou para rechear o bolo que foi mais uma encomenda... simplesmente não há dieta que resista!


(já consigo correr 1 volta e meia das grandes sem desmaiar aseguir. E agora a minha grande diversão é subir e descer escadas a correr, assim várias vezes seguidas Já consegui 8 lanços seguidos. Aprendi no programa dos gordos e aquilo resulta mesmo!)

10 de março de 2011

é urgente


White Lies - Strangers

da vida

Quando começo a fazer contas à vida... só me dá vontade de enfiar a cabeça numa almofada e dormir durante os próximos 10 anos.

Isso ou chorar desalmadamente.

as melhores receitas do mundo

Quando me mudei definitivamente para a casa das paredes azuis, das primeiras preocupações que surgiram foi: o que é que eu vou comer? O problema não era bem o cozinhar, era mais o ter ideias...
Por isso, virei-me para o maravilhoso mundo da blogosfera culinária, e ideias eram o que não faltavam. Foi nessa altura que descobri o blog "As minhas receitas", que depressa se tornou o meu favorito. Mesmo tendo uma catrefada de livros de receitas em casa, é sempre a este blog que eu recorro para inspiração, e já perdi a conta a quantas vezes este blog me salvou de comer uma tosta mista ou iogurte com cereais para o jantar. E foi aqui que me inspirei para as minhas prendas de natal caseiras que ofereci nos últimos anos.

Por isso, quando percebi que o meu blog de culinária favorito ia virar livros, claro que tinha de o comprar. Ainda por cima, com dicas e conselhos de economia doméstica, daqueles que nos são passados pelas nova mães e avós.

Assim que o comprei, não consegui largar. Está escrito como se fosse um diário, com receitas simples e saborosas pelo meio. Mais as dicas.

Em dois dias, li-o de uma ponta à outra. E já fiz umas pataniscas de courgete que ficaram simplesmente bru-tais.

Parabéns Joana Roque por um blog fantástico, por um livro inspirador, e por me mostrares que não sou a única maluca que acha que cozinhar é um prazer.


já perguntei se agora era pré-requisito para pertencer à equipa

A chefinha é uma gaja perfurada. No sentido literal da palavra: tem um piercing no lábio, outro no queixo e ainda outro na língua.

Agora foi a vez do semi-chefinho fazer um furo na língua. E à conta do dito, à quase uma semana que não consegue comer decentemente: é coisas liquidas frescas, e já está com sorte. E claro que há conta desta dieta forçada, já perdeu 2kg.

Ora aqui a menina está a tentar encolher nas ancas a todo o custo... já tão a ver as ideias radicais que me estão a passar aqui pela cabeça, não estão?!?!














(claaaaaaaro que não me vou perfurar em sítios estranhos! De cada vez que me lembro que o meu singelo piercing na orelha demorou 2 anos até sarar completamente, fico logo sem ideias malucas. E estou desesperada para encolher... mas não estou assim TÃO desperada!)

9 de março de 2011

se os bolos não funcionarem, viro mulher das mudanças

Em dia de neura, em que lá fora era feriado mas chovia de vez em quando, e todos os planos para sair de casa saíram furados, nada melhor que mudar uns quantos móveis de sitio para libertar as frustrações, e em menos de meia-hora ficamos com uma sala nova.

Podia-me ter dados para os cozinhados, mas o medo de alargar (ainda mais) as ancas deu-me para puxar e empurrar coisas.

Para a semana acho que vou atacar o escritório.

7 de março de 2011

3 de março de 2011

Sim, a fórmula mágica de exercício e dieta funciona, e o esforço compensa!

E uma semana depois de ter começado a levantar o rabo gordo da cama:
  • Já não sinto que me vai saltar um pulmão se fizer uma voltinha completa ao jardim a correr. Antes pelo contrário, até tenho vontade de correr mais.
  • Não havia necessidade nenhuma de estar outra vez um frio de rachar pela manhã. Principalmente aquele vento que vem do Polo Norte, e me bate bem de frente, quando eu estou a tentar correr pela subida do jardim. É que já bastava o jardim ser a subir, quanto mais ter que lutar contra o frio gelado que puxa para trás.
  • Todos os dias encontro as mesmas velhotas a passearem os seus canitos logo de manhã, o que ás vezes até ajuda na corrida porque quando eles se metem á minha frente, vira corrida de obstáculos tipo 100m barreiras. Isso e o gajo estranho que gosta de andar por ali a olhar para o céu com ar perdido, enquanto fuma o seu charro matinal (todos os dias! TODOS!)
  • é incrível como se tiver uma garrafa de água ao meu lado, luto o dia todo para beber meio litro de água. No entanto se tiver um termo com chá, despacho 1 litro só da parte da manhã, mais 1 litro da parte da tarde (sem açúcar claro!).
  • a Wii do gajo que é usada uma vez de vez em quando, agora leva uma esfrega todos os dias. Ele é os exercícios do jogo dos gordos, ele é boxe, ele é hulla-hoop. Claro que voltei a redescobrir que tenho músculos, principalmente abdominais e músculos nas pernas, porque me doem todos e mais alguns.
  • Acabaram-se as bolachinhas, os jantarinhos, os petisquinhos. Agora é iogurtes magros, e cereais integrais, e sopinha ao jantar. E as duas cenoura que levo todos os dias para ir comendo durante o dia de trabalho (os meus colegas já gozam comigo e dizem que um dia destes viro um coelho...)
  • isto tudo para uma semana depois, a Wii me dizer que já perdi 1,100kg. OIÉ!!!!!!!!

2 de março de 2011

não liga nenhuma a bola, mas gadgets é com ele! Mas é benfiquista, claro!

O gajo virou-se para esta gaja, e perguntou se ela queria ir ao cinema à ante-estreia do filme Rango, que lhe tinham oferecido convites.
Gaja vai ver o trailer, acha piada, e diz ao gajo "bora lá!".
Gajo confirma a presença na ante-estreia do filme.
Até que o gajo diz á gaja que vão ver o filme hoje, no Colombo.
Gaja arregala os olhos, e pensa "estamos lixados!".
Gajo pergunta "mas porquê?".
Gaja responde que hoje há jogo do Benfica-Sporting, na Luz.
Gajo responde "ah, não sabia..."
Gaja sorri e pensa para com os seus botões "devo ter descoberto o único gajo á face da terra que não liga a bola... fixe!".

Moral da história: hoje vou-me enfiar no Colombo, em dia de mega-derby. Espero conseguir sair viva e inteira. Pelo menos vim vestida de vermelho.

1 de março de 2011

sim, continuo a levantar todos os dias o rabo da cama e a mexer-me!*

Procura-se alma caridosa que tenha lá em casa uma Wii+Wii Fit parada, e que possa emprestar aqui à menina durante a próxima semana. A Wii que a menina tem lá em casa vai de férias uma semana, e a menina precisa de continuar a fazer os seus exercícios diários para cumprir o seu objectivo de ter um corpo de sereia até à Páscoa!

Alguma alma caridosa quer ajudar?


*excepto ao fim-de-semana, mas porque a coisa não se proporcionou...