2 de junho de 2009

da famelga

Ás vezes, e infelizmente não são poucas, dá-me vontade de mandar a famelga ás urtigas, de esquecer que eles existem, de mandar três ou quatro berros bem mandados, e de lhes chamar à atenção para coisas que eles conseguem ver, mas que no fundo não querem ver.
E depois eu é que tenho mau feitio, eu é que sou a refilona, eu é que grito, eu é que sou a má pessoa.

E sinceramente, estou a começar a ficar bem fartinha desta história.

29 de maio de 2009

frase da semana

A programação está para mim, como o óleo de fígado de bacalhau está para o resto do mundo: toda a gente sabe que faz bem, mas ninguém gosta de tomar...


Pá, não gosto, nunca vou gostar, não quero saber, não me chama, não me interessa, não suporto, não, não e não!
E sim, que remédio, vou ter que aprender...

vontadinha nenhuma

Entre um projecto que não tenho a mínima vontade de o fazer (mais um jornalista armado em carapau de corrida, que o que merecia era dois berros a ver se acordava prá vida!); um projecto de moda que se correr bem, vai ser uma bomba; e um projecto que fui eu que o fui desencantar, sobre um recente devaneio adolescente, o qual claro, meti a barra muito alto, e agora nem sei por onde começar... não me apetece é fazer nada!

Na realidade, o que eu queria mesmo era estar numa espreguiçadeira á beira mar, a ler um livro, e a desfrutar deste belo calor.


(e eu que nem a depilação tenho feita para usar uma saianha... gaja sofre!)

post de merda, literalmente

Trabalho numa grande empresa, num dos pisos de um grande edifício, onde trabalha muita gente.
E essa gente toda, a dada altura do dia, como comuns mortais que são, têm que ir ao WC, fazer as suas necessidades mais básicas.

Até aqui, tudo bem... acho....

Então porque é que eu quando vou á casa de banho, encontro as casas de banho em estado mais que nojento? E porque carga de água as pessoas não puxam o autoclismo depois de fazer o que têm as fazer?!?! Será que que dá muito trabalho? E pior, será que em casa delas também não o fazem?!?!?!

Cambada de porcas, pá!

energia, precisa-se!

Pela primeira na sua existência de 4 anos na minha posse, a minha bela nave deixou-me apeada. A bateria deixou de ter energia, e o meu meio de transporte predilecto deixou de funcionar.
Na realidade a culpa é minha.
Já raramente ando com ela, á uma vez por semana quando é preciso ir ao hipermercado abastecer o frigorífico.
Já anda pitosga do lado esquerdo á mais de um ano...
Faz uns barulhos estranhos que eu fingo que não oiço...
E já não me lembro da ultima vez que ela foi devidamente limpa (na realidade, sei, mas até tenho vergonha de dizer).

Portanto, a minha nave está sem energia, e amanhã o gaijo vai tentar mudar a bateria por uma que a minha avó tinha perdida lá por casa, que o meu avô comprou á uns 3 anos, e nunca chegou a usar.

Algo me diz que vou continuar sem nave durante mais algum tempo.

E logo este sábado que era dia de ir abastecer o frigorífico...

das coisas amorosas

Gosto de ouvir quando um colega de trabalho se refere à sua mulher como "a minha mais que tudo".

27 de maio de 2009

e uma sensação de absorção, mas ao contrário

Hoje de manhã sai disparada de casa.
E entre trazer a lancheira com o almoço, levar o saco do lixo, o casaco, a mala, os óculos de sol e o livro para se ler para segunda vez no autocarro, algo tinha de ficar para trás.

Ficou o telemóvel.

Um dia inteiro sem telemóvel.

É uma liberdade da qual me tinha esquecido de sentir à muito tempo...

25 de maio de 2009

ser, todos os dias, um bocadinho mais forte



O Fortuna - Carmina Burana - Carl Orff

pelos vistos, o "para sempre", é para ficar



Dave Matthews Band - Crash Into me

de outro lado (12)

Esperar pelo Amor

Falar de amor não é fácil. Sobretudo para quem nada entende de amor. Como eu. Digo e repito isto vezes sem fim, porque é de facto isso que penso, que sinto. Se eu entendesse de amor era feliz no amor. Vivia-o em pleno e não em saudade. Olhava para ele e sorria, em vez de tantas vezes deixar cair lágrimas parvas e melancólicas por me lembrar vezes sem fim daquela pessoa especial que vive em mim, mas geograficamente distante e emocionalmente longe...

Outras pessoas conheci depois dele, do special one (que não é o Mourinho) e esses foram e serão sempre os outros, como na música dos Kid Abelha. Que me perdoem por esta confissão... Porque é mesmo assim. Porque é uma paixão que não passa, uma paixão que se alimenta de saudades, de sonhos, de ilusões que eu permito (e quero) que continue a ser o meu padrão de referência quando se fala em amor para a vida. O meu Mr. Big. Sem dúvida nenhuma.

Porque aquele é o amor que eu queria para a vida inteira. O que me faz suspirar há tanto e tanto tempo depois de o ter conhecido. É aquele que me faz acreditar que há pessoas fascinantes, que há pessoas mais fascinantes que outras que também são fascinantes, mas não tanto. É aquele que me faz ver todos os dias que menos é mais, muito mais. Que me faz amar a simplicidade, que me faz acreditar que é mais doce e vive melhor aquele que vive um dia de cada vez, do que aquele que quer tudo hoje ou nunca mais.

E eu... eu com ele aprendi a esperar. Porque quero. Porque quero muito. Vale a pena esperar? Não sei... mas acredito que um dia, o dia chega. Como está escrito nos pacotinhos de açucar da Nicola.
E isto é o amor. E do amor tudo se pode esperar, porque com ele tudo, mas mesmo-mesmo tudo, é possível. Um dia.

via às nove no meu blog.

22 de maio de 2009

dá-me música

Jem - It's Amazing

21 de maio de 2009

cores e mais cores

E os 45 minutos sobre cor passaram a voar, e nem eu sei muito bem como, consegui condensar 6 horas de matéria. Na realidade, falei 59 minutos... mas ninguém deu conta de nada!

Entre cores, piadas, filmes com orgias e perguntas, a coisa lá se passou.

Da parte da tarde, as apresentações eram o tema mais falado no Twitter!

E para terminar o dia ouvir "A tua apresentação foi de alto nível, muito melhor do que muitas apresentações sobre Design que eu já vi lá fora!".

E eu fiquei sem saber muito bem o que responder...

se um dia, eu tiver um dia com metade disto, já fico feliz!



De chorar lágrimas, umas atrás das outras...

19 de maio de 2009

a essência

Por vezes, imagino o meu cérebro como se fosse uma enorme biblioteca, cheia de livros de todos os tamanhos e feitios
Cada livro é uma história da minha vida, do meu passado.
Há livros que já estão fechado e arquivados. São histórias passada, fechadas, aceites, as quais eu posso voltar a reviver sem o coração disparar.
Mas depois há alguns livros, que ainda estão semi-abertos. Ainda lhes faltam algumas páginas para as suas histórias estarem completas.
Pegar nesses livros, e reler as suas histórias pode ser, e é, um pouco angustiante.
Alguns desses livros irão fechar-se naturalmente como tempo.
Outros, precisam de acontecimentos para se fecharem.

Num futuro muito próximo, o livro mais grosso, mais incomodativo, mais angustiantes vai ser abanado até aos limites, e vai ter que se fechar, definitivamente.

E eu espero sobreviver .

pânico, parte dois e meio

Pois, parece que vou falar de novo para 80 marmanjos.
E claro, deixei para a última hora a preparação da coisa.
Tenho "só" que enfiar 6 horas de formação em 45 minutos.
Desta vez é sobre cores.
Tenho que explicar aos senhores programadores que existem mais cores, sem ser preto e branco.
Coisa pouca, portanto!

Cheira-me que a noite de hoje vai ser muito longaaaaa....

18 de maio de 2009

ufa, preciso de descançar!

A muito custo, lá se consegui sobreviver a três dias intensos de dança. Tenho dores musculares em tudo o que é canto do corpo, e descobri que se consegue abanar partes do corpo que eu nem sabia que elas podiam mexer, mas depois de ver os melhores do mundo a dançar, é oficial, eu pareço uma mistura entre um frigorífico e uma tábua de engomar a dançar. E ás vezes sou uma betoneira, porque rebolo bem a cintura.
No entanto, há quem diga que eu até danço muito bem. E é claro que eu não acredito neles.

Sexta-feira, espectáculo com a melhor escola de Salsa de Lisboa, com o melhor par do mundo, e com o melhor grupo do mundo. Parte muito boa da coisa: os bilhetes podem ter sido estupidamente caros, mas ao menos ficou-se sentada na segunda fila. Até deu para ver as lantejoulas a voarem! E ficar babada com a técnica e a criatividade daquela gente.
Segui-se a festinha, onde se dançou pouco, para poupar o corpo para os workshops do dia seguinte.

Sábado, acordar cedo, preparar a marmita, e ter de apanhar o metro para ir salsar, já que alguém decidiu fazer a Bênção das Fitas mesmo ao lado do Congresso.
E começou a loucura de movimentos. 2 horas de salsa a par com o melhor bailarino do mundo (e o mais giro também!). Pausa para almoço, mais duas horas de rumba como o segundo melhor bailarino do mundo (giro que até doía!), seguida de duas horas de salsa avançada a par, com o melhor par do mundo. Desisti ao fim de duas voltinhas. Aquilo era complicado como tudo! Pelo menos deu para ver que ainda muito trabalho pela frente! Ainda era suposto fazer mais 2 horas de salsa a par, desta vez iniciados, mas estávamos tão doridos, que acabamos por ir para casa descansar um bocado, para nos aguentarmos para a mega-festa de sábado á noite.

Segunda parte do espectáculo, mas muita baba com os movimentos daquela gente, seguido de mega-festa de Salsa. Gente que era gente no mundo da dança, estava lá toda a gente. Pessoas do Algarve, Coimbra, Porto, Aveiro, Lisboa... era vê-los a rodar! E para ajudar à festa, os melhores do mundo também se juntaram à malta básica, e foi babanço a noite inteira... Ambiente espectacular, gente gira, música da boa... a melhor festa da capital e arredores.

Domingo é que foi o descalabro. Supostamente era para acordar ás 10h da manhã, mas as dores no corpo eram tantas, que nem até mexer os olhinhos era doloroso! A muito custo, consegui arrancar o corpo da cama era meio-dia, e seguimos para fazer duas horas de ladys/mens styling com os melhores do mundo.
E foi... a loucura!
A gaja é boa, e abanasse de uma maneira brutal, e mexe as mãos como eu nunca vi... e eu perdi-me toda, mas adorei!
Claro que o corpo ainda ficou mais partido, mas ainda restou um bocadinho de energia para ir à festa de aniversário da sobrinha pirralha, e matar saudades de metro e meio de gente...
Voltar a correr para ver a última parte do espectáculos, desta vez só com artistas portugueses, fartar-me de rir com as más figuras de certas pessoas (tá gordo que nem um texugo e ela com umas trombas que vão daqui até Marte!), e ficar completamente deliciada com putos de 17 a dançar como eu nunca vi, ali está potencial a olhos vistos!

Terminar a noite com mais uma dança, o corpo já pede descanso, e infelizmente o dia seguinte é de trabalho.

Notas a reter: eu até nem danço nada mal, mas claro que nunca vou ser uma profissional da coisa, acima de tudo estou nisto para me divertir. Os sapatos roxos são lindos. Pela é serem estupidamente caros. E claro, meter sempre férias a seguir a estes congressos, que o corpo pede descanso!

E agora, para um último babanço.... os melhores do mundo!

15 de maio de 2009

5 dias depois

Já se comprou comida e o frigorifico já não está ás moscas.
Já se entregou o IRS, e até se vai receber de volta uma bela pipa de massa!
Já se comprou as prendas todas para as sobrinhas queridas. Roupa é sempre a melhor opção. Pelo menos enquanto elas são piquenas.
Bebeu-se café com a amiga, falou-se mal da outra amiga, e como bonus, ainda se viu-se uma aula de dança de gajas de se meter a inveja.
Estamos a rezar para sobreviver a três dias de workspots e festas e espectáculos de salsa. Para complicar o caso, no sábado de manhã, decorre a Benção das Fitas de Lisboa, mesmo ao lado de onde vai ser o congresso. Vai ser a loucura para encontrar lugar para estacionar!
A apresentação da cor está em stand by. Só de pensar que tenho de enfiar 6 horas de matéria em 45 minutos, até tenho arrepios.
Esperasse conseguir chegar inteiros à festinha de anos do primeiro aniversário da segunda sobrinha pirralha. E pelo menos, conseguir mexer os olhinhos.
E na segunda-feira, tem-se uma formação logo ás 9h30 da manhã.
Isto vai ser bonito, vai....

dos sonhos tornados realidade

1544 páginas.
Li-te-ral-men-te devoradas em 12 dias.
E as últimas páginas foram lidas de forma beeeeeem lenta, para fazer a coisa durar mais, se não bem que tinha acabado mais cedo
Houve noites em que só dormi 3 horas, porque simplesmente não conseguia largar as palavras que tanto puxavam por mim.
É simplesmente uma história de amor, como tantas outras, mas que me fez sonhar, e chegar a uma pequena e simples conclusão, que de deixou a sorrir.

Eu também estou a viver uma história de amor.

E daquelas bem boas.



(ando melechas, não liguem!)

13 de maio de 2009

dos bons e dos maus impostos

  • Segunda-feira, quase uma da manhã, começo a ouvir água a correr fortemente na minha rua. Vou à janela ver o que se passa, e estão 3 funcionários camarários a lavar a rua com as suas mangueiras de grande pressão de água. E por acaso, estavam a lavar o bocadinho da rua que se encontrava mesmo por baixo do meu carro. Abri a janela, e simpaticamente perguntei se queriam que eu mexesse o carro para eles lavarem melhor a rua. Responderam que "não, obrigada", e devem ter gostado tanto do meu sorriso, que vai de aproveitar e dar banho ao carro que estava assim um bocado pró sujo. Um bocado, é a favor. Cinco minutos depois, e 3 super-mangeiradas, tenho o carro a brilhar que é um mimo. Até as jantes mudaram de cor!
  • Maio é mês de impostos. Maio é mês de entregar o belo do IRS. Organizei as papeladas todas, os valores todos, as declarações todas. E decidi meter o factor F em funcionamento. O factor Famelga, estás se mesmo a ver (o avô é contabilista, a tia e o tio trabalham nas Finanças, a mãe trabalha numa tesouraria...). Mas mesmo com o factor F em grande acção, demorei 2 horas até submeter a declaração. "Mas qual é o código do campo 204?" "E não sabes o contribuinte de cor!?!?". Meus caros, eu sou cores, não números.

de outro lado (11)

A equação do amor

Adoro finais felizes. Adoro pessoas que acreditam em finais felizes. Adoro quem acredita num amor que à partida parecia condenado ao fracasso. Adoro amores e projectos de vida a dois que calam as bocas dos profetas da desgraça. Tudo porque numa noite em que não tinham nada para fazer, se lembraram de inventar que algumas pessoas não têm nada a ver uma com a outra... juro que não entendo este conceito. Para mim o que não tem nada a ver com nada é usar botas de neve em pleno verão, é não gostar de chá no inverno, é vestir um vestido amarelo e calçar uns sapatos vermelhos, ou verdes, ou roxos ou umas sandálias à bife com meias brancas e calções cor caqui (ME-DO). E mesmo assim, hoje em dia usa-se tudo, combinam-se todas as cores e tudo fica bem (menos a história da sandaleca e o pé de gesso... please), porque as pessoas gostam ou porque a moda assim o dita.

No amor tudo acontece de acordo com a primeira hipótese: as pessoas gostam (se). E isso devia bastar. E basta, pelo menos a quem ama. Aos outros, os que estão de fora e que adoram falar da vida dos outros, é que não chega porque simplesmente as pessoas não fazem pendant. E dizem do alto da sua verdade "Eles não têm nada a ver um com o outro. Ela gosta de praia e ele não. Ele gosta de futebol e ela não. Ele estudou e ela não. Ela é bonita e ele é feio. Ela é alta e ele é baixo. Ele é rico e ela não..." e por aí fora, num desfile de anormalidades não fariam sentido em lado nenhum, muito menos no amor...

Porque no amor as escolhas não se fazem, simplesmente acontecem. Porque no amor as pessoas não têm de explicar porque gostam, apenas sentem. E porque o amor, latu sensu, devia ser vivido, sentido, sonhado e esperado como uma receita de culinária que vamos experimentar pela primeira vez. Primeiro apaixonamo-nos pela receita como um todo e queremos arriscar confeccioná-la para conhecer o sabor, o resultado final. Estudamos os ingredientes com cuidado, preparamos tudo o que é necessário para dar certo com carinho e começamos a amar a receita em todas as suas etapas - "estenda a massa sobre uma superfície polvilhada, corte em sete porções e reserve, coza em lume brando ou em banho maria... siga o tempo indicado para a cozedura e esteja atenta ao ponto, por forma a que não fique nem demasiado cozido, nem cru".
É verdade que não existem receitas mágicas para duas pessoas que se amam ficarem juntas. Era juntar o melhor dos dois mundos. Ainda assim, e com a consciência de que não existe o melhor dos dois mundos, fico feliz quando a equação do amor prova que ele é o que de melhor há na vida. E que as pessoas que aparentemente não seriam perfeitas juntas, constroem um amor quase perfeito. Quase... porque perfeito, perfeito só aquele anúncio e esse não fala de amor.

via ás nove no meu blog.

12 de maio de 2009

do sonhar

Rob Pattinson - Never Think

Never think
What's in your heart
What's in our home
That's all I want

You'll learn to hate me
But you still call me baby
Oh Lord
Just call me by my name

And oh, save your soul
save your soul
Before you're too far gone
Before nothing can be done

I'll try to decide when
Shall I win
I ain't got no fight in me
In this whole damn world
To tell you to hold off
But you still hold on
It's the one thing that Iknown

Once I put my coat on
I'm coming out of this all wrong
She's standing outside holding me
She's saying oh please
I'm in love
I'm in love

Girl save your soul
Save your soul
Before you're too far gone
And before nothing can be done

'Cause without me
You got it all
So hold on
Without me you got it all
So hold on
Without me you got it all
Without me you got it all
So hold on
Without me you got it all
So hold on
Without me you got it all
So hold on
Hold on



(esqueçam as imagens, ouçam a música, que é o que verdadeiramente interessa)

11 de maio de 2009

verdade não absoluta

O facto de tudo estar a correr bem, mete quase tanto medo como quanto tudo corre mal.

de certas pessoas

Estou cansada de pessoas que só olham para o seu umbigo, que se acham o fim da picada, que adoram fazer juízos de valor sobre tudo e todos à sua volta, mas que depois, quando se olham ao espelho, são mais podres que um caixote do lixo que não é lavado à mais de 6 meses.

E mais não é preciso dizer.

das letras

Uma semana.
Sete dias.
Dois livros de 500 páginas despachados.
Um deles em apenas dois dias.

A ficção é mesmo bem mais interessante do que a realidade.

a sonhar, e sonhar, e sonhar...



Mutemath - Spotlight

7 dias e 7 noites

É preciso ir comprar comida, o meu frigorífico já se queixa de estar ás moscas.
É preciso entregar o IRS (preciso de dinheiro!).
É preciso descobrir uma prenda de anos, uma prenda de nascimento, e uma prenda de Páscoa, para as três sobrinhas pirralhas.
É preciso ir beber café urgentemente com uma amiga, para se falar mal de outra (temos grandes razões para isso).
É preciso sobreviver a três dias de workshops, apresentações e festas de Salsa. Dizem que ando a dançar bemzinho, vamos lá colocar isso à prova (já em aguento a fazer cinco voltas! Já me aguento a fazer cinco voltas!).
É preciso ir ao primeiro aniversário da segunda sobrinha pirralha. Dava jeito levar todas as prendas que ainda preciso comprar (ver ponto numero três da lista).
É preciso organizar uma apresentação sobre a cor, para 80 marmanjos em que a noção de cores deles é fundo preto com letras brancas. E cores como salmão, fucsia e cian são bichos estranhos (já sei disto há mais de um mês, claro que deixei para a última hora).
Pelo meio, dá jeito fazer jantares para trazer almoços, limpar a casa, namorar, ler.
E respirar...

7 de maio de 2009

dá-me música

Dave Barnes - Until You

6 de maio de 2009

o que vale realmente a pena

Ontem, numa conversa de café, disseram-me:

"O teu trabalho é um bocado da treta, é fazer as coisas bonitas... e não tem muita visibilidade nem trás grande retorno à empresa".

Sei que não sou nenhum super médico que salva vidas a torto e a direito.
Sei que não sei escrever romances de fazer chorar as pedras da calçada.
Sei que não nunca vou descobrir a cura para o cancro, ou para a Sida.
Sei que não faço pão todos os dias para alimentar 3500 bocas esfomeadas.
Sei que não faço a mínima como cozer um par de calças, ou uma saia, ou tricotar uma camisola.
E sei que se um dia a electricidade faltar no mundo inteiro, serei uma daquelas pessoas que vai ficar sem nada para fazer, e não vai valer nada, porque não sei plantar, ou caçar ou mesmo criar animais.

E sei que não sou nenhuma técnica super especializada que faz aplicações para calcular a raiz quadrada do diâmetro da terra, mas no dia em que a luz faltar na terra, o que é que isso também vai mesmo valer?

Hoje, pela primeira vez na minha vida, tenho orgulho no trabalho que faço. Consigo utilizar a minha pequena veia criativa, a fazer umas coisas engraças e giras.

Acho que é assim que na realidade se pode classificar o meu trabalho: engraçado e giro.
E que no fundo, qualquer um pode fazer coisas bonitas. Pelo menos é o que toda a gente dizem, até claro, chegar verdadeiramente a altura de o fazer.

Mais uma vez, fui relembrada porque é que no fundo, sou tão valorizada na minha empresa como a menina brasileira que anda a empurrar um carrinho cheio de bolos e a vendê-los.

E mais uma vez, pergunto-me se tomei a decisão certa na profissão que decidi escolher.

Se valerá realmente a pena tornar as coisas "giras e bonitas".

Porque à noite deito a cabeça na almofada, e sou assolada por uma enorme sensação de tristeza e frustração, já nada parece valer a pena...

a gritar em plenos pulmões

DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML, DETESTO HTML.

Pronto, era só isto.

4 de maio de 2009

das descobertas

Blue October - Congratulations



fez-me sonhar alto...

da feira do livro

Já que a realidade é demasiado dura, recorre-se à ficção para ajudar sonhar.

twists

Tinha um plano a dois anos (do qual já passou um), para uma certa e determinada situação ser alterada, de preferência para muito melhor.
Um pequena situação, da qual depende todo o resto da minha vida.
A meu ver, o plano até estava a correr mais ou menos bem, até estava a começar a ser notada...
Tempo passado "tinha um plano", "estava a correr bem"...

Hoje tive uma pequena troca de palavras que deitou todo o meu plano por água abaixo.
Ainda tenho a frase "vêm ai tempos complicados, prepara-te para isso" a balançar dentro da mina cabeça.

Mais trabalho, mais empenho, mais do mesmo, mais mais mais....

E o que tenho em retorno?

A pequena possibilidade de talvez continuar com o pouco que tenho.

E a certeza absoluta que não vou ter mais do que isso.


(lá se vai o sonho de ter um subsidio de férias e outro de Natal, lá se vai o sonho de estar estável, lá se vai o sonho deter a possibilidade de sonhar...)

3 de maio de 2009

Preciso de comprar um torneira para a banheira. Mas estou apaixonada por estes...

Dizem que ando a dançar muito bem.
Dizem que já consigo rodar "comócaraças".
Dizem que já estou num nível um pouco mais à frente.
Dizem que já estou mesmo a precisar de comprar uns sapatos de dança.
Dizem que estou apaixonada por estes.
A cor é linda.
Que são a minha cara.
Mas eu na realidade preciso é de comprar uma torneira para a minha banheira.

Ó cruzes!!!!!


...

O fim de semana dos grandes já vai pralá de meio, e nada de jeito foi feito. A casa está semi-limpa, os trabalhos antigos ainda estão por fazer, os retoques da casa por dar, praticamente não se saiu de casa para fazer alguma coisa de jeito. Não se aproveitou o bom tempo, não se aproveitou o sol.
Na sexta-feira, dia do feriado, acordou-se com o som alto da manifestação bem ao lado de casa. Foi discursos e música e banquinhas com comes e bebes e barulho por todo o lado. Foi uma dor de cabeça desde o inicio até ao fim do dia. è bom viver bem no centro da capital porque se está perto de tudo, mas também é mau viver no centro da capital porque tudo acontece à porta de casa, e muitas vezes, as coisas que acontecem não são as melhores.
Dançou-se uma vez, foi-se tomar café com os amigos uma vez.
Domingo à tarde espera-se que o humor melhore um pouco.
Nada de mais.
Nem um telefonema diferente, nem um convite diferente.


Estes dias estão-se a tornar demasiado repetitivos.

30 de abril de 2009

porcaria da febre dos fenos...

Tenho o nariz aos pulos com comichão, os olhos a arder, a garganta arranhada como se tivesse comido palha de aço, mas eu continuo a gritar bem alto...

EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA, EU NÃO TENHO ALERGIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

dos blogues maravilha

  • O meu vestido novo é giro que se farta. E com meias vermelhas, ainda mais giro fica.
  • Ser apresentada umas mil e uma vezes como "foi ela quem desenhou o blog!", mas ao menos receber alguns parabéns de volta.
  • Onde raio fica a Libéria? E porque é que alguem quereria ir para lá? Ainda por cima para trabalhar?
  • Uma pessoa fica super elegante com um copo de champanhe na mão. O problema é que eu até nem gosto muito de champanhe.
  • E shots de gelatina feitos com vodka, aquilo é uma bomba para o estômago. Comi metade de um, e já foi com muito esforço.
  • Afinal o mundo é redondo, está mais magro, mais continua parvo. E eu não lhe dei grande conversa. Mas recebi elogios por um trabalho que fiz em Novembro do ano passado. Chegaram tarde, mas ao menos chegaram.
  • Aterrar na cama, morta de sono, com um nariz aos pulos cheio de alergia, mas ao menos dormi agarradinha.
  • Gosto tanto que as semanas sejam mais curtas!

28 de abril de 2009

de como a idade não perdoa

Uma pessoa sabe que está a ficar a caminhar para a velhice a passos largos, quando tem que diminuir a resolução do monitor do computador, porque as letras estão demasiado pequenas, e já custam a ler comocaráças.

É o sindroma PDI a atacar em força.


Puta Da Idade...

27 de abril de 2009

compra, devolve e refila

Decidi comprar um mimo para dar ao gaijo.
Optei por uma carteira, que a dele já deu o que tinha a dar há muito tempo.
Ele é o típico gajo que tem dentro da carteira 350 cartões diferentes, todos os documentos e mais alguns que alguma vez precisou, e guarda todos os papeis do multibanco dos últimos 5 anos, por isso dá para imaginar que a carteira já está a gritar por reforma à algum tempo.
Aterrei num sábado à tarde numa grande superfície comercial, e dei por mim a perceber o quanto é complicado arranjar uma carteira para gajos.
Ou são de surf, ou são de pele e estupidamente caras, ou simplesmente não existem em lado nenhum.
Optei por uma de modelo mais "normalinho", um preço até bastante acessível, e comprada numa loja especializada em calçado. Avisaram-me logo que não faziam devoluções a dinheiro, caso a gajo não gostasse da carteira.
Como esse cenário nem se quer se punha (ai dele que não gostasse!), lá levei a carteira.

O gajo gostou.
O problema foi quando começamos a mudar as tralhas todas de uma carteira para outra.
Antes mesmo de chegar aos 350 cartões ou ao talões de todos os multibancos dos últimos 5 anos... o problema mesmo foi o BI.
E os documentos do carro.
Não cabiam, pura e simplesmente.
A carteira era demasiado pequena para colocar um simples BI.
Claro que peguei na carteira, e 2 horas depois de a comprar, lá estava na loja de novo, para devolver a dita.
Claro que me vieram com a história que não faziam trocas a dinheiro, e que me tinham avisado disso na compra.
Concordei que sim, tinha sido avisada, mas que ali não se tratava de um caso de ele não ter gostado da carteira, era um caso de a carteira simplesmente não funcionar!
Resposta do rapazito que estava a atender "pode sempre mudar o seu BI antigo para os novos Cartões Únicos, nesse caso já cabe!".
Nem lhe dei resposta...
Era um verdadeiro caso de quererem lixar o consumidor: não me devolviam o dinheiro, não me passavam um voucher com o valor da carteira para eu poder escolher mais tarde outro objecto, e só tinha 15 dias para devolver a carteira e tinha logo que escolher outro objecto. Se virmos que estávamos numa sapataria, e que qualquer par de sapatos era no mínimo o dobro daquilo que eu tinha dado pela carteira, não me estava nada a apetecer dar mais dinheiro por uma coisa que eu não queria (além de que, todos os sapatos não eram nada o meu estilo!).
Só depois de usar a palavra "legalmente", é que o senhor empregado, com o seu sorriso amarelo, me devolveu finalmente o dinheiro.
Entendi perfeitamente que a pessoa que estava á minha frente era um simples empregado a cumprir ordens de um gerente de loja, até disse que não me importava de voltar noutro dia para falar directamente com o gerente sobre esta troca, mas o empregado acabou por me devolver o dinheiro.

Outra pessoa tinha simplesmente aceite comprar um par de sapatos mais caros, mas infelizmente eu tenho o maior exemplo de mau feitio e de refilanço a trabalhar mesmo à minha frente, e como eu sabia que tinha razão, simplesmente defendi os meus direito.

Portanto já sei, prá próxima vez que comprar uma carteira, primeiro que tudo, ver se cabe alguma coisa lá dentro.
Ah, e claro, nunca mais comprar nada na Bata.

de um, passamos a dois

Duas margaritas, uma de morango e uma de limão, qual delas a melhor!
Uns cogumelos recheados para entrada.
Um frango com queijo derretido e uns camarões com molho de milho preto.
Um crepe com molho de carjeta dividido pelos dois (é de-li-ci-o-so!).
Isto tudo à luz de velas.
E com uma vista fantástica para rio.
Onde?
No restaurante mexicano mais giro cá da capital.
Pena foi ter de jantar ás 7h30 da tarde, mas quando saímos de lá ás 22h, havia uma fila de espera de 1h30.
E ainda dizem que não há dinheiro.

Parece que foi ontem, e no entanto já passaram 8 meses.
Como o tempo voa...

não é para me armar em boa...

mas já me aguento a fazer 5 voltinhas seguidas na salsa, sem cair para o lado.

Mais uns tempinhos, e já danço assim...




hihihihhi

sou uma fraca. gira, mas fraca!

Depois de dois meses de namoro, de muito pensar, de muito discutir comigo própria, de muito fazer contas e lutar contra mim....



... não consegui resistir mais, e este vestidinho da Desigual veio comigo para casa.

E hoje sou uma gaja bem mais feliz!

boa escrita

Sei que não sou a melhor pessoa escrever português.
Sei que dou constantemente erros ortográficos, mas há que distinguir entre dar erros de escrita (ao escrever uma palavra, trocar uma letra por outra, por estar a escrever rápido de mais por exemplo); dar erros de ortografia; e simplesmente não saber escrever correctamente português.
E esta última que me irrita particularmente.
Tal como aceder a certos sites, e ver erros atrás de erros (meus senhores, existe um corrector ortográfico por alguma razão!).
Ou então receber mails, em que a malta se quer armar em esperta, mas na realidade mais valia estar quieta.
Exemplo máximo da coisa

"Nota: Os flaiers é frente e verso".

E a tradução para português da frase acima é: "Nota, os folhetos são frente e verso."

Tão a ver porque é que me irrita, estão?

23 de abril de 2009

eu bem disse que andava prendada

Apresento o meu primeiro pão caseiro.
Feito por mim, claro.
E sem as modernices que são as máquinas do pão.
Foi mesmo amassado à mão (pouco, que a receita disse para não mexer muito!), feito no forno (a gás, que cá em casa não há forno de lenha), mas mesmo assim, a casa já está toda impestada com o cheirinho bom a pão quentinho.
Não cresceu muito, é verdade... mas está "muitabom"!


andei a jogar mikado

Há Inês, foi o esparguete que se espalhou por todo o lado.

No meu caso, troquem o esparguete por palitos.

O barulho eu imagino que seja semelhante.

O resultado, esse, de certeza que foi igual.

22 de abril de 2009

eu cá gosto da Euribor, gosto gosto!!

Acho que é a primeira vez que digo isto, mas eu até gosto muito do meu banco.
Mas é que gosto mesmo!
E porquê?
Porque recebi mais uma cartinha do dito a dizer que a minha prestação da casa vai descer outra vez. E assim descer em grande: 130 euros!!!

Ora portanto, fazendo contas com o que desceu em Fevereiro, com o que vai descer agora, é oficial, estou bem menos pobre do que no final do ano passado!

E se começar a pensar que em Agosto, devo receber outra cartinha igual a estas, posso começar a pensar que a corda que estava à volta do meu pescoço pelo menos já não está tão apertada!

Desce Euribor, desce! Desce, que eu assim gosto muito de ti!


rir rir rir

Decididamente, o mundo é redondo.

E dá com caaaaada volta.

Ui!!!

(pra semana vou rir a bom rir à conta de uma personagem. Ó se vou!)

21 de abril de 2009

O sonho que eu sonhei

Num mundo perfeito, eu tinha um emprego decente.
Assim com um ordenado jeitoso, com uma chefe fixolas, uma equipa simpática, com projectos desafiantes.
Num mundo perfeito, eu não tinha que pagar 159 euros de Segurança Social todos os meses, e tinha direito a subsidio de férias e a de Natal.
E quando recebesse o subsidio de férias, aproveitava para voltar à minha cidade preferida de NY, ou ia visitar o meu pai a Angola. Aproveitava e também ia visitar os meus primos à Namibia, e fazia uma daqueles safaris por África, com que sempre sonhei.
Com o subsidio de Natal, mesmo depois de mimar todos aqueles que merecem com uma prenda bem supimta, poupava um bocadinho para finalmente fazer obras na minha casa-de-banho, que está tanto a precisar. Ou pelo menos comprar uma torneira nova para a banheira, que é o caso assim mais urgente.
E colocava finalmente aquele papel de parede que eu quero ter tanto na parede da sala. E na parede do quarto.
Num mundo perfeito, eu conseguia ter tempo para fazer mais bijutarias. E para ter mais aulas de dança, que gosto tanto.
Num mundo perfeito, podia ir jantar fora sempre que me desse na real gana.
Num mundo perfeito podia entrar numa loja de roupa, e comprar aquele vestido que eu ando a namorar à tanto tempo.
Ou numa sapataria, e comprar aquelas sandálias que eu gosto.
Podia perder-me pelo Etsy, e comprar malas, e acessórios,
Num mundo perfeito, já tinha finalmente comparado uma máquina fotográfica.
E num mundo extra perfeito, dedicava-me quase a tempo inteiro a fazer bolos e sobremesas, e todas aquelas receitas que eu gosto tanto.

Mas não vivo num mundo perfeito.

Neste mundo imperfeito onde eu vivo, apenas sei que posso contar com o aqui e o agora.
Não tenho um emprego estável, não tenho subsidio de férias nem de Natal. Nem seguro de saúde.
Mas tenho uma chefe fixolas, uma equipa supimpa e trabalhos aliciantes (ás vezes não são assim tão aliciantes, mas o saldo é positivo), e é isso que me faz levantar todos os dias com um até grande sorriso.
A segurança social "rouba-me" 159 euros todos os meses. Para eu ter direito a um sistema de saúde da treta. E para não ter direito a subsidio de desemprego caso "algo corra mal". E para quase de certeza absoluta não ter direito a uma reforma decente daqui a 35 anos quando for altura de me reformar. Já por nem falar que nem filhos posso pensar em ter... porque nem direito a baixa de maternidade eu tenho.

Neste mundo imperfeito, são poucos os dias que posso ir jantar fora. E mais raros os dias em que vou almoçar com os meus colegas. Trazer almoço de casa fica bem mais barato. E até mais saudável.
Há dois anos que não tenho máquina fotográfica. E ainda vão faltar muitos mais ate voltar a ter uma.
Neste mundo real, a casa-de-banho continua por arranjar, a torneira vai ter que continuar remendada e as paredes despidas, há espera de papel.
Viajar ou ter férias é uma realidade tal longínqua como Marte. Ou até um pouco mais além disso.

O mundo perfeito/sonhado versus o mundo real.

Dizem que somos aquilos fazemos, e não aquilo que temos.

Eu faço muito. Mas tenho muito pouco.

E este não é, decididamente, o sonho com que sonhei que iria ser a minha vida.

(e estou a ficar cansada... muito cansada...)

é da hora, só pode!

Paga uma pessoa um balúrdio de euros para ter cinquenta e tal canais de TV Cabo, e ando aqui à mais de meia hora à procura de alguma coisa de jeito, para parar finalmente no canal das televendas.

E pode ser do avançado da hora, ou do estado de desespero tal, mas aquela máquina maravilha que transforma qualquer pneuzinho numa montanha rochosa, até começa a parecer bastante interessante!

da neura

E o que me dá para fazer numa segunda-feira à noite, quando se tem uma dor de cabeça que vai daqui até Marte, porque passamos o dia todo a olhar para um pc a fazer coisinhas da treta?

Cozinhar, claro!

Sai uns hamburgers no forno com molho de cogumelos, uma sopa de cenoura, corgette e alface, e uma base de pão, que vai ser posta em prática amanhã!

20 de abril de 2009

já faltou mais para este dia chegar

Um dia destes largo estas baboseiras do design, e do conjugar cores, e que fontes é que ficam bem com o quê, e dedico-me à minha verdadeira paixão, que é cozinhar bolos, sobremesas e coisas boas.
Quanto mais estranhas e complicadas melhor.
Bolachas, suflés, tartes, pão, folar, doces de colher, é preciso ir ao fornor, fritar, cozer, manirar, dá trabalho, é preciso bater e afins = eu gosto.

Hoje apaixonei-me por este conjunto de cozinha semi-profissional.
O facto de ser cor-de-rosa, também ajuda bastante.
E pode vir com todos os acessórios e mais alguns.
O de fazer raviolis para mim, é a maior tentação...
Claro que o preço é estupidamente alto.

Um dia destes deixo tudo o que me dá dor de cabeça.
E dedico-me aquilo que me dá prazer.

Já faltou mais para esse dia chegar...

detesto, detesto, DE-TES-TO!

Não tenho paciência para clientes que mudam de ideias conforme muda a hora do dia.
E principalmente de uma gaja que tem um blog chamado "tudo ao molho e fé em deus", que primeiro queria flores de fundo e cores e tudo e mais alguma coisa, mas agora decidiu que quer um aspecto "clean e simples, de fácil apreensão!".
Ó minha senhora, a menina tem pelo menos 30 links de cada lado do blog, mais fotos e textos e tudo e mais alguma coisa... e quer algo simples?
Comece por organizar mas é os seus gostos, e deixe-me em paz!

Isto calha-me com cada um...

16 de abril de 2009

notas soltas

  • Estou cansada de grávidas. E espero que a gravides não seja tipo vírus, e que se pegue, porque à minha volta é só grávidas (ou mesmo "grávidos!).
  • faz-me confusão que uma gaja instruída, despachada, super atleta, passe 10 anos da vida dela a passear-se de país em país, só porque o namorado dela quer andar a estudar até mais não. Foi curso na Itália, foi estágio na Alemanha, foi Mestrado na Suécia, foi doutoramento em Amesterdão, é conferência em S. Francisco. Por um lado é óptimo, dá para viajar por todo o lado. Por outro lado, faz-me confusão que ela não decida viver "a vida dela", em vez de andar atrás do gajo. Agora, confessa-me via MSN (porque está na Holanda a viver como gajo), que está grávida de 15 semanas. Pergunto-lhe se foi programado ou acidente. "Foi as duas coisas", responde-me. E eu sem continuar a perceber aquela relação...
  • Não consigo perceber como é que alguém, nos dias de hoje, engravida por "ups! estou grávida!". Estamos no século XXI, existes preservativos, pílulas, pílula do dia seguinte ou mesmo o aborto (claro que estes dois últimos é mesmo para utilizar em casos mais extremistas), por isso faz-me confusão que um rapaz de 33 anos decida assumir um filho de uma rapariga com quem "anda" à muito pouco tempo. Pouco tempo é o mesmo que dizer que nenhum dos seus amigos sabiam da existência de tal personagem. Mas pronto, existe, está grávida e ele vai assumir. Talvez sejam os 33 anos a bater em força.
  • Não entendo porque é que quando uma mulher fica grávida, parece que vira doença. Qual o melhor carrinho para comprar, a criança ainda nem nasceu e já anda a ver infantários, quais roupinhas que devemos comprar, já agora, que universidade é que a criança deve frequentar! Gajas, estamos grávidas, não estamos retardadas! Existe vida para além de um filho!
  • é por estas e por outras que eu acho que vou ficar solteirona e tiazoca. Daquelas que mimam os sobrinhos até mais não. Mas que quanto eles choram, recambia-os logo para os respectivos pais.
  • Haja paciência!

15 de abril de 2009

história de vida

Nunca, nunca, mas NUNCA julgar uma prenda pela caixa.

Ás vezes saem-nos surpresas de lá de dentro que nos deixam completamente de boca aberta.

(ainda estou completamente arrepiada...)

iátá...

Parece que a coisa até correu bem.
Estiquei-me um bocadinho com o tempo, mas também deram-me a tarefa impossível de resumir 6 horas de informação, em apenas 60 minutos. Claro que me estiquei à conta das perguntas e falei 1h20. Até nem foi mal.
Comecei por tremer por todos os lados, a meio a coisa lá desanuviou, e para o final até disse umas piadas. Acabei vermelha por todos os lados, a transpirar de tanto calor que tinha, por estar finalmente a descomprimir.
No final, uma rapariga veio ter comigo e confessou que também tinha o nome igual ao meu, e que também ficava vermelha como eu... e que tinha adorado a apresentação.
Ao final do dia, já tinha tido um bom fedback de várias pessoas, uma ligeira dor de garganta, uma camada de sono enormesca.
E daqui a duas semanas, a história repete.

Ui cruzes credo canhoto...

14 de abril de 2009

é oficial

  • tive um mês para preparar a porcaria da apresentação.
  • claro que deixei para o último dia.
  • ainda me falta alinhavar a organização dos slides.
  • ainda me falta ensaiar aquilo que vou dizer, para ver se não me esqueço de nada.
  • ai de alguem que faça alguma pergunta, leva logo com um olhar cortante-tracejante-fulminante, que cai de lado em dois minutos.
  • estou em PÂNICO!!!!!!!!!!!

13 de abril de 2009

inspira... expira...

Daqui a 24 horas vou estar a hiperventilar, porque daqui a 48 horas vou ter que falar durante 60 minutos para uma plateia de 80 pessoas.

80 pessoas que são todos meus colegas de trabalho.
E aposto que a minha chefe vai estar sentadinha na primeira fila.
E os meus colegas de equipa já ameaçaram levar cartazes a dizer "fazia-te um filho!", escrito em letras grafais.

Afinal enganei-me.

Faltam 48 horas e eu já estou a hiperventilar...

12 de abril de 2009

da Páscoa

Isto é um folar.
Dos grandes.
Que levou fermento de padeiro e cresceu, cresceu, cresceu... e eu estava a ver que tinha que aumentar o forno para ele caber lá dentro!

Ainda não o provei, parece que está um bocadinho pró rijo, mas que está um belo folar, lá isso está!




(voltei a ter máquina fotográfica. Está atarraxada a um telemóvel, verdade seja dita, mas é melhor do que nada!)

11 de abril de 2009

fada do lar de novo ao ataque

E em duas horas, depois de muito recipiente sujo, depois de muito ovo e de muita farinha, de muito acuçar e de muita colher de pau, da batedeira entrar em acção e do forno estar ligado, sairam:

Um dia destes ainda cometo uma loucura e abro uma casa de chá... com muitos chás exóticos e de frutos, e e scones quentinhos a qualquer hora... e bolos, muitos bolos! E tartes e doces...

são duas, mas na realidade é só uma

Há um ano atrás, o braço direito deu de si, e começou a doer, a acusar horas, dias, semanas, anos de movimentos repetitivos. Entretanto as dores que eram muitas passaram, e o braço direito voltou a si mesmo, tal como sempre foi.
Nestes últimos tempos, decidiu dar de novo sinal de si, e desta vez não passa. É uma moinha, que começa no dedo indicador, dispara no pulso, dá sinal de si no cotovelo e por fim grita de novo no ombro. Todos os dias, uns mais do que outros, a dor está cá. Custa, doí, chateia, irrita, desespera.
Tento substituir a mão direita pela mão esquerda, e tento lavar os dentes, lavar loiça, mexer a sopa.
Mas o resultado anda perto do desastroso.
A mão direita leva quase 30 anos de prática de avanço... e a mão esquerda ainda tem muito que aprender.

da genética familiar que me lixa

  • o meu primo pequeno de 14 anos, já tem a minha altura e consegue carregar 5 sacos carregados de compras como quem levanta uma pena.
  • a minha mãe com a minha idade não tinha nem um único cabelo branco.
    Eu hoje não tenho um único. Já a minha mãe, metade da cabeça dela já é cinzenta, o meu pai contasse pelos dedos de uma mão os cabelos que ainda têm cor. Acho que já sei o que me espera.
  • a minha prima mais piquena, a quem eu mudei as fraldas vezes a fio, que me mordia os dedos quando estava aflita dos dentes, que imitava tudo e mais alguma coisa que eu fazia porque eu era a grande, passou esta quarta-feira no exame de condução. Está mais alta do que eu, com mais mamas do que eu, e bem mais gira do que eu. Tem 19 anos. E eu olho para ela e parece que ainda vejo com 4 anos, a correr pela praia fora de touca cor-de-rosa florescente, porque não podia molhar a cabeça por causa dos ouvidos. Ao menos era fácil de dar com ela em qualquer lado.

do de sempre

Tento esquecer, tento fingir que não conheço, tento passar por cima, tento olhar para o lado e para a frente, e não olhar para trás, mas volta e meia, a vida dá uma volta ao contrário, e ali está á minha frente um ponta solta que teima em não dar nó.

Estou casada de sustos, estou cansada de fingir de que não aconteceu, estou cansada de enterrar e enterrar e enterrar.... e lá fica de fora qualquer coisa e volta a crescer.

Estou cansada, e não quero mais disto.

7 de abril de 2009

os três estados

Sabiam que a gelatina, se não tiver uma manhã inteira no frigorífico, volta a ficar liquida, tal como era antes de ser gelatina?
E que depois de voltar a ficar liquida, quando já foi sólida e antes liquida, podem voltar a colocar no frigorífico, que ela volta a ficar rija?
Confuso?
Foi o ciclo que a minha gelatina fez antes de ser finalmente comida.
E estava boa!

porque somos todas bonitas



Mais um anúncio da campanha da Dove - para uma beleza real.

coisas giras que ando a fazer

É por causa de estas e de outras que tenho andado desaparecida...

coisas que eu não entendo...

  • como é que alguém, que até tem um ordenado jeitoso, mas nada por ali além, e que acabou de comprar uma casa demasiado cara e demasiado grande para uma única pessoa, e que ainda nem há muito tempo se andava a queixar que andava apertadinha de dinheiro, agora comece a falar que quer trocar de carro... mas não é para um carro qualquer... é o um daqueles que os senhores gestores de empresas guiam. E porquê? Porque é giro, ora essa! Ah, claro, sem contar com os 2 pares de cortinados que comprou para cada divisão da casa. E porquê? Porque me apetece mudar de vez em quando... e toma lá 36 metros de tecido!
  • alguém que tem uma grande oportunidade de emprego mesmo à frente dela... e não se mexa para a agarrar.
  • como alguém decide assumir um "ups" sem pensar bem nas consequências desse seu acto. E como não tomou as devidas providências para que esse "ups" não tivesse acontecido... nem tivesse ido para a frente.
  • como alguém consegue viver a 2,5 metros da sogra. Seja a sogra boa ou má. Dois metros e meio é muito pouco metro a separar duas pessoas, quanto mais nora e sogra.
  • como certas pessoas conseguem ser são incompetentes no seu local de trabalho...

6 de abril de 2009

de domingo

Aceitar convites de amigas queridas, para ir ver uma feira de Queijo, Pão e Vinho... e perdemo-nos nos petiscos!
Ele foi queijo, ele foi pão, ele foi bolachas, ele foi mel, ele foi pão com chouriço, ele foi ginginha da caseira, ele foi hidromel!!!
Para terminar a visita em grande, nada como conhecer uma mansão em crescimento... eu só perguntei se tinham a certeza daquele tamanho todo!!! É que limpar aquilo tudo não vai ser fácil!

Como os dias agora são grandes, aproveitasse para se namorar um pouco com a vista do Castelo de Palmela como cenário.
Só faltou a máquina fotográfica do momento kodak, para mais tarde recordar.

Acabou-se o fim-de-semana com o coração (e o estômago) bem cheio...

5 de abril de 2009

de estes dias

Por estes lados andasse atulhadissima de trabalho.
Por estes lados, andasse a rogar pragas a políticos e estrelas cor-de-rosa grávidas, por não saberem o que querem, e mudarem de ideias de 2 em 2 minutos. Ou por serem mesmo burros, ou por serem mesmo muito burros.

Por outro lado, ver alguém que merece e muito levar nas orelhas, até faz acreditar que afinal o mundo é redondo e juntos. Mas só ás vezes.

E pelo meio, deixasse de ter tempo, e vontade de postar.

O que torna este espaço bem mais vazio....

ui ca bom

É uma verdade universal que eu gosto muito de choquinhos.
Choquinhos grelados, choco frito a setubalense, é ver-me rebolar os olhos de satisfação.
Por isso, quando sábado de manhã decidi armar-me em dona de casa prendada, e fui à praça, caí na tentação de comprar choquinhos para experimentar fazer em casa.
E claro, caí na estupidez de não pedir para a peixeira os arranjar.
Resultado, tive 1h30 a arranjar choquinhos.
Arranca cabeça, espreme, corta barriga, tira pele, tira tinta, tira parte dura, atira para dentro da taça, próximo.
Arranca cabeça, espreme, corta barriga, tira pele, tira tinta, tira parte dura, atira para dentro da taça, próximo.

Confesso que ainda não os confeccionei.
Mas uma lição está aprendida.
Nunca mais comprar choquinhos sem ser arranjados.
Ou então ser ainda mais prática, e ir come-los ao restaurante.
Tããããooo mais fácil!

matar saudades

Pode passar o tempo que se quiser, mas volta e meia tem que se voltar ao lugar anteriormente de costume, para receber a dose habitual de música ao vivo dos amigos.

E pode passar o tempo que quiser, mas há músicas que vão ser sempre minhas.
Com direito a dedicatória.
Como sempre.
E soube bem.
Como sempre.

31 de março de 2009

ando doceira

  • este bolo de chocolate é uma perdição e super fácil de se fazer.
  • esta sobremesa anda-me debaixo de olho. Ainda por cima tenho lá no frigorifico uma catrefada de ovos caseiros, patrocinados pela sogrinha, que estão mesmo a gritarem por serem utilizados.
  • este bolo tem um aspecto delicioso. Parece-me que dá uma trabalheira desgraçada... e preciso de uma forma de aro, que ainda não tenho.
  • este bolo é super louco!! E tenho que arranjar uma festa de putos qualquer para o fazer!
Mais uma história da Twitterlandia.

Tenho Twitter nem sei bem porquê.

Porque todos os meus colegas têm, e fartavam-se de falar na coisa, e lá acabei por criar uma conta, mais para acompanhar o que os outros dizem, do que propriamente escrever. Aliás, é rarissimo escrever seja o que for.
E porque quero continuar a ser um pouco "invisível", acabei por privatizar o meu perfil.
Ou seja, se alguem quiser ler o pouco quase nada que eu escrevo, tem que me pedir autorização.
A única coisa "aberta" que as pessoas têm acesso, é uma fotografia minha, que na realidade é uma caricatura feita no Manga Me.

Esta introdução toda para tentar perceber porque carga de água que um gajo, que tem um blog sobre maquinaria pesada, e no twitter dele a única coisa sobre a qual escreve é exactamente maquinaria pesada... me quer adicionar a mim como contacto?!!??!

Será que pela minha caricatura ele percebeu que eu tenho uma paixão arrebatadora por ceifeiras-debulhadoras?!?!?!

Isto há com cada um...

de outro lado (10)

VIDA

Vivemos a correr, corremos para sobreviver.

Mas no meio de tudo há tempo para um beijo, um abraço, uma palavra, uma actividade a dois. Há tempo para estarmos, nem que seja, lado a lado, calados, a dormir até à idealização de uma vida melhor, futura, a dois.

Jogamos com o tempo e as responsabilidades para podermos disfrutar de nós, sonhos e desejos.

E aprendemos a viver juntos, dia após dia, desafio após desafio, com sorrisos na cara, mesmo que antes tenha havido uma situação mais tensa. Na tensão aprendemos e crescemos, na alegria vivemos. Aprendemos a partilhar... É algo que cada vez mais neste mundo deixamos para trás. Não há um mundo de pessoas e com pessoas, cada vez mais há um mundo de indivíduos que se movem e pouco interagem. Não nos conhecemos, apenas convivemos nos mesmos sítios ou situações. Porque estar sozinho é mais fácil? (?) Sim? Ou liberdade condicionada? Talvez aprender o equilíbrio, a confiança e a partilha. Nada se recebe ser dar em troca. Lei da procura e da oferta aplica-se até na mais simples mas mais desejada das relações: o amor.

via H2O.



E quando o bichinho da fome aperta, mas ainda é cedo para almoçar, e o bichinho aqui dentro ronca que nem um doido... nada como uma bolacha maria!

Coisinha mais boa!

20 de março de 2009

objectivos de vida

Apetece-me fechar os parênteses que incomodamente ainda estão abertos do passado.

18 de março de 2009

o que é o amor



via Le Love.

de outro lado (9)



via Life is a Masterpiece.

de outro lado (8)


via MegRuth.

de outro lado (7)

Karma

Desprezas o que tens e depois não consegues ter o que mais desejas.

via Mulher à beira de um ataque de nervos.

de escuridão para luz

No tempo passado lá bem atrás, bem que podia estar a estudar artes, mas a minha palete de vestuário era completamente monocromática: ou preto, ou azul-escuro, ou preto, ou azul-escuro. Em dias de loucura, era o roxo. Ou cinzento. E lá voltava o preto ou o azul-escuro.

Aos poucos apareceu o azul-celeste, o amarelo, o rosa-choque. O branco e o vermelho.
Só as cores terras, o verde e o castanho é que ainda não entraram na palete.

E ainda é estranho quando me olho ao espelho, e não vejo uma pinta de preto sobre mim.
E quando saiu à rua toda contente com uma camisa cor-de-rosa choque e por cima, a minha tão amanha gabardine amarela.

Ontem disseram-me "quando penso em ti, lembro-me logo de cores!".
Pelos vistos mudei mesmo.
De falta de cores, para excesso de.

Como eu costumo dizer, o que eu gosto mesmo é de cores...

tu tás óptima!

Quase a beira dos 30 anos, num dia dão-me 25 anitos, no dia seguinte juram a pés juntos que tenho 23!!!

Isto de não ter rugas nem cabelos brancos ajuda ao ego, ai ajuda ajuda...

(mas nem quero pensar quando tudo me bater assim de um dia para o outro...)

do passado para o presente

Podem-se passar 15 anos, 8 anos, 2 anos... mas certos passados, passados dos bons, que de repente nos aparecem de novo pela frente, e nos trazem memórias da boas, sorrisos dos bons, saudades das boas.

Uma hora passa a correr, 5 minutos passam voar, e a vontade de voltar atrás e reencontrar mais pessoas é ainda maior.

E ouvir mais uma vez "estás na mesma".

Não, não estou.

Por fora posso estar na mesma (e ainda bem), mas por dentro estou bem diferente.

Por dentro estou "eu".

o que é que devemos mesmo ensinar?

Não são novidades, as TED Talks, pelo menos para a maioria.
Há por lá coisas interessantes e para todos os gostos. Também há por lá muita imbecilidade. Este vídeo não é novo, tem quase 3 anos, mas continua actual, e continua a dar-me que pensar.



Afinal deveriamos ensinar a criatividade, que é tão importante como aliteratura.

E se não estivermos preparados para errar, nunca vamos conseguir atingir nada de original.

Dá que pensar, não dá?

do fundo do baú

Há 6 anos, quando os meus pais foram visitar uns familiares que vivem na Namíbia (a famelga é internacional, sim!), trouxeram um cd de música de um grupo da África do Sul, que na altura começava a ser conhecido.
Na altura, adorei o som forte e ritmado que saia daquele cd, e dancei horas a fio...
Hoje, já são considerados o melhor grupo de música africana.
Chamam-se Mafikizolo.
E esta é, sem sombra de dúvida, a minha costela africana a falar mais alto.

17 de março de 2009

de sábado à tarde

Aproveitar o solinho dos bons, e ir passear para o meio de Lisboa.
E sem querer, aterrar numa das melhores esplanadas da capital, o Noobai Café.
Onde se aproveitou o sol, o calor, a vista, um sumo de manga com gengibre e sumo de ananás com hortelã, a acompanhar uma grande taça de iogurte com mueseli, mel de rosmaninho, fruta, frutos secos e pipocas (sim, pipocas, e ficam deliciosas!).
E as várias horas passaram a voar...




16 de março de 2009

das coisas estupidas á vonta do mundo

Baleado quando se preparava para o remate

Adepto iraquiano mata jogador que podia empatar a partida

Um adepto iraquiano matou domingo a tiro um futebolista da equipa adversária, numa altura em que este estava isolado frente ao guarda-redes e tinha a possibilidade de marcar um golo que empataria o desafio.

via SicOnline.

Como ando o futebol cá em Portugal, isto por aqui era avisar jogares uns atrás dos outros cá com uma pinta!

12 de março de 2009

a viver intensamente

Dos 0 aos 10, foram os primeiros anos de descobertas, os primeiros dentes, os primeiros passos, as primeiras palavras. O primeiro gelado, era tudo simples e inocente, o colinho da mãe, o rebuçado da avó, a brincadeira com o pai, o ter de usar óculos.
Dos 10 aos 20, veio a primeira escola. Os primeiros grandes amigos. O primeiro beijo, a primeira mão dada. O ser gozada por usar óculos. As primeiras viagens ao estrangeiro.
Com os 20 anos chegou a faculdade, o ser "quase-adulta", as primeiras responsabilidades "á seria", o primeiro emprego, o primeiro ordenado, o primeiro namoro sério, a carta de condução, o primeiro carro, a primeira viagem com os amigos, a primeira quase bebedeira, as primeiras muitas saídas á noite, as primeiras loucuras em grande.
Com os 30 chegam a enorme capacidade de pré-seleccionar o que é que nos realmente interessa, a capacidade de dar atenção apenas ao que vale a pena, o corpo que já reage da mesma maneira, a barriguinha que já não encolhe, o cabelo que começa a faltar, as horas de sono que já não podem ser poucas, a primeira casa, as primeiras responsabilidades de ser "adulto", os primeiros casamentos, os primeiros filhos e os primeiros sobrinhos, as primeiras enxaquecas, a pessoa certa para estar ao nosso lado, as primeiras perdas de familiares, as primeiras vezes que dizemos "no nosso tempo é que era bom".

A isto se chama... viver.

para não esquecer

Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio! Não deixar acumular demasiadas prestações do condomínio!

É que pagar quase 500 euros de uma vez só, dói comócaráças!!!!

ups

A tecla do acento saltou logo um mês depois de o ter.
A do escape foi de tanto carregar para fechar as inúmeras janelas do messenger.
Agora saltou a do numero 1/!, à conta de um objecto voador não identificado, que aterrou bem em cima do teclado do meu portátil. E esta sim, faz bem falta...




Eu por acaso já disse que gosto muito dos mac´s!?!?!?
É que gosto mesmo muitoooooo deles!!!!!!!!!!

zennnnnnn

Foi prenda de Natal de duas amigas, mas estive a guardar a minha massagem relaxante para a altura certa.
E na semana passada, lá fui eu.
SPA dos muito giros, uma casa-de-banho de meter inveja, 1 hora de mãos maravilhosas a desfazerem todos os nós que aqui estavam pelas minhas costas, um chá quentinho para finalizar, um duche refrescante para acordar, e eu estava de volta ao mundo com um sorriso nos lábios, umas costas direitas como uma tábua de engomar, e a sentir-me o mais zen possível.

Prendas destas, podem ser todos os dias!

Era uma vez uma abóbora considerada "pequena"....


... que já virou pedaços para sopa, que foram devidamente distribuídos pela momy dear e pelas avós queridas.

dos sonhos


Planfleto de uma imobiliária.

olá, boa noite!

Dizem que conheci a sogra.
E a casa da sogra.
E os cozinhados da sogra.
E o sogro calado.
E o cunhado cheio de gadgets.
E a cunhada simpática.
E o sobrinho de olhos lindos, que me quis mostrar o seu novo Magalhães.
E a sobrinha desdentada que quis jogar xadrez comigo, para imitar o irmão mais velho.
E o cão eléctrico.
E a loja atulhada da sogra.
E para ajudar a passar o tempo, levei com todos os albúns de fotografias de todos os casamentos e baptizados dos últimos 10 anos, onde me foram indicados todos os parentes directos e indirectos.
Como brinde final, trouxe uma gigantesca abóbora para a sopa, e uma dúzia de ovos caseiros.
E pronto, assim se passou um domingo à noite.

(ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa)

9 de março de 2009

ando saudável

São estas as receitas que ultimamente se tem feito lá por casa. Cada uma delas mais deliciosa que a anterior....

eu bem que joguei no EuroMilhões...

... mas a única coisa que me saiu, foram €4 do bolso, e em retorno não ganhei nada.

Quer dizer, ganhei até ganhei... mas porque me colei ao gajo!

Na festinha de salsa que fomos na sexta-feira, estavam a sortear uma noite num hotel no Algarve, com pequeno-almoço incluído... e entre as quase 100 pessoas que lá estavam, a quem é que saiu a oferta, quem foi?!?!?!
Ao gajo giro que estava ao meu lado! E que não tem outro remédio se não levar-me como companhia, ou arriscasse seriamente a ficar danificado fisicamente.

É só para dizer que daqui a dois fim-de-semanas vou passar a noite aqui.

E vai saber que nem gingas!

para cima

Nada como solinho do bom, céu azul sem nuvens, calor que dá vontade de ir para a praia, para nos fazer sentir melhor!

Xô dias cinzentos!

Olá dias azuis!

3 de março de 2009

estou a fazer um concurso com uma vaca leiteira, e acho que estou a ganhar!

Sábado: almoço de famelga, comer até cair para o lado.

Domingo: passeio romântico pela praia ao pôr-do-sol, seguido de lanche ajantarado no Bar dos Gémeos em Carcavelos, com mega hamburger dos bons incluído.

Terça de Carnaval: jantar de massa chinesa com tudo incluído, nas minhas massas favoritas em Lisboa.

Sexta-feira: jantar de aniversário dos 180 dias em conjunto, no foundue fashion. Carne do melhor frita, seguida de suspiro de avelã e frutos vermelhos. Mega coma açucarado.

Próxima sexta: jantar com amigos deles, para primeira introdução a uma festa salseira.

Sábado: reentre do super famoso"Jantar da Banana", no rodizio brasileiro do costume, para matar saudades dos amigos casados.

Domingo: jantar oficial da apresentação á famelga dele, comer até cair para o lado, pelo meio sorrir muito, para impressionar a futura sogra.

Pelo meio, ainda gostaria de visitar o Festival de Chocolate de Óbidos.


Agora digam-me lá que eu não vou ficar pior que uma vaca leiteira!?!?!?!?

mim caçar, tu colher!

Sábado á noite, mais um programina cultural com o grupinho de sempre, com mais umas novas aquisições.
Escolheu-se uma peça sobre as diferenças entre os homens e as mulheres... e foi rir até doer a barriga!
E eu que enfiei sei lá quantos barretes.

Sabiam que os homem usam em média 2000 palavras num dia, enquanto que as mulheres usam 7000? E porque é que elas têm sempre os pés frios e insistem em aquece-los nos pés dos homens? E porque é que as mulheres gostam de arrumar a casa com velinhas aromáticas e montes de espanta-espíritos, e os homens largam tudo no primeiro sitio que lhes aparece á frente!
pormenores, senhores, pormenores! E cores, muitas cores!

Vale muito a pena ir ver esta peça de teatro, e embora agora tenha ido para o Porto, assim que voltar a Lisboa, é um óptimo programinha para se ir a dois.

e a frase da noite:
"moreee, que tipo de envelopes é que queres para os nossos convites de casamento?"
"Hum... não sei... de papel??!?!?"

ups.....


2 de março de 2009

um elogio por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

E quando a nossa chefia se vira para nós, e em altos berros diz em frente a toda a equipa, bem no meio de um grande openspace:

"achei esta tua ideia simplesmente brilhante e genial!"

E eu se pudesse, tinha-me enfiado dentro do primeiro buraco que me tinha aparecido à frente...

de outro lado (6)

Olhar para a frente, mas só sentir o que está a (para) trás.